quarta-feira, 19 de junho de 2013

Rara revista P.B.C. Pelo Brasil Constitucional

Acho incrível como ainda depois de alguns anos pesquisando arquivos, antiquários e coleções particulares ainda é possível encontrar tanto material inédito sobre a Revolução de 32. Prova disso é a revista P.B.C. Pelo Brasil Constitucional, da qual eu nunca havia tomado conhecimento da existência até ter um exemplar em mãos! Publicada em setembro de 1932, um mês antes do término do levante paulista, a revista com 38 páginas é surpreendentemente moderna para sua época - com uma diagramação de páginas muito mais parecida com as revista de hoje do que com as de sua época.

Fartamente ilustrada com fotografias inéditas (e outras que foram publicadas em outros veículos) a revista é patrocinada por diversos anunciantes: Colégios, marca de cigarros, alfaiatarias e escritórios de arquitetura. Não faço idéia se chegou a ser publicado o número 2 da revista (de circulação supostamente quinzenal) mas o volume de informação neste primeiro exemplar é bem grande. Pretendo digitalizar esta e algumas outras publicações e colocar o arquivo disponível para download em PDF. Por enquanto satisfaço a curiosidade dos leitores do blog com as imagens a seguir.

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Um céu cinzento - A história da aviação na Revolução de 1932

A boa notícia para os fãs de aviação e de história é que o professor e historiador militar Carlos Roberto Carvalho Daróz acaba de lançar seu livro "Um céu cinzento - A história da aviação na Revolução de 1932", resultado de sete anos de pesquisas em documentos originais como relatórios de missão, ordens de operações aéreas, transcrições de depoimentos de prisioneiros de guerra e arquivos das mais diversas instituições. O resultado é uma obra que não só vai agradar aos entusiastas da aviação como também os interessados na Revolução de 32 - e ambos os públicos vão certamente aprimorar seus conhecimentos nos dois temas!

Eu como pesquisador de 1932 e interessado na nossa aviação, devorei o livro em poucos dias e posso afirmar que fiquei absolutamente impressionado com o volume de informações novas que a leitura me trouxe! Espero que outros historiadores se animem e que venha a luz uma nova safra de obras sobre este fascinante período da nossa história.

Concorra a um exemplar autografado inteiramente grátis acessando a nossa página no Facebook.

“Um céu cinzento: a história da aviação na Revolução de 1932”
324 páginas
Editora Universitária da UFPE
ISBN: 978-85-415-0195-8

Para informações sobre como adquirir seu exemplar, escreva para umceucinzento@yahoo.com.br

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Cartaz do M.M.D.C. autografado pelo seu criador

Vemos abaixo um raro original do famoso cartaz "SUSTENTAE O FOGO QUE A VICTORIA É NOSSA" criado pelo M.M.D.C. em 1932. O que chama a atenção no cartaz, além do seu excelente estado de conservação, é a assinatura de seu autor "Archimedes". O traço da assinatura a carvão é exatamente o mesmo usado em todo o desenho.

Seria o Archimedes que assina o cartaz, Archimedes Dutra (1908-1983) - que também ilustrou a capa do Manual de Campanha do Voluntário Constitucionalista ? Tudo indica que sim, por se tratar do mesmo período e da mesmo departamento de propaganda do M.M.D.C. Caso alguém tenha alguma informação adicional sobre o assunto, por gentileza ente em contato!

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Batalha Naval do Riachuelo, 148 anos

Na data de hoje completam-se 148 anos da Batalha Naval do Riachuelo, maior batalha naval travada neste continente e que foi importante o suficiente para alterar o rumo de toda uma guerra. Para comemorar a data, trago algumas imagens detalhadas da célebre obra pintada em 1872 por Victor Meirelles (1832-1903).

Pertencente ao acervo do Museu Histórico Nacional desde 1926, a monumental tela à óleo ( 4,20m X 8,20m ) de Vitor Meireles - O Combate Naval do Riachuelo - representa de forma dramática e heróica o combate travado em junho de 1865 entre as esquadras paraguaia e brasileira. O "Combate Naval do Riachuelo" integra um conjunto de obras que, intencionalmente, visava exaltar e glorificar o Estado Imperial, apresentando-o como o legítimo condutor da Nação brasileira. Uma primeira versão desta obra, elaborada pelo artista a partir de impressões por ele registradas no cenário da guerra, foi encomendada pelo então Ministro da Marinha para ser apresentada na Exposição de Filadélfia, nos Estados Unidos, em 1876. Esta obra, no entanto, é destruída por acidente no seu retorno ao Brasil. Inconformado, Vitor Meireles pintou esta segunda versão em 1882/1883, em cuja composição dizem ter se superado. (fonte: MHN)

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Abaixo a Fragata Amazonas sob o comando do Almirante Barroso.

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Destruição e morte em um convés paraguaio.

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A Corveta-aviso Parnaíba é cercada e abordada por navios inimigos.

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As temíveis "chatas" paraguaias que disparavam a queima roupa nos cascos dos navios brasileiros.

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Bandeira Imperial e o célebre sinal náutico SUSTENTAR O FOGO QUE A VITÓRIA É NOSSA!

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A capitânia Amazonas volve águas-abaixo com Barroso aos brados no passadiço: "Atacar e desruir o inimigo mais próximo". Comanda no grito e é prontamente obedecido.

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Clique aqui para conhecer a Medalha da Batalha Naval do Riachuelo, criada em 18 de Novembro de 1865, sob o decreto nº 3529 pelo Imperador Dom Pedro II.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Voluntários da cidade de Avaí

Recebi recentemente uma imagem do leitor Daniel Gentili que mostra o batalhão de voluntários da cidade de Avaí. O que chama a atenção na foto é a presença de indígenas das tribos Terena e Guarani da reserva de Araribá, que lutaram lado a lado com os demais voluntários. Agradeço pelas fotos e compartilho abaixo com os leitores do blog!

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dois panfletos interessantes

Vemos abaixo dois panfletos interessantes, circulados em momentos diferentes da nossa história. Abaixo um volante impresso durante a Revolução de 32 sobre o racionamento de combustível.

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Já o folheto abaixo impresso em 1945 apela aos brios dos ex-combatentes no fim do governo Vargas. Um texto muito interessante de ser lido!

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terça-feira, 4 de junho de 2013

Medalha do Centenário do 1o BPChq Tobias de Aguiar - 1o Modelo

Em dezembro do ano passado vimos a Medalha do Centenário do 1o BPChq Tobias de Aguiar que é concedida atualmente. Hoje trago a primeira versão desta medalha de 1991, projetada pelo então Tenente PM Paulo Adriano Telhada. A versão atual foi criada para se aproximar mais da descrição contida no decreto de sua criação, mas o modelo inicial também era bastante interessante.

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Abaixo vemos os dois modelos da medalha lado a lado.

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Distintivo Esportivo da Mocidade Paulista

Demorei algum tempo para encontrar informações a respeito destes distintivos, que teimavam em aparecer junto com insígnias militares antigas. Acho que finalmente descobri do que se trata. É importante contextualizar a época em que os distintivos foram criados: O início da 2a Guerra Mundial - quando todas as nações estavam em alerta, preparando os seus jovens para uma prontidão militar e eventualmente para o sacrifício de uma guerra.

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DECRETO N. 10.882, DE 5 DE JANEIRO DE 1940

O DOUTOR ADHEMAR PEREIRA DE BARROS, Interventor Federal no Estado de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, de conformidade com o artigo 6.º, n. IV, do Decreto-Lei n, 1.202, de 8 de abril de 1939, e nos têrmos da Resolução n. 1.156, do Departamento Administrativo do Estado,  decreta:

Artigo 1.º - Fica creado o "Distintivo Esportivo da Mocidade Paulista".
Artigo 2.º - O "Distintivo Esportivo da Mocidade Paulista" será concedido após um exame oficial esportivo, a brasileiros de ambos os sexos, a partir de 11 anos até 35 anos, divididos em quatro categorias: de 11 a 13 anos, de 13 a 16, de 16 a 18, de 18 a 35.
Artigo 3.º - A forma e as provas pelas quais deverão ser concedidos os distintivos obedecerão ao Regulamento que acompanha o presente decreto, e que foi elaborado pela Diretoria de Esportes, à qual incumbirá, também, indicar ao Govêrno os esportistas julgados em condições de recebê-los.
Artigo 4.º - Os exames realizar-se-ão duas vezes por ano, e a entrega do "Distintivo Esportivo da Mocidade Paulista" será feita, durante solenidades esportivas, pelo Govêrno do Estado, na Capital, e pelos Prefeitos Municipais, nos respectivos municípios.
Artigo 5.º - As despesas decorrentes da execução dêste decreto, que entrará em vigor na data de sua publicação, correrão por conta da verba destinada a fins idênticos, da Diretoria de Esportes.
Artigo 6.º - Revogam-se as disposições em contrário.

REGULAMENTO

Artigo 1.º - A obtenção do "Distintivo Esportivo da Mocidade Paulista" será tentada duas vezes por ano, durante os meses de março e outubro.
Artigo 2.º - Todas as Federações, Ligas ou Associações, por intermédio de seus clubes, abrirão inscrições pa ra os seus associados, e organizarão êstes exames, indicando com quinze dias de antecedência, à Diretoria de Esportes, as datas das realizações e das inscrições dentro dos mêses citados.
Artigo 3.º - Os índices e provas estabelecidas para êste regulamento serão bem acessiveis, nêste início, afim de se estimular a mocidade e trazê-la para a prática dos esportes, procurando por êste meio elevar mais o nivel esportivo do Estado.
Artigo 4.º - No interior do Estado os exames serão realizados nos clubes e controlador pela comissão de esportes, nomeada pelo Prefeito.
Artigo 5.º - Na Capital, todos aqueles que não pertencerem a clubes deverão inscrever-se nas respectivas Federações.
Artigo 6.º - Todos aqueles que atingirem o número de nontos especificados abaixo terão direito ao distinvo sendo que a classe "A" ficará também ae posse de um diploma.
Artigo 7.º - Toos os candidatos deverão apresentar certidão de idade.
Artigo 8.º - Nenhum concorrente podera tomar par te nas provas sem prévio exame medico.

Para as classes "A" e "B" e "C" e "D", dos homens, deverão ser conseguidos, respectivamente, 50 e 40 pontos sendo que, para as moças, deverão obter 40 pontos para todas as classes. Todos os concorrentes, para a obtenção do distintivo, são obrigados a completar o percurso de natação e concorrer a todas as outras provas. Todos os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo.

Palácio do Govêrno do Estado de São Paulo, aos 5 de Janeiro de 1940.


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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Esboço a lápis de José Wasth Rodrigues

Compartilho com os leitores do blog um pequeno mas belíssimo desenho a lápis de José Wasth Rodrigues, o qual eu tive a felicidade de encontrar perdido em um leilão de antiguidades. Trata-se de um esboço de Luiz XIV de Bourbon (1638-1715) feito em papel antigo, assinado J.W.R. e datado de 1930.

Como sei que entre os leitores do blog estão outros apaixonados pela obra deste grande mestre, sei que muitos vão gostar de ver mais esta obra. Aproveito e listo abaixo alguns dos links a respeito de Wasth Rodrigues já postados aqui no blog:

Brasão da USP por José Wasth Rodrigues
São Paulo antigo por José Wasth Rodrigues
Dois monumentos de José Wasth Rodrigues em São Paulo
Mapas das frentes de batalha por José Wasth Rodrigues
O Ex-Libris do jornal O Estado de São Paulo em 1932
Alegoria paulista de José Wasth Rodrigues
Projetos do Brasão da cidade de São Paulo

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

23 de maio 1932

Que nos seja estímulo a saudosa lembrança dos bravos que tombaram na luta, regando com seu sangue generoso o solo da terra que Deus quer grande. Sobra ainda no coração de muitos, o culto de uma saudade – que é respeito, que é ternura, que é esperança, que é ideal.  São Paulo, rogai por eles e por nós!

23 de maio de 2013.
Manet immota fides.

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O mês de maio daquele ano de 1932 já tinha se iniciado com muita tensão no ar: Greves, comícios, articulações políticas e militares iam aos poucos dando forma ao movimento revolucionário. Vargas por sua vez, acenava com a Assembléia Constituinte apenas para o ano seguinte, causando indignação e descontentamento entre os paulistas.
No dia 13 de maio outro grande comício na Praça da Sé reúne comerciantes, estudantes, entidades de classe e políticos que exigem eleições imediatas além de um secretariado verdadeiramente paulista.

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Porém, foi no dia 22 que o pavio foi definitivamente aceso com a chegada de Osvaldo Aranha a mando de Vargas com o intuíto de mediar a questão do secretariado. Com o apoio da imprensa, os frentistas alardeiam que a real intenção de Aranha é não outra a não ser dividir a Frente Única. Este, que já não tinha a simpatia dos paulistas chega a cidade como um verdadeiro intruso.

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De um lado, a Legião Revolucionária (força paramilitar comandanda por Miguel Costa que apoiava a ditadura Vargas) que planejava receber Osvaldo Aranha com todas as honras. Do outro lado a massa paulista que cerca, vaia e hostiliza o emissário de Vargas por todo o seu caminho. Durante a tarde uma carga de cavalaria da Força Pública é lançada contra os protestantes na Avenida Tiradentes, mas logo a situação se acalma com o pedido de desculpas e a garantia que não haveria mais repressão aos manifestantes - vindos do Comandante em Exercício da Força Pública Cel. Elisário de Paiva.

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Na manhã do dia 23 de Maio, Miguel Costa é definitivamente afastado do comando da Força Pública e em seu lugar é nomeado um aliado da Frente Única, o Coronel Júlio Marcondes Salgado. Osvaldo Aranha, que tinha passado a noite abrigado no Quartel General do Exército, retorna ao Rio de Janeiro totalmente alarmado com a situação em São Paulo. Durante essa tarde jornais tenentistas são invadidos pela multidão que toma as ruas enquanto lojas de armas são saqueadas. Pequenos choques contra provocadores da Legião Revolucionária acontecem nas estreitas ruas do centro. A situação se agrava a cada minuto.
Sangue paulista será derramado.

A Batalha da Praça da República:


No final da tarde daquela segunda-feira de maio, os paulistas já não queriam mais os membros da Legião Revolucionária andando com seus lenços vermelhos, armados, mandando e desmandando na cidade. Havia chegado a hora de colocar um ponto final naquele verdadeiro abuso que São Paulo estava sofrendo. A multidão paulista estava decidida a protestar na sede da Legião Revolucionária. Encontraram legionários armados e dispostos a tudo. Inclusive a matar.

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No início da noite a massa indomável se dirige pela Rua Barão de Itapetininga e finalmente alcança a esquina da Praça da República. Ali funciona a sede do Partido Popular Paulista, braço político da Legião Revolucionária. No seu interior, legionários frustrados com a deposição de seu chefe, armados e dispostos a tudo pretendem defender a sede do partido custe o que custar.

A massa se divide entre as esquinas da Rua Dom José de Barros e a Praça da República. Quem entrasse pela Barão de Itapetininga virava alvo dos legionários entocados. No primeiro ataque tombam Euclides Miragaia, estudante de direito e Antonio de Camargo Andrade, além de inúmeros feridos.

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A foto abaixo, originalmente veiculada nos anos 50, é tida como a última imagem em vida dos Mártires da Revolução.

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Das janelas no alto do prédio situado na esquina da Rua Barão de Itapetininga com a Praça da República tem-se uma ampla visão destas duas ruas. Foi dali que os membros da Legião Revolucionária controlaram a tiros o avanço da multidão logo abaixo. Era possível alvejar alvos tanto na Rua Barão de Itapetininga, como na Praça da República.

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Do quarto andar são disparadas rajadas de armas automáticas.

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Os que estão na rua se abrigam.

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Pânico e correria na calçada da Praça da República.

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Um bonde é tomado pelos manifestantes e ao apontar na esquina é crivado de balas vindas de cima. A rajada atinge o estudante Mário Martins de Almeida que virá a falecer no pronto socorro da Polícia Central. São mais de quatro horas de tiroteio, quando no início da madrugada um destacamento da Força Pública negocia a rendição de oito atiradores enquanto a massa é mantida afastada. No chão jaz o garoto de quatorze anos Dráusio Marcondes de Souza. Ferido gravemente está Orlando de Oliveira Alvarenga - que falecerá no dia 12 de agosto. Os ocupantes do PPP são retirados em um caminhão pela Força Pública e levados dali - nunca seriam identificados os autores dos tiros que vitimaram os cinco jovens.

Uma imagem da sede do PPP após o violento combate, e atualmente no mesmo local uma moderna sala de reuniões.

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No dia 24 de maio, as iniciais dos nomes dos mortos formarão a sigla da sociedade secreta que traçará o destino do Revolução Constitucionalista: MMDC. Anos depois a história faria justiça a Alvarenga, e a sigla seria complementada formando MMDCA.

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Mario Martins de Almeida

Nasceu em São Manuel, no Estado de São Paulo no dia 08 de fevereiro de 1901.
Filho do Coronel Juliano Martins de Almeida e de Dona Francisca Alves de Almeida.
Foi estudante do Mackenzie College, tendo terminado seus estudos sob a direção do Professor Alberto Kullmann. Era fazendeiro em Sertãozinho, estando no dia 23 de Maio de 1932 de passagem em São Paulo em visita a seus pais.

Euclydes Bueno Miragaia
Nasceu em São José dos Campos no dia 21 de Abril de 1911. Era filho do Sr. José Miragaia e de Dona Emília Bueno Miragaia. Foi aluno da Escola de Comércio Carlos de Carvalho, de onde passou no terceiro ano para a Escola Alvares Penteado. No dia 23 de Maio estava no centro a serviço de um cartório.

Drausio Marcondes de Souza
Nasceu a Rua Bresser na cidade de São Paulo em 22 de Setembro de 1917.
Filho do Sr. Manuel Octaviano Marcondes, farmacêutico e de Dona Ottilia Moreira da Costa Marcondes.

Antonio Americo de Camargo Andrade
Nasceu no dia 03 de Dezembro de 1901, filho do Sr. Nabor de Camargo Andrade e de Dona Hermelinda Nogueira de Camargo. Era casado com Dona Inaiah Teixeira de Camargo e deixou três filhos: Clesio, Yara e Hermelinda.

Orlando de Oliveira Alvarenga
Nasceu em Muzambinho, Minas Gerais, no dia 18 de Dezembro de 1899. Filho do Sr. Ozorio Alvarenga e de Dona Maria Oliveira Alvarenga. Deixou viúva Dona Annita do Val e um filho de nome Oscar. Era escrevente juramentado, e faleceu no dia 12 de Agosto de 1932 vítima dos ferimentos do dia 23.

No Mausoléu do Ibirapuera o "Herói Jacente" abriga os despojos das primeiras vítimas da Ditadura em 1932.

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DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI. É DOCE E BELO MORRER PELA PÁTRIA.
(Horácio, ode II, livro III, versículo 13)