quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Capacetes com emblemas

Alguns capacetes do período da Revolução de 1932 eram decorados pelos veteranos combatentes durante ou após a revolução, no intuíto de orgulhosamente marcar sua passagem por esta história.

Trago hoje aos leitores do blog, dois belíssimos capacetes paulistas que apresentam este tipo de diferenciação.
Um deles já havia sido apresentado aqui, mas graças a um grande amigo pude ter um contato mais próximo com esta belíssima peça. Trata-se de um capacete paulista de um engenheiro-combatente, que esteve nas mais diversas frentes de combate e que serviu em um dos Trens Blindados, o TB5.

Na parte frontal o combatente soldou o emblema da arma de Engenharia, que é popularmente chamado até hoje de "Castelo Mal Assombrado".

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As passagens do combatente estão assinaladas e datadas na carneira do capacete:
De 13 de Julho a 3 de Agosto, Ernesto. S. de Freitas esteve no Batalhão Piratininga de Caçadores.
A partir do dia 9 de Agosto fez parte da guarnição do TB5 que atuou na Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, servindo ali até o dia 22 daquele mês. Por fim, de 6 de setembro até o final dos combates, serviu na 23a Bateria de Morteiros.

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Uma foto do Trem Blindado 5 na estação de Eleutério no ramal de Itapira, retirada do excelente livro "São Paulo a Máquina de Guerra" de Mário Monteiro.

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Abaixo um outro capacete, que apresenta os canhões cruzados da arma de Artilharia - que pode significar a passagem do combatente por uma Bateria de Morteiros. Como não há outras inscrições na peça isso é apenas uma suposição.
Na parte interna do capacete, um modelo mais raro de carneira de couro com as inscrições "Oferta do Povo Paulista".

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2 comentários:

  1. Caro Ricardo.Essa insignia e da arma de material belico.A de artilharia e a bomba em chamas.Abraços Caio Chierighini.

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  2. Prezado Caio,
    Os canhões cruzados eram usados na década de 30 como insígnia do Regimento de Artilharia Pesada. Abraços,

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