quarta-feira, 30 de junho de 2010

A rara medalha do C.I.D.T.

Apresento hoje uma rara medalha que foi oferecida pelo Instituto de Engenharia aos engenheiros feridos em combate ou as viúvas ou familiares dos engenheiros que foram mortos durante a Revolução de 1932.

Esta medalha foi criada logo após a revolução em dezembro de 1932, e traz estampada a figura de um engenheiro-combatente e a inscrição C.I.D.T. que significa Comissão Inspetora das Delegacias Técnicas.
Esta entidade atendia as necessidades de organização de serviços técnicos e coordenava a comunicação entre autoridades municipais e o Comando Militar Revolucionário, exercendo inclusive serviços de vigilância em linhas telefônicas e telegráficas durante todo o período dos combates.

No verso da medalha em prata, vemos o Brasão do Estado de São Paulo e uma numeração.
Não se sabe o número de medalhas oferecidas, mas é certo que não foram muitas, sendo que os todos os poucos exemplares conhecidos desta medalha apresentam apenas dois dígitos.

Quanto mais estudamos e nos aprofundamos na história da Revolução, descobrimos o quanto o povo paulista se organizou e gerou meios para manter a luta armada em prol de sua nobre causa.

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terça-feira, 29 de junho de 2010

Placa Comemorativa MMDC 1957

Alguns poucos prédios e casas de São Paulo ainda exibem orgulhosamente uma lembrança de cinquenta e três anos atrás: Uma placa comemorativa da Associação das Emissoras de São Paulo feita em homenagem a Revolução de 32 no ano de 1957.

Vemos abaixo uma destas placas em alumínio, absolutamente conservada e estampada pela NATALE.

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É possível ver estas placas afixadas na parede neste prédio da Rua Martinho Prado e na fachada do Primeiro Tribunal da Alçada Civil no Páteo do Colégio. (Fotos tiradas por Marcelo Tibúrcio)

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Lembrança dos combates no Túnel da Mantiqueira

Trago hoje uma curiosa e significativa lembrança dos combates que ocorreram no Túnel da Mantiqueira entre Julho e Setembro de 1932: Trata-se de um antigo cravo para fixação de dormentes de trilhos com aproximadamente 10cm trazido por um combatente como lembrança daquela batalha. Posteriormente ele foi afixado em uma base de madeira e foi adicionada a legenda de identificação.

Os paulistas defenderam bravamente esta posição enquanto foram atacados por duas unidades completas do Exército e mais de 1500 policiais mineiros. Foram aproximadamente noventa dias de combates neste setor, até dia 8 de setembro.

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Abaixo vemos o livro de Guilherme de A. Barros, "A Resistência no Túnnel" no qual a capa resume fantasticamente a atuação das tropas paulistas naquele setor. (Livro exposto na Galeria Jorge Mancini - AFPESP)

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sábado, 26 de junho de 2010

Pins comemorativos

Mais alguns pins e broches comemorativos da Revolução de 32.
Vemos além do broche com a munição do fuzil 1908 em miniatura, um pin dos veteranos do Batalhão 14 de Julho e outro dos veteranos que defenderam o Túnel da Mantiqueira - simbolizados por um tatú. Por fim, uma bonita estilização do Brasão da Cidade de São Paulo.

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Medalha trocada por OURO

Conforme vimos em posts anteriores, durante a Campanha do Ouro os paulistas receberam diplomas e anéis comemorativos em troca de suas doações.
Porém quem doava OURO (em moedas, medalhas ou jóias) recebia em troca uma medalha em bronze dourado, desenhada por José Wasth Rodrigues e que serviu de base para o desenho do Brasão do Estado de São Paulo.

Era oferecida uma medalha menor e uma medalha maior de acordo com o volume doado - abaixo vemos a medalha de módulo menor. Uma pequena peça que simboliza um ato tão grandioso.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Foto de Estúdio com dedicatória de Romão Gomes

Outro ilustre autógrafo de um líder da Revolução de 32.
Romão Gomes formou-se em Direito pouco antes do início da Revolução. Pegou em armas por São Paulo e em combate comandou um pelotão do 1o Batalhão Paulista da Milícia Civil, que foi posteriormente denominado “Coluna Romão Gomes”.

Esse pelotão operou durante a revolução inteira sob a estratégia da guerra de movimentos, ao contrário do que aconteceu na maioria dos outros setores de combate. As façanhas destes valorosos combatentes sob o comando de Romão Gomes ficaram imortalizadas no livro A Coluna Invicta de Herbert Levy, publicado em 1933 e re-editado em 1967 pela Editora Martins.
Após a revolução Romão Gomes foi exilado e retornou a Força Pública aonde se tornou Juiz do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo. Hoje empresta seu nome ao presídio militar do Estado.

A foto tirada por ocasião de sua formatura pelo famoso fotógrafo Max Rosenfeld, foi oferecida a um amigo Oficial da Força Pública. Mais um importante fragmento da história paulista.

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Autógrafo do General Isidoro Dias Lopes

Uma lembrança histórica do General Isidoro Dias Lopes, Comandante da Revolução de 1924 e Comandante-em-chefe das Forças Constitucionalistas em 1932.

Oferecido a um amigo, este cartão postal traz uma pequena série de selos circulados durante a Revolução e seu eminente autógrafo. O General Isidoro faleceu no Rio de janeiro em 1949 com 84 anos, seus restos mortais se encontram na cripta do Obelisco do Ibirapuera.

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cruzes Paulistas MCMXXXII

Os que tombaram, em 1932,
pela glória de servir São Paulo.

Impressa em 1936 pela "Empreza Graphica da Revista dos Tribunaes", esta obra foi editada e organizada pela Campanha Pró-Monumento e Mausoléu ao Soldado Paulista de 32. Essa comissão foi responsável pela arrecadação de fundos para a construção de um mausoléu em homenagem aos mortos na revolução - projeto que futuramente resultaria no Obelisco do Ibirapuera.

Trata-se de uma obra que lista todos os soldados paulistas que morreram durante a Revolução, trazendo uma pequena biografia de cada um e em muitos casos fotos dos heróis. É um livro que impressiona pela idade dos mortos, em sua maioria jovens - e também por dar um nome e um rosto aos mortos.
Inúmeros cartazes da época aparecem reproduzidos no livro que também mostra uma interessante fotografia de uma coleção de pins pró-revolução - muitos deles já exibidos aqui no blog.


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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Medalhas Comemorativas

"As medalhas conservam, apesar das injúrias do tempo, a gloriosa fama de uma Nação no Templo da Imortalidade."
Marquês de Abrantes

Inúmeras medalhas comemorativas foram cunhadas para marcar a Revolução de 32.
Abaixo vemos duas delas, uma distribuída durante a revolução e a outra cinquenta anos após seu término.

A Medalha do Batalhão Paes Leme (tropa que combateu no Setor Leste) foi distribuída entre os soldados que se alistavam nesta unidade. Cunhada em bronze por Miguel Langone, a medalha traz um soldado paulista combatendo lado-a-lado com um bandeirante em uma imagem repleta de significado. Note também as famosas granadas paulistas em suas mãos.
No anverso uma alegoria, a frase VENCEREI OU MORREREI COM HONRA e um espaço para a gravação do nome e posto do combatente, no entanto ainda não tive o prazer de me deparar com uma destas preenchida.

Já a Medalha do Centenário de Nascimento do Coronel Euclydes Figueiredo, foi entregue em 1982 pela Sociedade dos Veteranos do MMDC durante as comemorações do Cinquentenário da Revolução.
É uma belíssima peça, cunhada pela Esmaltarte e que se tornou bastante rara nesses 28 anos.
No verso temos uma imagem do Coronel Euclydes Figueiredo, Comandante da Segunda Divisão de Infantaria em Operações que atuou na Frente do Vale do Paraíba, e no anverso o logotipo criado para as comemorações do Cinquentenário.

Digno de nota é a caracterização do uso do lenço no pescoço pelo Coronel Euclydes Figueiredo, sendo ele branco quando usado pelos soldados Constitucionalistas - enquanto os soldados que lutavam pela ditadura usaram lenços vermelhos.
A tradição do uso dos lenços remonta segundo a obra de Clovis Ribeiro as Repúblicas do Prata, sendo também adotados pelos Farrapos e pelos soldados durante a Revolução de 1930.

Conforme escreveu o grande numismata Kurt Prober no prólogo de seu catálogo "A história não é letra morta; através dela compreende-se o presente para melhor planejar-se o futuro, e, nada melhor para estudar-se a história de um país, do que pelas suas medalhas".

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(Bibliografia: Catálogo de Medalhas da República, Kurt Prober, 1965 - Brazões e Bandeiras do Brasil, Clovis Ribeiro e J. Wasth Rodrigues, São Paulo Editora, 1933)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Moeda Paulista

Mais uma peça alusiva a Campanha do Ouro de 1932, um dos objetos mais significativos do período na minha opinião.
A Moeda Paulista traz os belos versos de Guilherme de Almeida reproduzidos abaixo. Essa peça simboliza de uma forma sublime o que foi a arrecadação de bens entre a população com o propósito de financiar a guerra.

O que foi este movimento que fez as pessoas tirarem dos dedos suas alianças de casamento e noivado para entregá-las por um ideal? É difícil até de IMAGINAR uma coisa dessas nos dias de hoje.

Não tenho a informação precisa sobre como essas peças eram distribuídas.
Quando da doação de alianças de ouro, é sabido que se recebia em troca as alianças DEI OURO PARA O BEM DE SÃO PAULO. Imagino que a Moeda Paulista era entregue também, já que ela trata exatamente da doação de alianças.
Uma outra hipótese é que essas peças eram vendidas. De todo modo a Moeda Paulista não é mencionada no Relatório da Campanha do Ouro.
Caso alguém tenha mais informações, por favor clique em COMENTÁRIOS logo abaixo das fotos.

Algumas destas peças são numeradas, outras não - mas todas são muito bem feitas e impressiona a qualidade da cunhagem com suas letras minúsculas. Segundo o catálogo de Kurt Prober de 1965, essas moedas foram cunhadas em prata pelo escultor Miguel Langone. Porém a informação que Prober nos dá sobre a tiragem (2000 exemplares) está equivocada uma vez que abaixo vemos uma numeração mais alta que isso.
Existe ainda uma outra versão desta peça, com duas faces - que apresentarei em um futuro próximo.

MOEDA PAULISTA
Guilherme de Almeida

Moeda Paulista, feita só de alianças,
feita do anel com que Nosso Senhor
uniu na terra duas esperanças:
feita dos elos imortais do amor!

Quanto vale essa moeda?  Vale tudo!
Seu ouro eternizava um grande ideal:
e ela traduz o sacrifício mudo
daquela eternidade de metal.

Ela, que vem na mão dos que se amaram,
Vale esse instante, que não teve fim,
em que dois sonhos juntos se ajoelharam,
quando a felicidade disse: SIM.

Vale o que vale a união de duas vidas,
que riram e choraram a uma só voz
e, simbolicamente desunidas,
vão rolar desgraçadamente sós.

Vale a grande renúncia derradeira
das mãos que acariciaram maternais,
o menino que vai para a trincheira,
e que talvez... talvez não volte mais...

Vale mais do que o ouro maciço:
vale a glória de amar, sorrir, chorar,
lutar, morrer e vencer... Vale tudo isso
que moeda alguma poderá comprar!

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domingo, 6 de junho de 2010

Comentários dos visitantes

Por uma lamentável falha técnica, eu havia desativado os comentários dos visitantes.

A partir de agora basta clicar no link COMENTÁRIOS abaixo de cada novo post e deixar sua mensagem.
Críticas, sugestões, correções, elogios...o autor agradece!

Abraços,
Ricardo

sábado, 5 de junho de 2010

Bonus Pró Constituição

No início de agosto de 1932, entraram em circulação os "Bonus Pró Constituição" autorizados por decretos entre julho, agosto e setembro daquele ano. Estes bonus circularam como moeda corrente por todo o Estado de São Paulo durante a revolução.
Chegaram até a ser falsificados pela ditadura, no intuíto de desestabilizar a economia paulista, causando desconfiança e temor em todo o comércio.

Em algum lugar o qual não consigo me recordar, li um belíssimo texto de Guilherme de Almeida a respeito da incineração dos bonus nos anos pós-revolução - Isso explica a dificuldade de se encontrar exemplares dessas cédulas e bonus atualmente.
(Caso alguém conheça esse texto, peço a gentileza de me contactar para que possamos compartilhá-lo aqui no blog)

Abaixo vemos uma nota de 5 mil Réis, e uma amostra fac-simile de época de um bonus de 10 mil Réis. Essas notas contam mais um pouco daqueles gloriosos dias e do esforço de todo um povo por São Paulo e pelo Brasil.

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