quarta-feira, 28 de abril de 2010

Abridor de cartas em forma do GLÁDIO PAULISTA

Trago hoje uma bonita peça dos anos 30:
Um abridor de cartas no formato do gládio do Brasão do Estado de São Paulo. Peça em bronze dourado com aproximadamente 16cm de comprimento. Traz a inscrição EM CONTINENCIA Á LEI 1932 gravada na lâmina.

Essa peça faz parte do Álbum Paulista - publicação de 1934/35 que traz em forma de figurinhas colecionáveis boa parte do material de propaganda que foi criado durante a Revolução. Oportunamente postarei esse álbum na íntegra para ficar de referência aos interessados no material do período.

Aproveito a oportunidade para agradecer as inúmeras mesnsagens positivas e manifestações de incentivo que o blog vem recebendo nesses ultimos dias!
Recentemente ultrapassamos a marca dos 3.000 page views com pouco mais de três meses no ar.
É muito bom notar que tantos paulistas e brasileiros se interessam pelo seu glorioso passado - e consequentemente se preocupam em criar um futuro melhor.

Lembro ainda que à direita da tela, temos o ARQUIVO DO BLOG que traz as postagens dos meses passados. Basta clicar na setinha ou no mês para expandir o menu de navegação.

Um grande abraço,
TUDO POR SÃO PAULO!
Ricardo

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Souvenir da época da Gripe Espanhola de 1918

Poucos se lembram hoje em dia dos quatro meses aterrorizantes que São Paulo viveu entre setembro e dezembro de 1918.
Nesse curto período a cidade se transformou em um local sombrio e assustador.

Cemitérios eram inaugurados e outros iluminados para que pudessem funcionar a noite - para dar conta da profusão de óbitos. Momentos de medo e de histeria fizeram a cidade se transformar num pandemônio com crimes torpes e suicídos em grande número.

Estima-se em mais de 5.000 paulistanos morreram e que mais de 1/3 da sua população foi infectada. Muita gente passou fome e ficou sem remédios adequados.
O governo paulista tombou de joelhos ante o fantasma da "Hespanhola" não conseguindo com os próprios recursos conter a epidemia, não fiscalizando os abusos cometidos por farmacêuticos inescrupulosos, além de censurar a imprensa na divulgação dos números da gripe.

Como é característico do Povo de Piratininga, os paulistas mesmo acuados se uniram: Inúmeras associações particulares, a igreja e o povo paulista se organizaram para conter a pandemia. Hospitais foram armados em vários locais, remédios distribuídos para os mais pobres e a imprensa divulgando medidas para conter a epidemia.

Em dezembro a cidade saiu para comemorar em dobro nas ruas: O fim da 1a Guerra Mundial e o fim da Gripe.

Abaixo uma interessante medalha da Exposição Industrial de São Paulo, datada de SETEMBRO DE 1918 - no início da gripe. Esta exposição foi prematuramente encerrada por conta do início da epidemia.
Ficou em bronze eternizado o momento terrível que a cidade viveu naquela época.

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Abaixo como curiosidade uma outra medalha que certamente teve como inspiração a peça mostrada acima. Ambas foram cunhadas pela tradicional Metalúrgica PANELLI.

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Para quem quiser saber mais sobre esse episódio da história de São Paulo, recomendo o livro de Claudio Bertolli Filho, A gripe espanhola em São Paulo, 1918.
Publicado em 2003, Paz e Terra (Santa Ifigênia, São Paulo, SP)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cantil, fivelas e outros acessórios

Inúmeras peças compunham o uniforme e o equipamento dos Soldados Constitucionalistas.
Temos abaixo um punhado desse material: Cantil de campanha, porta-munição e algumas fivelas de cintos usados na época.

O que sempre impressiona as pessoas que tem contato com a memorabilia da Revolução de 32 é o fato de terem sido produzidos tantos items em tão pouco tempo de revolução.
Isso mostra a vontade e a determinação de ferro do povo paulista!

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Repare nesta foto um porta munição exatamente igual ao mostrado abaixo em uso durante a Revolução.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Bordado de Bibico Constitucionalista

As imagens abaixo trazem um raro bordado em pano, que ia costurado em alguns bibicos e nas coberturas de tecido que os soldados constitucionalistas usavam.
Podemos ver na foto o voluntário Mario Della Rosa usando um modelo similar de bordado.

As bandeiras de São Paulo e do Brasil cruzadas, eram um dos mais usados emblemas pelos revolucionários, sempre ressaltando a causa em prol do Brasil - sem a conotação separatista que muitos insistem errôneamente em atribuir a Revolução.

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Manual do Voluntário Constitucionalista

No intuíto de passar um mínimo de instruções militares para os voluntários civis que se apresentavam para lutar por São Paulo, o MMDC juntamente com o Exército compilou algumas informações mais relevantes na forma de um pequeno manual.
São informações básicas sobre como cavar uma trincheira ou como fazer uma posição de ataque em um campo de batalha.

Na imagem podemos ver também uma antiga mira da metralhadora MADSEN, desenhada em 1906.

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Facão de Combate - MMDC

As batalhas pelo interior de São Paulo eram cruentas naqueles dias de 1932 - Não eram raros combates no meio da mata fechada.
Muitos soldados constitucionalistas traziam consigo um FACÃO que era bastante útil para esses tipos de terreno.
No entanto, em algumas narrativas vemos o uso desse tipo de arma branca em combates corpo a corpo.

Abaixo um facão com bainha de couro e a inscrição MMDC além do nome do combatente.
Uma outra versão deste facão foi distribuída nas linhas de frente e trazia uma inscrição na lâmina.
É interessante notar o cinto de lona na cor dos uniformes da época.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cinzeiro comemorativo

Ainda dentro do tema dos brasões paulistas, vemos abaixo um cinzeiro da época.
Trata-se de uma peça rica em detalhes e que reúne os principais símbolos paulistas. No centro da peça ainda temos a representação do capacete paulista e a baioneta do fuzil Mauser 1908.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Brasões de São Paulo

- O Concurso para a criação do Brasão de Armas da Cidade foi instituído em dezembro de 1915;

- A comissão julgadora era formada por Dr. Carlos de Campos (Senador estadual e depois Governador do Estado), Monsenhor Dr. Benedito de Souza (Arcebispado), Dr. Eduardo Aguiar de Andrada (Engenheiro), Mario Vilares Barbosa (Pintor) e Nestor Rangel Pestana (Jornalista).

- Na primeira etapa do concurso não houve nenhum vencedor, por conta disso foi aberta uma nova etapa. Nesta etapa a comissão julgadora teve uma alteração: O Sr. Mario Vilares Barbosa foi substituído pelo pintor Benedito Calixto de Jesus.

- O projeto vencedor, o de número 7, foi desenhado pelo poeta Guilherme de Almeida e José Wasth Rodrigues, que já teve sua biografia comentada neste link.

- Posteriormente, com algumas alterações solicitadas pela comissão julgadora, o brasão foi oficializado em 8 de março de 1917.

- A divisa NON DUCOR DUCO quer dizer "Não sou conduzido, conduzo".

Abaixo vemos uma versão esmaltada e antiga deste Brasão.

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O Brasão do Estado de São Paulo também foi criado pelo pintor José Wash Rodrigues,
Abaixo temos uma pequena coletânea de fatos e imagens sobre o assunto:

- O Brasão de São Paulo teve sua origem no desenho que Wash Rodrigues fez para os diplomas e anéis da Campanha do Ouro: Uma espada em posição vertical, cercada por ramos de louro e carvalho. Em cima a legenda PRO SÃO PAULO FIANT EXIMIA (Por São Paulo façam-se grandes coisas)



- A legenda PRO SÃO PAULO FIANT EXIMIA foi inspirada na inscrição que o Engenheiro Rebouças mandou gravar nos muros do Reservatório da Repartição de Águas de São Paulo em 1895 (que ficava na Rua 13 de Maio em São Paulo): PRO SÃO PAULO FIAT EXIMIUM. (Essa informação específica é fruto de pesquisa do numismata Kurt Prober e aparece na Revista Numismática da SNB de 1951)

- Após a revolução a legenda foi alterada oficialmente para PRO BRASILIA FIANT EXIMIA (Pelo Brasil façam-se grandes coisas).

- Em 1937, a constituição do Estado Novo por Getúlio Vargas aboliu todos os símbolos estaduais, e até 1946 a Bandeira e o Brasão de São Paulo foram abolidos.
Durante esse período apenas o Brasão da República e a Bandeira Nacional eram usadas.

- Em 1946 é promulgada a Nova Constituição que diz que "Estados e Municípios podem ter símbolos próprios".

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Um Brasão de São Paulo da época da Revolução em bronze prateado.

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Uma versão estampada da época da Revolução.

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Uma chapa de metal usada no radiador de carros da época trazendo uma composição com o Brasão e a Bandeira Paulista.

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Outro Brasão usado na frente dos carros da época.

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Esta chapa de metal era distribuída para se colocar nos batentes das portas durante a Revolução.

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Abaixo uma versão esmaltada, usada nos anos 50 nas chapas do carro oficial do Governador do Estado.
Esta placa pertenceu ao Governador Ademar de Barros.

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Abaixo vemos o Brasão de Armas do Império do Brasil (provavelmente da época da Guerra do Paraguai) e um Brasão da República da época do Estado Novo.
Ambos foram usados como símbolos oficiais em períodos anteriores a criação do Brasão do Estado e durante o Estado Novo (no caso do Brasão da República).

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BIBLIOGRAFIA: Símbolos Paulistas (Estudo Histórico-Heráldico) Hilton FEDERICI.
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1981