sábado, 8 de maio de 2010

Revolta de 1924 - Medalha da Legalidade

A Revolta de 1924

Também conhecida como "A Revolução Esquecida" a Revolução de 1924 foi mais um episódio do movimento tenentista da década de 20. Por vinte e três dias a cidade de São Paulo e sua população vivenciaram uma verdadeira guerra com inúmeras perdas humanas e materiais. As fotos do conflito não deixam a menor dúvida sobre a intensidade e violência dos combates.

Comandada pelo General Isidoro Dias Lopes (que anos mais tarde participaria de 32), a Revolta de 1924 contou também com a participação de inúmeros envolvidos na revolta do Forte de Copacabana. Lutavam contra o governo de Arthur Bernardes e de seus aliados. No caso de São Paulo, o Presidente do Estado Carlos de Campos.

No dia 5 de Julho de 1924, um sábado, pontos estratégicos da cidade já amanheceram ocupados e algumas batalhas já aconteciam no bairro da Luz e em Santana.
Durante a tarde desse mesmo dia os revoltosos investiram algumas vezes contra a sede do governo paulista, no Palácio dos Campos Elíseos. Mas a defesa do palácio foi mais forte e conteve os avanços rebeldes.
A cidade começava sofrer danos materiais com a artilharia rebelde que visava os edifícios oficiais - mas errava feio os alvos, espalhando destruição por vários pontos da cidade.

Finalmente no dia 8 de Julho, Carlos de Campos abandona a sede do governo.
Se não fosse pela ação decidida do Prefeito Firmiano Morais Pinto, a cidade estaria abandonada a própria sorte. Após uma reunião com o General Isidoro Dias Lopes, o Prefeito cria a Guarda Municipal e a Comissão de Abastecimento - que garantiram um mínimo de ordem para a população civil.

Por outro lado as Forças Legalistas fechavam lentamente o cerco a cidade e aos rebeldes. Isidoro considera então uma retirada para Jundiaí - ordem que foi recusada pelo Coronel Miguel Costa que ainda acreditava no rompimento do cerco.
São Paulo passa então a viver uma guerra declarada, inclusive com batalhões formados por europeus veteranos da 1a Guerra Mundial engrossando as fileiras rebeldes.

Inicia-se então o bombardeio indiscriminado contra a cidade: Aviões e granadas atingem impiedosamente a população civil.
Nas imediações do Monumento do Ipiranga, tropas legalistas lideradas pelo General Tertuliano Potiguara montam posições de artilharia e abrem fogo contra os bairros do Brás, Belenzinho e Móoca - densamente povoados.
A cidade começava a ser tornar um amontoado de entulho. A população aterrorizada fugia para o interior, tal qual fizera seis anos antes durante a Gripe Espanhola.
Por volta do dia 14 de Julho, a chuva de fogo e aço já arrasava as ruas da Liberdade, Aclimação e Vila Mariana. A cidade fica "juncada de cadáveres".

Nada resta aos rebeldes a não ser a ouvir o clamor popular pedindo a cessação da luta. No dia 27 de Julho os rebeldes iniciam a retirada. Na madrugada de segunda-feira a população civil teria que lidar da melhor forma possível com as tropas governistas, que ainda agiam com muita violência.

Aos poucos os paulistas vão saindo dos abrigos e retornando as suas casas.
A população assiste em garnde número o retorno de Carlos de Campos aos Campos Elíseos.
Para os rebeldes era apenas o início de uma longa marcha - mas esta é uma outra história.

As ilustrações a seguir são adaptações de originais retirados de uma publicação da época. Elas mostram um pouco do que a cidade viveu naqueles dias.

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

A Medalha da Legalidade

Mais um importante fragmento em bronze da nossa história.
Oferecida aos soldados e oficiais da Força Pública que lutaram pela restituição da legalidade em 1924, a medalha foi cassada em 1930 e depois teve seu uso autorizado novamente como vemos a seguir na interessante sequência de recortes abaixo:

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Para quem quer saber mais sobre a Revolução de 1924, recomendo os livros "Bombas Sobre São Paulo - A Revolução de 1924" da Professora Ilka Stern Cohen e "1924 - O Diário da Revolução - Os 23 dias que abalaram São Paulo" de Duarte Pacheco Pereira.

3 comentários:

  1. Grande luta houve próximo ao quartel da luz, em que a Força de São Paulo, bateu-se valorosamente contra os rebeldes revolucionários.
    Muitos combatentes do regimento de cavalaria, tombaram em defesa da legalidade Paulista.
    Á eles devemos nossa homenagem. Tudo por São Paulo.
    Sempre pelo Brasil.

    ResponderExcluir
  2. Observando leiloes (SNB, Mercado Livre, Ebay etc) no Brasil e no exterior nos ultimos anos nao anotei comeecializacao da medalha de Legalidade. Deve ser mais facil conseguir no Brasil. Esta medalha, igual a sua, sem fita e passador, deve custor o que hoje?
    desde ja agradeco a sua resposta.

    ResponderExcluir
  3. Tenente Cabanas, parabéns. e muito obrigados por seus feitos!!! Essa medalha é uma farsa!

    ResponderExcluir