segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Medalha de São Paulo

Esta é uma das mais famosas lembranças da Revolução de 32.
A Medalha de São Paulo inicialmente era ofertada aos combatentes, mas a população paulista acabou por adotar esta medalha como um dos símbolos do período - foi cunhada pelos escultores Raphael MATTEI e pelo italiano Miguel LANGONE.

Vemos abaixo alguns anúncios de época das empresas que a comercializavam e as diferentes versões em bronze, prata e bronze dourado. Por fim temos a imagem de um combatente usando a medalha durante os dias da Revolução.

 

  

 





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Cartões Postais I

Durante a Revolução de 32 foram criados inúmeros cartões postais alusivos ao Movimento Constitucionalista. Abaixo veremos dois destes cartões que circularam durante o período.

O primeiro deles tem como destaque a presença da bandeira do Mato Grosso, que na época ainda era esperado como aliado de São Paulo no início da Revolução. Vale notar também que o brasão do Estado de São Paulo ainda não havia sido instituído oficialmente, e desta forma temos uma miscelânea de símbolos nacionais com a imagem de Pedro de Toledo ao centro. A inscrição no listel visa reforçar a idéia de que o movimento não tinha caráter separatista.



Um outro cartão traz uma representação do Estado de São Paulo em forma de coração com a bandeira paulista por trás, ou seja sem símbolos brasileiros. O contraponto é dado pela frase que cita um "Brasil mais forte".
No centro do coração é possível ver elementos do brasão do Estado de São Paulo, o gládio, o SP e os ramos de café.
Voltaremos a abordar o assunto da heráldica do brasão em um futuro próximo. Acompanhe!


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pins de Propaganda - Parte II

Abaixo mais uma pequena seleção de pins de propaganda feitos durante o período da Revolução e uma rara medalha comemorativa cunhada pela tradicional PANELLI.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Lembrança de Capão Bonito

No dia 24 de agosto de 1932 as tropas de Getúlio Vargas atacam de forma vigorosa as posições paulistas em Capão Bonito. Apenas dois dias depois da inscrição neste prato de alumínio usado durante a campanha.



sábado, 13 de fevereiro de 2010

Capacete Trem Blindado TB5

“Depois das bombardas e das granadas, na ordem de serviços
prestados vêm os carros de assalto, os trens, as lanchas e
automóveis blindados. Não conseguiu, a nossa engenharia,
propriamente fazer tanques, de difícil mecanofatura, mormente
pelo material que exige, pela complicada engrenagem que
requer. Substituiu-o o auto blindado.
Dos carros de assalto, os que provaram melhor na
campanha Constitucionalista foram os trens com blindagem: a
locomotiva, o tender, o vagão. Simples a blindagem: dormentes
de faveiro superpostos, e a revesti-los uma chapa de aço. As
partes onde não se fosse possível o revestimento, eram cobertos
por uma outra chapa de aço mais grossa, e resistente a tiro
direto de fuzil. Depois a decoração, a camuflagem: as cores da
terra, do céu e das folhagens, para confundir o novo engenho de
guerra com a própria natureza bruta, e não ser percebidos dos contrários.
Por dentro, em torre giratória, na parte dianteira, traseira
e laterais do vagão as armas automáticas, as metralhadoras.
Operadores – o que as armas exigem. A entrada, por baixo, no
leito da estrada; e para comunicação entre o vagão e a
locomotiva – ordens de parar, avançar, de retroceder – um
telefone de campanha. Como respiradouros duas ou três viseira, e só.
Pronto para entrar em ação, o trem blindado. Os
operadores, nus da cintura para cima, tal o calor que ali dentro
se verifica, naquele recinto inteiramente fechado e invulnerável
às balas de fuzis. Para danificá-lo somente as granadas de
canhão, que o visavam sempre, mas que poucas vezes logravam
acertar o alvo.
O trem blindado, como os demais carros de assalto, era
uma fornalha viva. Os atiradores, sem querer, sujeitavam-se a
uma tatuagem num dos braços, queimado continuadamente pelas
cápsulas deflagradas das metralhadoras, que saltavam, e os
apanhavam de raspão. Interessante: de metálico que é o ruído
dos tiros das armas automáticas, nos carros de assalto
tornavam-se surdos, facilmente distintos à distância.”

Coronel Herculano de Carvalho e Silva, Comandante da Força Pública de São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932
Para saber mais sobre o Trem Blindado acesse: http://www.ecsbdefesa.com.br/fts/R1932BN.pdf 

Esta peça está na coleção de um amigo.
Seu dono original marcou no capacete suas passagens durante a Revolução de 32, entre elas o Batalhão de Caçadores de Piratininga e o temível Trem Blindado - TB5. História PURA!


 

 


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Serviço de Policiamento Civil

Durante a Revolução, com a Força Pública e a Guarda Civil envolvidas no conflito foi criado um serviço voluntário civil de policiamento da cidade, evitando assim tumultos, saques e sabotagem inimiga. Abaixo a insígnia numerada que esses voluntários usavam no peito e um fragmento do braçal que ostentavam.


Pins de propaganda - Parte I

Durante o curto período da Revolução, foram fabricados inúmeros materiais de propaganda PRÓ SÃO PAULO. Dentre eles os mais cobiçados pelos colecionadores são os distintivos (atualmente conhecido como pins). Inúmeros formatos e motivos, feitos com esmero são belíssimas lembranças daqueles dias. Abaixo alguns deles. Acompanhe o blog para muitos outros...

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A Paulistinha - Diploma do PRP

Um lindo diploma de correligionário do PRP, com a ilustre presença da "paulistinha".
Como é possível perceber a traça era paulista e só comeu nossos vizinhos :)




Avôs Revolucionários

Aqui apresento algumas imagens dos meus avôs Manoel Maia Neto e Mario Della Rosa. Pelas fotos é possível perceber que ambos estiveram engajados no movimento desde o início e ambos foram enviados para a frente de batalha propriamente dita.

O cartão do meu avô Manuel está datado de 17 de agosto de 1932 em Vila Queimada, ou seja, no meio da batalha quando os ditatoriais empregaram artilharia e aviação contra as tropas paulistas naquela localidade. Pelos uniformes que meu avô Mario aparece nas fotos, nota-se que ele participou do movimento desde o princípio ainda usando roupas civis até sua incorporação ao batalhão de combate, aonde aparece segurando um fuzil Mauser 1908.

Abaixo Manoel Maia Neto, voluntário do Batalhão Piratininga (a direita na foto abaixo) tirada no setor de Queluz:

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Mario Della Rosa, abaixo a direita.

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Anéis da Campanha do Ouro

Durante a campanha para a arrecadação de ouro para manter São Paulo lutando, a comissão de direção da campanha mandou imprimir diplomas e criou anéis e medalhas para os doadores.
Os que doavam ALIANÇAS DE OURO recebiam os anéis com os dizeres DEI OURO PARA O BEM DE SÃO PAULO. Os doadores de objetos recebiam os anéis-sinetes e os doadores de anéis de grau (anéis de formatura em ouro) recebiam os anéis da campanha com o desenho simbólico de cada profissão.

Abaixo uma coleção completa de anéis de profissão e anéis-sinete da Campanha do Ouro de 1932.
Existem outros anéis comemorativos de 32, alguns muito bonitos e que futuramente poderão ser vistos nestas páginas junto com outros objetos relativos a Campanha do Ouro.











Por fim as alianças que eram trocadas por alianças em ouro.