sábado, 8 de janeiro de 2011

Capacete encontrado em antiga trincheira

Hoje trago uma peça que eu considero das mais emocionantes da coleção.
Trata-se de um capacete paulista, modelo francês, encontrado em uma antiga trincheira na região de Queluz no Estado de São Paulo, divisa com o Rio de Janeiro - palco de violentas batalhas durante a Revolução de 32.

Enterrado por décadas a fio, do capacete restou apenas o aço bastante enferrujado - posteriormente tratado com química adequada para estabilizar a oxidação.
Apesar do delicado estado da peça, no centro do capacete é perfeitamente possível enxergar o Brasão do Estado de São Paulo, desenhado com bastante primor pelo soldado que o usava. Sem nenhuma outra identificação do seu antigo dono, este achado arqueológico tem aquele "algo especial" que determinadas peças antigas trazem consigo.
As fotos falam por si...

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12 comentários:

  1. Eu tenho um desse mas infelizmente ele foi pintado de outra cor. Estava sendo usado por minha avó como vaso e eu o recolhi. O detalhe em cima também não existe mais. Abraço!

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  2. eu tenho varios cartuchos e duas balas de fuzil inteira e10 pentes que eu achei em uma antiga trincheira em eleuterio, municipio de itapira

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  3. No antigo Ramal Cruzeiro(SP)-Três Corações(MG) da antiga E.F. Central do Brasil até hj,nas placas de sinalização da velha ferrovia se podem encontrar buracos de balas,e tbm algumas velhas trincheiras,lembranças dos violentos combates ocorridos naquele local,conhecido até hoje como "A Batalha do Túnel da Mantiqueira" hoje batizado de "Túnel Coronel Fulgêncio" em Homenagem ao Coronel Fulgêncio de Souza Santos,á época comandante do 8o Batalhão de Polícia Militar,situado na Cidade de Lavras(MG)e comandante das tropas Mineiras q combateram os Paulistas.O Coronel Fulgêncio tombou em combate naquela batalha,se tornando uma Lenda e o Herói da Polícia Militar de Minas Gerais,assim como o Capitão Alberto Mendes Júnior é hoje o Herói da Polícia Militar do Estado de São Paulo,morto pelas mãos de guerrilheiros comandados pelo desertor do Exército Brasileiro Carlos Lamarca durante o tempo em q esteve refém deles numa operação no Vale do Ribeira em 1970,numa das passagens da História dos "anos de chumbo" da Ditadura Militar Brasileira.

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  4. Uma peça de arrepiar. Essas peças chamadas "ground-dug" são fantásticas mesmo!!! Danilo

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  5. Que legal!
    Tenho uma bala de fuzil (inteiro com polvora e tudo), diz meu pai que era dos soldados que procuravam por Lamarca aqui no Alto Vale do Ribeira-SP, como eles andavam muito, muitas vezes se desfaziam das munições e até mesmo das armas mais pesadas, ele achou quando estava fazendo uma lavoura, tinha um fuzil todo enferrujado (já meio deteriorado) e várias balas... Mas comigo mesmo só restou uma.

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  6. Olá, em relação ao comentário acima do Juninho, restou uma pequena dúvida em relação ao Tenente Coronel Fulgêncio de Souza Santos em ser comandante do 8.o Batalhão da FPMG. A única foto que temos desse Coronel, mostra um 7 (acredito que do 7.o Batalhão) na gola de seu uniforme, uma vez que, segundo consta, o comando do 8.o era o Major José Persilva. Alguns dos colegas interessados no assunto poderia esclarecer este pormenor? Obrigado. Celso

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  7. Olá amigo Celso
    O q escutei de um Militar Mineiro foi q o Coronel Fulgêncio foi comandante do 8o Batalhão de Caçadores da Força Pública de Minas Gerais,hoje 8o Batalhão de Polícia Militar,situado na cidade de Lavras-MG!!!Mas nada me garante q nós não estejamos enganados!!!
    O q importa é q tanto eu como vc somos apaixonados por esse capítulo da história do Brasil e juntamente com nosso companheiro Ricardo temos a missão de ñ deixá-lo JAMAIS cair em ostracismo!!!
    Abraço Guerreiro!!!

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  8. Refiz o comentário prá apagar alguns erros de conjunção de palavras ok pessoal....

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  9. Olá, Juninho, dei uma pesquisada e acho que agora da para esclarecer toda a confusão do Coronel Fulgêncio em comandar o 7.o ou o 8.o Batalhão da FPMG. Vamos lá. Quando foi criada a Brigada Sul, o 7.o era comandado pelo Coronel Edmundo Lery dos Santos que deixou de comanda-lo para assumir o comando da Brigada, ficando então o batalhão sob comando interino do Major José Nilo de Abranches. No dia 16 de julho, o Tenente-Coronel Fulgêncio, que comandava o 8.o assumiu efetivamente o comando do 7.o tendo em vista o Major Nilo ter seguido para Uberaba a fim de organizar outro batalhão e, desta forma, o Major José Persilva assumiu o comando do 8.o em substituição a Fulgêncio. O seu amigo te passou a informação correta, pois o coronel Fulgêncio realmente comandou aquela unidade (8.o )desde a sua fundação e foi o terceiro comandante do 7.o (por coincidência, criado no dia 9 de julho de 1931), por apenas 14 dias.

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  10. Celso vc foi fantástico Guerreiro!!!
    Meus mais sinceros parabéns!!!
    Como já tinha dito no comentário anterior,temos a missão,juntamente com nosso amigo Ricardo,de não deixar esse capítúlo maravilhoso da história do Brasil cair em esquecimento JAMAIS!!!E vc levou isso ao pé da letra msm hem.....rsrs.....mais uma vez parabéns Guerreiro!!!

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  11. tenho um capacete = a este, mas nao tem o brasao de SP... e do lado de dentro ainda tem o forro original.... bem detonado mas ainda esta la... alguem sabe me dizer algo sobre o capacete q tenho q nao tem o brasao paulista?

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  12. Dalton.Santos4-Comentário sou major reformado da polícia militar(MG)e neto de coronel Fulgencio Souza Santos.Não o conheci pois nasci no ano de 1936.Lendo relatos sobre o meu avô,relembrei dos fatos que já tinha conhecimento a respeito dele.Fiquei bastante lisonjeado de saber que pessoas que falaram sobre sua pessoa,procuram guardar os anais da historia da revolução de 1932,relebrando a memoria do meu avô.A guiza de ilustração da pessoa que foi o meu avô,no proximo dia 03 de outubro deste ano(2015)na cidade de passo quatro(MG),seu nome se´rá relembrado em evento social que ocorrerá naquela cidade.Como neto do coronel fulgencio,sito enobrecido pelo fato em sí.Cordialmente,Dalton Santos.

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