Trago hoje aos leitores do blog, dois belíssimos capacetes paulistas que apresentam este tipo de diferenciação.
Um deles já havia sido apresentado aqui, mas graças a um grande amigo pude ter um contato mais próximo com esta belíssima peça. Trata-se de um capacete paulista de um engenheiro-combatente, que esteve nas mais diversas frentes de combate e que serviu em um dos Trens Blindados, o TB5.
Na parte frontal o combatente soldou o emblema da arma de Engenharia, que é popularmente chamado até hoje de "Castelo Mal Assombrado".





As passagens do combatente estão assinaladas e datadas na carneira do capacete:
De 13 de Julho a 3 de Agosto, Ernesto. S. de Freitas esteve no Batalhão Piratininga de Caçadores.
A partir do dia 9 de Agosto fez parte da guarnição do TB5 que atuou na Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, servindo ali até o dia 22 daquele mês. Por fim, de 6 de setembro até o final dos combates, serviu na 23a Bateria de Morteiros.




Uma foto do Trem Blindado 5 na estação de Eleutério no ramal de Itapira, retirada do excelente livro "São Paulo a Máquina de Guerra" de Mário Monteiro.

Abaixo um outro capacete, que apresenta os canhões cruzados da arma de Artilharia - que pode significar a passagem do combatente por uma Bateria de Morteiros. Como não há outras inscrições na peça isso é apenas uma suposição.
Na parte interna do capacete, um modelo mais raro de carneira de couro com as inscrições "Oferta do Povo Paulista".





Caro Ricardo.Essa insignia e da arma de material belico.A de artilharia e a bomba em chamas.Abraços Caio Chierighini.
ResponderExcluirPrezado Caio,
ResponderExcluirOs canhões cruzados eram usados na década de 30 como insígnia do Regimento de Artilharia Pesada. Abraços,