Unidas pela da bandeira da Cruz Vermelha, centenas de mulheres paulistas serviram nos hospitais dos campos de batalha e organizaram as operações de retaguarda.

Transcrevo um trecho do texto de Francisco Martins dos Santos sobre a Cruz Vermelha de Santos publicado neste link.
"A Cruz Vermelha de Santos, reunida no dia 12, solidarizara-se também com o movimento e mantinha-se em sessão permanente, por deliberação do seu Conselho, iniciando imediatamente a organização dos serviços de saúde, da Escola de Enfermeiros, de atenção às requisições, de socorro ao povo, e das comissões distribuidoras de auxílio. Foi notável a ação desta benemérita instituição durante todo o tempo, e a distribuição de gêneros alimentícios, remédios e roupas, que efetuou, atingiu a muitas centenas de contos de réis, equivalente hoje (N.E.: 1986) a muitos milhões de cruzeiros.
Montando cozinhas volantes pelos bairros da cidade, onde fornecia refeições aos que necessitavam, fornecendo marmitas a famílias inteiras, enviando comissões dinâmicas a percorrer os lares e verificar a necessidade de todos os visitados, principalmente nos bairros proletários, a Cruz Vermelha mobilizou centenas de senhoras, senhorinhas e cavalheiros, que, abnegadamente oferecendo seu trabalho, seu dinheiro, seus automóveis e a própria gasolina que gastavam, formaram um monumento imperecível de dedicação e altruísmo patriótico a esse organismo eminentemente assistencial e popular, que a cidade não poderá esquecer ou relegar a injusto olvido.
A seu presidente, Dr. Flor Horácio Cirilo, coube dirigir todo o extraordinário movimento da associação nos famosos oitenta dias, e tomar as múltiplas providências que o súbito desdobramento exigira de sua direção. Distinguir os seus colaboradores, entre centenas de abnegados que, dia e noite, não tinham outra preocupação que o bem e o conforto públicos em nome de São Paulo e de um Brasil livre, seria impossível e portanto injusto, porque, nominalmente, muitos ficariam esquecidos. Basta que à sociedade santista fique pertencendo sempre, globalmente, o merecimento dessa página brilhante que foi o espetáculo da sua capacidade de ação, de organização, de idalismo, de fraternidade, de altruísmo e devotamento à causa pública, durante o período revolucionário de 1932. "
Abaixo mostro algumas peças emblemáticas deste período, que trazem em si a lembrança da determinação e da doçura da mulher paulista naqueles dias.









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