domingo, 30 de janeiro de 2011

Livros editados logo após o término da revolução

Um número espantoso de livros foram publicados logo após o término da revolução. Esses livros hoje, quase oito décadas depois, são uma fonte preciosa de informação sobre o que acontecia nos campos de batalha e nos gabinetes políticos da época.

A maioria esmagadora desses relatos são de voluntários paulistas, inspirados pelo ardor cívico da causa que abraçaram. Existem também relatos detalhados de comandantes militares que comentam as decisões tomadas e travam outra batalha - a da análise dos motivos da derrota paulista. Poucos deles foram escritos por soldados que lutaram pelo governo Vargas, talvez pela falta de convicção na causa que defendiam.
Abaixo uma pequena parcela destes muitos livros.

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Pretendo ao longo do tempo comentar aqui no blog algumas dessas obras.
Inicio com os excelentes livros do escritor Origenes Lessa, "Não há de ser nada..." e "Ilha Grande".

Os dois livros foram escritos durante a prisão de Lessa em Ilha Grande e retratam de uma maneira cativante os acontecimentos nos quais o autor tomou parte.
Lessa foi voluntário no Batalhão Piratininga e foi enviado para o Vale do Paraíba lutando em Queluz, Vila Queimada e outras grandes batalhas na região. A narrativa traz ao leitor uma impressão bem clara de como era a vida em campanha e toda a dramaticidade das batalhas vividas por um voluntário. Foram dias difíceis, assustadores e confusos, principalmente para alguém que não tinha treinamento militar. Lessa acabou preso no Morro da Pedreira por uma tropa de Sergipe e embarcado de trem para o Rio até chegar no presídio na ilha.

"Ilha Grande" descreve de maneira quase poética os dias sem fim dos milhares de paulistas presos longe de casa e sem nenhuma informação a respeito do mundo exterior e dos acontecimentos no Teatro de Operações. Os inúmeros personagens que a narrativa apresenta vão dando a obra um panorama bem definido sobre como estavam os ânimos e esperanças dentro daquela ilha.

São dois livros que ainda podem ser encontrados em sebos, e que na minha opinião são obrigatórios para quem quer estudar os acontecimentos do período.
A diferença destes dois para muitos outros é a narrativa interessante, fácil e cativante que apenas alguém com a desenvoltura de Origenes Lessa poderia conceber.
Dois livros para serem devorados de um só golpe!

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Capacete danificado em combate

Hoje apresento um capacete de aço modelo paulista com uma perfuração de projétil ou de estilhaço na parte frontal.

A história que chegou ao meu conhecimento através de familiares é que felizmente o capacete salvou a vida do combatente que o usava: Um soldado da Força Pública do Estado de São Paulo que graças ao capacete teve uma vida plena, falecendo recentemente aos 91 anos. Da Revolução guardou o capacete perfurado e uma cicatriz na testa.

Na carneira do capacete encontramos em letras ilegíveis o que parece ser uma dedicatória do combatente para um familiar. Interessante também é notar que o capacete traz um sistema de carneira bem diferente dos padrões que conhecemos.
É uma peça com uma história especial e que serve de lembrança a respeito da violência de uma guerra.
Confiram abaixo algumas fotos desta bela peça!

No próximo post veremos alguns livros editados logo após o término do conflito e que são fontes preciosas de informação sobre a revolução.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Parabéns São Paulo!!

NON DVCOR DVCO

Na opinião de muitos "doutores", o "mito" do glorioso passado de São Paulo é mera invenção da "oligarquia paulista do café". A mesma "elite" que em 32 manipulou a população paulista em uma "aventura armada de cunho separatista".
Para estes, orgulhar-se da história de São Paulo é quase percebido como um crime, como uma afronta.

Porém, apesar de toda essa ladaínha esquerdo-intelectualoide que circula por aí há anos, o que eu vejo é que existem paulistas verdadeiramente orgulhosos de sua terra e de sua história.
Paulistas que compreendem o papel de seus antepassados na construção da grandeza do nosso País.
Paulistas que admiram com reverência nossas bandeiras, nossos hinos e nossos símbolos.
Paulistas que respeitam nossa terra e o suor do trabalho nela empregam diariamente.
Paulistas ligados ao passado, mas de olhos fixos no futuro.

Junto com estes apaixonados, exclamo no dia de hoje:
Parabéns São Paulo!!

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As duas ilustrações reproduzidas acima são de Vicente Caruso e foram criadas na época das comemorações do IV Centenário em 1954, sendo que a bandeira da Cidade de São Paulo só seria instituída três décadas depois.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Monumento às Bandeiras, 58 anos

Junto com o aniversário de São Paulo, comemora-se os 58 anos do Monumento às Bandeiras, obra do escultor Victor Brecheret (1894-1955) localizada no Parque do Ibirapuera. Abaixo reprodução da maquete de Victor Brecheret publicada na Revista Ilustração Brasileira em 1920.

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A idéia do tema sobre o bandeirismo partiu de Menotti del Picchia, sendo que a construção da obra sofreu inúmeros atrasos: Falta de verbas, política e até mesmo a 2a Guerra Mundial adiaram sua conclusão. Finalmente em 25 de janeiro de 1953 a obra foi inaugurada. Portugueses, índios, negros e mamelucos puxam a canoa das monções bandeirantes em uma obra de granito com 50 metros de extensão.

Apesar da ação de vândalos pichadores e de "turistas" que insistem em subir no monumento como se este fosse um poleiro, a obra continua imponente e monumental - instalada no mesmo sentido de entrada dos bandeirantes para o interior, no eixo sudeste-noroeste.

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A quarta figura à direita do monumento apresenta a inscrição “Auto-retrato do escultor Victor Brecheret 02-10-1937” no seu ombro direito.

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BRANDIRAM ACHAS E EMPURRARAM QUILHAS VERGANDO A VERTICAL DE TORDESILHAS
Guilherme de Almeida - A mesma frase foi utilizada na medalha comemorativa da Comissão do IV Centenário da Cidade de São Paulo.

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Fotos tiradas pelo autor do blog.
Para saber mais, acesse este link do portal da Prefeitura de São Paulo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Mensagem do Professor Hernâni Donato

Com muita alegria, o autor do blog recebeu uma carta do Professor Hernâni Donato, o grande historiador da Revolução de 1932. Hernâni Donato é romancista, biógrafo e historiógrafo, membro da Academia Paulista de Letras e Presidente de Honra do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Agradeço ao Professor Hernâni pelo incentivo ao blog e pelas diversas obras que são importantes fontes de consulta, as quais não me canso de ler. O senhor é um dos principais responsáveis pelo meu amor a história de São Paulo e do Brasil!
Muito obrigado, Mestre.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cobertura de pano - Batalhão Rio Grande do Norte

Trago hoje uma belíssima cobertura de pano, com os carimbos do célebre Batalhão Rio Grande do Norte que lutou na frente Leste em 1932 e entregou às páginas heróicas da revolução nomes como os dos heróis tombados Segundo Murari (morto em Eleutério) e Jacinto Kerry Valente (morto em Amparo).

Encontrar marcação de algum batalhão em alguma peça de uniforme é motivo de grande alegria para o colecionador, pois a maioria destes símbolos acaba se apagando com o tempo.
No caso desta cobertura temos dois carimbos visíveis e na parte interna, o selo fiscal que era usado na época. Uma lembrança fantástica de um dos batalhões mais combativos de 32!

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Batalhão Rio Grande do Norte. República dos Estados Unidos do Brazil.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Distinctivos Paulistas - Parte V

Mais três pequenos distintivos da série produzida durante a Revolução:
Uma bandeira esmaltada POR SÃO PAULO LIVRE, uma alegoria com bandeiras e espada - semelhante a usada em cartões postais e um distintivo do 2o DIO - Segunda Divisão de Infantaria em Operações, que atuou sob o comando do Coronel Euclides Figueiredo.

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Propagandas relacionadas aos eventos de 1932 - Parte I

Muitas peças publicitárias foram criadas durante e depois da Revolução de 1932 tendo como tema principal o povo paulista e sua nobre causa. Selecionarei algumas delas e vou publicando aqui no blog. A primeira é de um produto tradicional e comercializado até hoje. Agradeço ao Eric Lucian de Itapira pela tradicional colaboração!

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A ilustração traz dois soldados constitucionalistas com o tradicional lenço e o capacete de pano - bem no estilo dos uniformes da época, como podemos ver abaixo.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Monumento e Mausoléu ao Soldado Constitucionalista - Parte II

Em outubro do ano passado publiquei aqui uma matéria sobre o Monumento e Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932 localizado no Parque do Ibirapuera.

Hoje trago mais algumas fotos do obelisco e das duas portas em bronze localizadas na sua base, que ilustram diversas passagens da Revolução de 32. São detalhes que a maioria das pessoas não tem oportunidade de ver:
Em uma das portas é retratada a partida do soldado, a oferta do ouro, os combates, a morte do soldado e o voto tão almejado pelos paulistas. Na outra porta a mobilização industrial, científica e a produção em prol da guerra.

Ainda no mês de Janeiro, publicarei imagens do mausoléu que fica embaixo do obelisco.
As fotos foram tiradas pelo autor do blog.

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