terça-feira, 6 de abril de 2010

Brasões de São Paulo

- O Concurso para a criação do Brasão de Armas da Cidade foi instituído em dezembro de 1915;

- A comissão julgadora era formada por Dr. Carlos de Campos (Senador estadual e depois Governador do Estado), Monsenhor Dr. Benedito de Souza (Arcebispado), Dr. Eduardo Aguiar de Andrada (Engenheiro), Mario Vilares Barbosa (Pintor) e Nestor Rangel Pestana (Jornalista).

- Na primeira etapa do concurso não houve nenhum vencedor, por conta disso foi aberta uma nova etapa. Nesta etapa a comissão julgadora teve uma alteração: O Sr. Mario Vilares Barbosa foi substituído pelo pintor Benedito Calixto de Jesus.

- O projeto vencedor, o de número 7, foi desenhado pelo poeta Guilherme de Almeida e José Wasth Rodrigues, que já teve sua biografia comentada neste link.

- Posteriormente, com algumas alterações solicitadas pela comissão julgadora, o brasão foi oficializado em 8 de março de 1917.

- A divisa NON DUCOR DUCO quer dizer "Não sou conduzido, conduzo".

Abaixo vemos uma versão esmaltada e antiga deste Brasão.

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O Brasão do Estado de São Paulo também foi criado pelo pintor José Wash Rodrigues,
Abaixo temos uma pequena coletânea de fatos e imagens sobre o assunto:

- O Brasão de São Paulo teve sua origem no desenho que Wash Rodrigues fez para os diplomas e anéis da Campanha do Ouro: Uma espada em posição vertical, cercada por ramos de louro e carvalho. Em cima a legenda PRO SÃO PAULO FIANT EXIMIA (Por São Paulo façam-se grandes coisas)



- A legenda PRO SÃO PAULO FIANT EXIMIA foi inspirada na inscrição que o Engenheiro Rebouças mandou gravar nos muros do Reservatório da Repartição de Águas de São Paulo em 1895 (que ficava na Rua 13 de Maio em São Paulo): PRO SÃO PAULO FIAT EXIMIUM. (Essa informação específica é fruto de pesquisa do numismata Kurt Prober e aparece na Revista Numismática da SNB de 1951)

- Após a revolução a legenda foi alterada oficialmente para PRO BRASILIA FIANT EXIMIA (Pelo Brasil façam-se grandes coisas).

- Em 1937, a constituição do Estado Novo por Getúlio Vargas aboliu todos os símbolos estaduais, e até 1946 a Bandeira e o Brasão de São Paulo foram abolidos.
Durante esse período apenas o Brasão da República e a Bandeira Nacional eram usadas.

- Em 1946 é promulgada a Nova Constituição que diz que "Estados e Municípios podem ter símbolos próprios".

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Um Brasão de São Paulo da época da Revolução em bronze prateado.

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Uma versão estampada da época da Revolução.

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Uma chapa de metal usada no radiador de carros da época trazendo uma composição com o Brasão e a Bandeira Paulista.

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Outro Brasão usado na frente dos carros da época.

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Esta chapa de metal era distribuída para se colocar nos batentes das portas durante a Revolução.

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Abaixo uma versão esmaltada, usada nos anos 50 nas chapas do carro oficial do Governador do Estado.
Esta placa pertenceu ao Governador Ademar de Barros.

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Abaixo vemos o Brasão de Armas do Império do Brasil (provavelmente da época da Guerra do Paraguai) e um Brasão da República da época do Estado Novo.
Ambos foram usados como símbolos oficiais em períodos anteriores a criação do Brasão do Estado e durante o Estado Novo (no caso do Brasão da República).

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BIBLIOGRAFIA: Símbolos Paulistas (Estudo Histórico-Heráldico) Hilton FEDERICI.
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1981