segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tiros na Praça da República

Murilo Martins de Almeida. Euclydes Bueno Miragaia. Drausio Marcondes de Souza.
Antonio Americo de Camargo Andrade. Orlando de Oliveira Alvarenga.
São Paulo não esquece, não transige e não perdoa.

Setenta e nove anos depois, o Tudo por São Paulo teve acesso a sala de onde partiram os tiros que mataram MARTINS, MIRAGAIA, DRAUSIO, CAMARGO e ALVARENGA. Juntamente com imagens obtidas atualmente no local, apresento algumas imagens raras tiradas em 1932. É possível perceber a violência e a gravidade do confronto que vitimou os cinco jovens e incendiou o País.
Re-visitar o local dos fatos, contar e contar novamente o que ocorreu naquele dia é a forma que encontramos para não deixar estes cinco nomes caírem no esquecimento.

No final da tarde daquela segunda-feira de maio, os paulistas já não queriam mais os membros da Legião Revolucionária andando com seus lenços vermelhos, armados, mandando e desmandando na cidade. Havia chegado a hora de colocar um ponto final naquele verdadeiro abuso que São Paulo estava sofrendo. A multidão paulista estava decidida a protestar na sede da Legião Revolucionária.
Encontraram legionários armados e dispostos a tudo. Inclusive a matar.

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A foto abaixo, originalmente veiculada nos anos 50, é tida como a última imagem em vida dos Mártires da Revolução.

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Das janelas no alto do prédio situado na esquina da Rua Barão de Itapetininga com a Praça da República tem-se uma ampla visão destas duas ruas. Foi dali que os membros da Legião Revolucionária controlaram a tiros o avanço da multidão logo abaixo.

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Era possível alvejar alvos tanto na Rua Barão de Itapetininga, como na Praça da República.

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Do quarto andar são disparadas rajadas de armas automáticas.

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Os que estão na rua se abrigam.

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Pânico e correria na calçada da Praça da República.

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Uma imagem da sede do PPP após o violento combate, e atualmente no mesmo local uma moderna sala de reuniões.

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No dia seguinte a cidade chora seus mortos.

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Através da imagem abaixo, São Paulo conheceu as faces de seus Mártires.

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As iniciais dos nomes dos mortos formarão a sigla da sociedade secreta que traçará o destino do Revolução Constitucionalista: MMDC. Anos depois a história faria justiça a Alvarenga, e a sigla seria complementada formando MMDCA.

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22 de maio de 2011. Crianças guardam a placa em homenagem a MARTINS, MIRAGAIA, DRAUSIO, CAMARGO e ALVARENGA durante homenagem na manhã de domingo. Cabe a eles a missão de transmitir nossa história para as futuras gerações de paulistas.

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5 comentários:

  1. Nunca se soube, ou se tentou saber, quem disparou os tiros? E foram todos eles dessa sala?

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  2. eu estive ontem no local da reunião e do tombamento de MMDCA. Arrepio-me até agora ao lembrar as homenagens.

    abnerlmesmo.blogspot.com

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  3. Olá Ralph,
    Em apenas uma publicação encontrei um nome de um dos legionários que teria participado desta ação. A Força Pública teria removido sete legionários da sede da Barão de Itapetininga e estes foram levados para local desconhecido em um caminhão.
    Na minha opinião é de fato uma lacuna na História.
    Um abraço,

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  4. Ola Ricardo,Tudo bem.
    Infelismente não deu para mim ir a comemoração de 23 de maio,por motivo particular, mas não faltara oportunidade.

    ABRAÇOS
    GONÇALO

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  5. Há 79 anos, a turma estava lá...
    Antes, numa manifestação defronte ao Quartel da "Fôrça Pública", foi ferido por um tiro da polícia o estudante Lima Neto. Dráusio, por sua vez, tinha 14 anos.

    Deus os Tenha!

    (PARABÉNS, de novo e sempre, Ricardo! Já não é surpresa o seu trabalho surpreender. Deus o Ilumine!)

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