- A comissão julgadora era formada por Dr. Carlos de Campos (Senador estadual e depois Governador do Estado), Monsenhor Dr. Benedito de Souza (Arcebispado), Dr. Eduardo Aguiar de Andrada (Engenheiro), Mario Vilares Barbosa (Pintor) e Nestor Rangel Pestana (Jornalista).
- Na primeira etapa do concurso não houve nenhum vencedor, por conta disso foi aberta uma nova etapa. Nesta etapa a comissão julgadora teve uma alteração: O Sr. Mario Vilares Barbosa foi substituído pelo pintor Benedito Calixto de Jesus.
- O projeto vencedor, o de número 7, foi desenhado pelo poeta Guilherme de Almeida e José Wasth Rodrigues, que já teve sua biografia comentada neste link.
- Posteriormente, com algumas alterações solicitadas pela comissão julgadora, o brasão foi oficializado em 8 de março de 1917.
- A divisa NON DUCOR DUCO quer dizer "Não sou conduzido, conduzo".
Abaixo vemos uma versão esmaltada e antiga deste Brasão.



O Brasão do Estado de São Paulo também foi criado pelo pintor José Wash Rodrigues,
Abaixo temos uma pequena coletânea de fatos e imagens sobre o assunto:
- O Brasão de São Paulo teve sua origem no desenho que Wash Rodrigues fez para os diplomas e anéis da Campanha do Ouro: Uma espada em posição vertical, cercada por ramos de louro e carvalho. Em cima a legenda PRO SÃO PAULO FIANT EXIMIA (Por São Paulo façam-se grandes coisas)

- A legenda PRO SÃO PAULO FIANT EXIMIA foi inspirada na inscrição que o Engenheiro Rebouças mandou gravar nos muros do Reservatório da Repartição de Águas de São Paulo em 1895 (que ficava na Rua 13 de Maio em São Paulo): PRO SÃO PAULO FIAT EXIMIUM. (Essa informação específica é fruto de pesquisa do numismata Kurt Prober e aparece na Revista Numismática da SNB de 1951)
- Após a revolução a legenda foi alterada oficialmente para PRO BRASILIA FIANT EXIMIA (Pelo Brasil façam-se grandes coisas).
- Em 1937, a constituição do Estado Novo por Getúlio Vargas aboliu todos os símbolos estaduais, e até 1946 a Bandeira e o Brasão de São Paulo foram abolidos.
Durante esse período apenas o Brasão da República e a Bandeira Nacional eram usadas.
- Em 1946 é promulgada a Nova Constituição que diz que "Estados e Municípios podem ter símbolos próprios".
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Um Brasão de São Paulo da época da Revolução em bronze prateado.


Uma versão estampada da época da Revolução.


Uma chapa de metal usada no radiador de carros da época trazendo uma composição com o Brasão e a Bandeira Paulista.

Outro Brasão usado na frente dos carros da época.


Esta chapa de metal era distribuída para se colocar nos batentes das portas durante a Revolução.

Abaixo uma versão esmaltada, usada nos anos 50 nas chapas do carro oficial do Governador do Estado.
Esta placa pertenceu ao Governador Ademar de Barros.


Abaixo vemos o Brasão de Armas do Império do Brasil (provavelmente da época da Guerra do Paraguai) e um Brasão da República da época do Estado Novo.
Ambos foram usados como símbolos oficiais em períodos anteriores a criação do Brasão do Estado e durante o Estado Novo (no caso do Brasão da República).



BIBLIOGRAFIA: Símbolos Paulistas (Estudo Histórico-Heráldico) Hilton FEDERICI.
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1981

