quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A corrente separatista durante a Revolução de 1932

Um assunto bastante polêmico, e nem por isso deve deixar de ser discutido: A corrente separatista durante a revolução.
Para entender esta corrente separatista é preciso voltar ao calor dos fatos que vinham ocorrendo em São Paulo após a tomada de poder por Vargas em 1930. O que havia em todo estado de São Paulo era um enorme descontentamento com os mandos e desmandos da Interventoria Federal além de verdadeiras batalhas campais entre as forças paramilitares da Legião Revolucionária e os estudantes paulistas. O clima era tenso e não poucas vezes o sangue corria pelas ruas da cidade. Este fenômeno não era restrito a capital paulista, pelo interior os prefeitos nomeados pela Interventoria e a violência de rua ocorriam com frequência.

Em todo movimento de vulto sempre existe uma ala radical, e durante a mobilização popular pela constituição formou-se uma corrente separatista que pregava a independência de São Paulo como uma república soberana ou a formação de uma federação onde os estados adquiririam a soberania. Entre os principais defensores do separatismo destacavam-se o presidente do Tribunal de Justiça, Costa Manso, os escritores José Alcântara Machado, Monteiro Lobato e o historiador Alfredo Ellis Junior. A gigantesca campanha pela adesão das massas à causa revolucionária, por pautar-se no enaltecimento de valores regionais, trazia em seu bojo o surgimento de argumentos separatistas. Um exemplo desta situação veio de Mário de Andrade, que registrou que o lema "Tudo por São Paulo" – que se fazia presente em faixas, veículos e nos quepes dos soldados – era “a única unanimidade” naqueles agitados dias de 1932.

Vargas viu nessa minoria separatista uma ótima oportunidade de virar a opinião nacional contra a real causa paulista, a Constituição, e usou e abusou do argumento mentiroso que a luta de São Paulo era pela separação - o que acabou tornando-se verdade histórica até os dias de hoje para muita gente, reforçando a famosa frase "Numa guerra, a primeira baixa é a verdade".

Abaixo vemos algumas publicações e folhetos que circularam pela cidade, e que devem ser vistos apenas como peças de um enorme quebra-cabeça no qual nossa história vem sendo montada. O blog TUDO POR SÃO PAULO e seu autor não compactuam com as opiniões retratadas nas peças históricas a seguir, mas nem por isso vai deixar de divulgar os vários aspectos de nossa história.

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Abaixo alguns exemplares do jornal "O Separatista" que começou a circular em janeiro de 1932 e que durou apenas algumas poucas edições.

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2 comentários:

  1. Parabéns! Em História, todos os aspectos de determinado fato devem ser colocados com clareza. Ou assim deveria ser. Grande amor por nossa Terra Paulista! Estou registrando um link para o seu blog na seção "Outros Olhos" do meu blog:

    http://olhotoxico.blogspot.com

    Novamente, parabéns!

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