quarta-feira, 30 de março de 2011

Jornal Eletrônico 32 em Movimento

A Sociedade Veteranos de 32 MMDC publica desde janeiro deste ano o jornal eletrônico "32 em Movimento".
É uma leitura interessante para quem cultua nossa história e a memória dos Heróis da Epopéia Paulista. O nosso blog também está lá e a partir de abril colocaremos matérias exclusivas neste importante veículo.

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As edições de janeiro, fevereiro e março podem ser acessadas nos links abaixo:
Edição 01 Edição 02 Edição 03

Boa leitura!

terça-feira, 29 de março de 2011

Últimas unidades da Moeda Paulista

Abaixo um pequeno recorte de jornal, enviado para mim pelo meu amigo Douglas Nascimento do São Paulo Antiga. Publicado no jornal A Gazeta de 9 de Julho de 1954, anuncia as últimas unidades das Moedas Paulistas à venda nas versões "broche" e "moeda".

Acredito que a "moeda" seja a medalha que mostrei no post anterior e a versão broche foi mostrada neste link. Hoje em dia é bem raro encontrar uma dessas à venda em antiquários ou feiras de antiguidade.

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domingo, 27 de março de 2011

Medalhas em homenagem a Pedro de Toledo

Trago hoje aos amigos do blog duas medalhas da década de 30 que homenageiam o Governador Pedro de Toledo. A primeira delas foi cunhada logo após a revolução de 1932 e traz no anverso a Moeda Paulista.
O belíssimo trabalho é obra do escultor Miguel Langone.

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A outra peça é comemorativa do retorno do Governador do exílio no ano de 1933 e traz a legenda PRO S. PAULO FECIT EXIMIA, Por S. Paulo (Ele) fez grandes coisas.
Obra de Miguel Langone e W. Zadig cunhada em bronze.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Formulário de doação para a Campanha do Ouro

Trago hoje aos meus amigos leitores o formulário de doação para a Campanha do Ouro impresso em 1932 pela Associação Comercial de São Paulo, através do qual eram ofertadas os donativos em ouro, prata ou brilhantes.
Baseado nestes formulários foi feito o relatório da campanha com a relação nominal dos doadores.
PRO SÃO PAULO FIANT EXIMIA!

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Medalha da Força Pública do Estado do Paraná

Trago abaixo a versão em prata da Medalha General Waldomiro Lima, distribuída aos oficiais da Força Pública do Estado do Paraná que combateram as tropas paulistas em 1932 sob o comando do General Waldomiro Castilho de Lima.
Criada pelo escultor José Peon, a medalha é regulamentada pela Lei Estadual n° 1.943 de 18 de dezembro de 1933.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

7º de Voluntários da Pátria - Paulistas na Guerra do Paraguai

Pouquíssimas pessoas hoje em dia tem conhecimento a respeito da heróica participação dos Voluntários Paulistas na Guerra do Paraguai. Na verdade, até a poucos anos atrás este importante episódio era ensinado de forma absolutamente MENTIROSA e porque não dizer CRIMINOSA nas escolas brasileiras, colocando o louco ditador Solano Lópes no papel de “vítima de um complô anglo-brasileiro” que visava aniquilar as pretensões progressistas de um país que não se curvava ao imperialismo britânico, sendo brutalmente massacrados pelos brasileiros e seus aliados. Atualmente, após estudos baseados em documentos e fatos, entende-se que as causas da guerra foram outras e muito mais amplas, determinadas principalmente pela consolidação dos Estados nacionais na então conturbada região do Prata.

Não é intenção desta breve matéria entrar no mérito da questão acerca das origens do conflito, porém é necessário recordar que Lópes foi o agressor ao iniciar a guerra contra o Brasil, e depois contra a Argentina. Uma guerra que não era almejada pelo Império do Brasil.

Este post fala sobre os paulistas que atendendo ao chamado da Pátria, foram ao Paraguai e aplicaram uma lição em nossos agressores.

A estes Bravos, nosso mais profundo respeito e gratidão.

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Pela Patria! Por Deos! Pelo Mundo!
Rugem feras no negro covil...
Fiquem mudas á voz da Bombarda!
Rolem mortas aos pés do Brasil!

No deserto, bandeira a frente,
Respirando vingança marcha!
Ninguém saiba quem foi o mais valente...
Arda em chammas o vil Paraguay
...
Treme o solo ao tropel dos guerreiros,
Treme ao céo ao troar dos canhões,
Mas não sabem tremer brasileiros.
Nem seus braços, nem seus corações.


A notícia da invasão do Mato Grosso pelas tropas de Lópes em 24 de outubro de 1864 correu como um rastilho de pólvora pela Província de São Paulo. Manifestações populares, comícios e associações patrióticas foram formadas, tal qual aconteceria 68 anos depois nesta mesma cidade...
A “Associação Promotora de Voluntários da Pátria” com sede no Largo da Sé apresentou no início de 1865 um grande contingente de soldados voluntários. Esta mesma associação também os fardou, armou e transportou os voluntários que formaram o 7º de Voluntários da Pátria. Este batalhão era composto de oito companhias tendo cada uma um capitão, um tenente e dois alferes.
Como comandante o Tenente Coronel Francisco Joaquim Pinto Pacca, major reformado do Exército;
Major Joaquim Antonio Dias;
Alferes Ajudante Candido Belisario Quintanilha Jordão;
Alferes Quartel Mestre Francisco Assis Castro e Silva;
Alferes Secretário Henrique Alves de Carvalho;
Capellão Alferes Padre João Francisco de Siqueira Andrade;
Capitão Antonio Ferraz do Amaral;
Capitão Antonio Alves Marques,
Capitão Diogo Antonio de Barros,
Capitão Antonio Carlos da Silva Telles,
Capitão Felício Ribeiro dos Santos Camargo,
Capitão Francisco de Assis Pereira de Castro,
Capitão Fortunato de Campos Freire,
Capitão Joaquim Compton D´Elboux
Tenente Antonio de Pádua Silveira Franco;
Tenente João Antonio Vieira;
Tenente João Francisco de Azevedo;
Tenente Gustavo Adolpho Peixoto de Azevedo;
Tenente Martinho da Silva Prado;
Tenente Antonio Pedroso Goulart;
Tenente Cypriano Francisco de Assis;
Tenente João Monteiro de Toledo;
Alferes Francisco de Paula Penteado;
Alferes Francisco Liborio de Oliveira
Alferes Antonio Nardi de Vasconcellos;
Alferes Antonio Lopes Guimarães;
Alferes Joaquim Monteiro Soares;
Alferes Carlos Augusto Ramalho da Luz;
Alferes Pio Correa da Rocha;
Alferes Claudio de Paula Machado;
Alferes Joaquim Thomas Cardoso de Mello;
Alferes Francisco Justino dos Santos Moura;
Alferes Belisario Augusto de Senna;
Alferes João Antonio de Paula Vieira;
Alferes João Fabiano da Costa Machado;
Alferes José Francisco de Assis Penteado;
Alferes Francisco Benedicto de Mattos;
Alferes José Antonio de Albuquerque.

Oficiais addidos:
Capitão Elias José de Oliveira;
Capitão Tristão de Almeida;
Tenente Valentim José Rodrigues;
Tenente Roldão Martins de Britto;
Alferes Matheus Marques de Moura Leite;
Alferes Joaquim José de Almeida;
Alferes Francisco de Paula Nogueira;
Alferes Pedro Palhares de Andrade;
Alferes Raymundo do Espírito Santo Fontenelle;
Alferes João José da Silva Costa;
Alferes Affonso Aurora Terra;
Alferes Eugenio Luciano de Sampaio.
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“Era o 7º um corpo luzido, formado com a flôr da mocidade paulistana, estuante de brio, de enthusiasmo patriota e de desejos de marchar para o theatro de lucta, que se feria em toda vasta fronteira do Sul. Anciavam os voluntários pela ordem de marcha, que aguardavam, havia já seis longos meses.”
Em 1º de agosto de 1865 com o efetivo de 759 homens, o 7o levantou acampamento das colinas do Ipiranga aonde estavam aquartelados e seguiram para Santos, onde embarcaram no “Princeza de Joinville” com destino final no Rio Grande.
Em Porto Alegre o batalhão teve instrução e treino por pouco mais de um mês, infelizmente tempo suficiente para vitimar 33 praças e um oficial, mortos por varíola. No dia 7 de outubro, o 7º batalhão embarcou no “Vapor São Paulo” iniciando a longa viagem rumo a Corrientes. Durante os próximos quatro meses o 7º acampou em diversos pontos da fronteira paraguaia e se juntou com o 42º também de São Paulo. Teve a honra de ter sido passado em revista pelo venerável General Osório que afirmou:“Esses são soldados! E devem sel-os, pois os paulistas, seus antepassados, foram bravos, como certifica a história”

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Finalmente no dia 10 de abril de 1866 o 7º “cobriu-se de virentes louros” na Ilha do Ataio, ao lado de Itapirú, em solo paraguaio. A missão dada ao 7º no dia 5 de abril consistia em tomar, ocupar e manter a Ilha do Ataio – ponto estratégico fortemente defendido pelo inimigo. Durante a noite sob o manto da escuridão completa, o 7º desembarcou um chatas e montou um sistema de trincheiras e dispuseram 6 peças de sua bateria.
Ao clarear do dia a linha brasileira era vista pelos paragauios da fortaleza de Itapirú. A bandeira do 7º tremulando “como um desafio lançado às faces de Lopéz e sua gente”.

A partir daí uma tempestade de metralha e aço caiu sobre os voluntários do 7º. Durante quatro dias o combate prosseguiu rude de parte a parte. Na madrugada do dia 10 os inimigos calculados em 1200 homens divididos em três batalhões atacaram ferozmente as tropas brasileiras. A ilha foi tomada ao custo de 153 mortos do 7º contra mais de 600 paraguaios tombados em combate.
“Quando escasseou a munição, o commandante Pinto Pacca fazendo das mãos porta voz gritou:
Camaradas! A Província de São Paulo vos contempla! Em seguida mandou tocar carga à baioneta. Como um só homem toda a tropa extendida em atiradores, surgiu nos parapeitos das trincheiras, que ficaram eriçadas de baionetas, brilhando aos raios do sol dessa manhã memorável”...”Os ferros tingiram-se de sangue inimigo, que jorrou em abundancia...Riachos de sangue serpenteavam em todas as direcções.”
Na clássica Batalha de Tuiuti em 24 de Maio, o 7o que incorporara ao seu efetivo o 42o "bateu-se por longo espaço de tempo com uma força de infantaria superior em número, com a cavallaria e foguetes a congreve, tendo fóra de combate seis oficiais e cento e dezenove praças. A bandeira findo o combate, apresentava tres orificios produzidos por balas"

Principais combates do 7º de Voluntários da Pátria:
12 de Abril – Itapirú
20 e 21 de Abril - Rojas
24 de Maio – Tuiuti
13 de Junho
16 e 17 de Julho - Punta Nãró
18 de Julho – Isla Carapá (40 mortos do 7º nesta data)
20 de Setembro – Tujucué
19 de Fevereiro de 1868 – Estabelecimento
8 de Agosto – Perecué / Assunção
13 de Dezembro – Villeta
30 de Dezembro – Angustura
30 de maio de 1869 – Tupiram
11 e 12 de Agosto – Cordilheiras

Até o mês de março de 1870, o 7º de São Paulo atravessou o Paraguai passando por diversas localidades no encalço de colunas inimigas remanescentes através de descampados, chacos, rios e picadas no mato. Partindo em 30 de março para o Brasil após quase cinco anos em campanha, chegou em São Paulo em 25 de Abril quando foram recebidos com uma enorme festa popular na Estação da Luz “que se achava adornada com esmero”. "A população de São Paulo recebeu cheia de jubilo e enthusiasmo os valentes chegados do 7o de Voluntarios naquelle dia".

O 7º partiu com aproximadamente 800 homens, recebendo em suas fileiras elementos adicionais de dois batalhões durante a campanha, além das reposições de pessoal. Retornava com 350, sendo somente 84 deles da formação original do Batalhão.
Aproximadamente 6000 homens jamais retornaram.

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Abaixo ilustração de José Wasth Rodrigues, com o esquema de cores usado na Bandeira Imperial do Regimento de Cavalaria, similar a bandeira do 7o na foto acima.

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A Bandeira do 7o Batalhão de Voluntários da Pátria.
A bandeira costurada em seda lavrada foi bordada e oferecida ao batalhão pelas senhoras paulistas por intermédio de D. Francisca Paulina da Fonseca e de D. Maria Amelia Pinto Mauricio. A bandeira abrigou os Voluntários do 7o e depois parte do 42o e 45o também de São Paulo através de Tujucué, Estabelecimento, Surubuhy, Palmas, Angustura, Chaco, Villeta, Piquiricy, Assunção, Rosário, Tupium, Luque, Taquaral, Caraguatahy, Arroio-Verde, Bella Vista e Cerro Corá.

Na lança da bandeira, a Ordem do Cruzeiro do Sul com a qual o governo Imperial condecorou o Batalhão após o combate da Ilha do Ataio. Junto a insígnia do Cruzeiro encontra-se a imagem da Conceição moldada em ouro do Jaraguá, "oferecida ao Batalhão por uma respeitável senhora da família Quartim."
"A insígnia apresenta-se separada em duas partes, por bala recebida na batalha de 24 de maio."

Segundo pesquisa realizada pelo autor do blog, a bandeira do 7o Batalhão de Voluntários encontra-se no acervo do Museu de Arte Sacra que recebeu o acervo do antigo Cabido Paulopolitano , enquanto que a insígnia do Cruzeiro encontra-se na Basílica de Nossa Senhora de Aparecida. Essas informações estão sujeitas a confirmação.

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Abaixo ilustração da insígnia da Ordem Imperial do Cruzeiro, semelhante a recebida pelo 7o.
Instituída pelo Decreto de 1º de dezembro de 1822, a Ordem do Cruzeiro foi utilizada durante a Guerra do Paraguai para condecorar atos de bravura. Alguns navios da Esquadra Brasileira que participaram das batalhas de Riachuelo e Humaitá também foram agraciados com esta ordem.

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Assinaram a ata da entrega da bandeira do 7o Batalhão ao Cabido Paulopolitano em abril de 1870, os seguintes oficiais:
Tenente Coronel Antonio Martins de Amorim Rangel;
Major Manoel Antonio Carrilho;
Major Tristão Firmino de Almeida;
Major Manoel Antonio de Lima Vieira;
Capitão Carlos Baucoult;
Capitão Affonso Aurora Terra;
Capitão Antonio Lopes Guimarães (cuja foto da Ordem da Rosa por ele recebida encontra-se neste link);
Capitão Antonio Nardi de Vasconcellos;
Capitão José Rodrigues Pereira de Miranda;
Tenente João Batista Ebeckem;
Alferes Henrique Herculano Guerra Leal;
Alferes Bernardo Antonio de Araujo.

Todas as informações contidas nest post foram resumidas do original "O Espírito Militar Paulista" do Tenente Coronel Pedro Dias de Campos, publicado em 1923.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Caderneta de Identidade M.M.D.C.

Trago hoje uma peça singular e muito difícil de ser encontrada. Uma caderneta de identidade do M.M.D.C. de 1932.
Trata-se de um documento individual de identificação do combatente filiado ao M.M.D.C., com foto e todas as informações relativas a sua incorporação ao batalhão de combate.
A razão da dificuldade de se encontrar esas cadernetas hoje em dia é que nos últimos dias da revolução, os membros filiados ao M.M.D.C. se desfaziam dessa identificação temendo represálias da Polícia Federal de Vargas, que buscavam os membros dessa organização incorporados aos batalhões que se rendiam as tropas governistas.

O M.M.D.C. foi organizado logo após os eventos de 23 de Maio, quando a opção de iniciar uma revolução pelas armas já era realidade, e se estruturava da seguinte maneira:
1- Direção Geral do Abastecimento:
a) Alimentação;
b) Fardamento e Equipamento;
c) Donativos;
d) Compras;
e) Donativos em Mercadorias.
2- Intendência Geral:
a) Almoxarifado;
b) Distribuição e Cozinha;
c) Cozinha da Escola Profossional Feminina;
d) Assistência a Família dos Combatentes.
3- Departamentos Especializados:
I- Engenharia e Transportes;
II - Saúde e Assistência;
III- Correio Militar;
IV – Propaganda e Mobilização;
V – Serviços Auxiliares;
VI – Departamento Militar:
a) Centro de Preparação Militar;
b) Material Bélico;
c) Curso de Oficiais de Emergência;
d) Guarda do Q.G. M.M.D.C.;
e) Batalhão Santos Dumont;
f) Departamento do Pessoal em Operações.
Abaixo vemos a caderneta de identificação, a braçadeira usada pelos membros do M.M.D.C. e um distintivo de lapela com o símbolo da organização. Relíquias da organização precursora da guerra de São Paulo pela Lei, "concretizada no heroísmo das trincheiras e nas estupendas realizações da retaguarda" (Benjamin de Oliveira Filho, M.M.D.C. 1932, Edição Schmidt).

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Sr. Alaor Vianna Nogueira, incorporado ao Batalhão Rio Grande do Norte sob o comando do Major João B. Miranda no "sector" de Eleutério.

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sábado, 12 de março de 2011

Placa da antiga Guarda Noturna de São Paulo

No ano passado eu publiquei neste link uma interessante medalha da Guarda Noturna de São Paulo.
Apresento hoje aos meus estimados leitores, a placa que identificava uma casa "vigiada" pela Guarda Noturna.
Elas eram fixadas bem à mostra na fachada, junto ao número da casa. Abaixo vemos um anúncio da Guarda Noturna, publicado na contracapa do Album Paulista de 1933.

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E a seguir a placa em latão. Reparem que a grafia NOTURNA ao invés de NOCTURNA indica que a placa foi feita após 1943 data do Acordo Ortográfico que modificou a gramática e a ortografia da língua portuguesa.

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terça-feira, 8 de março de 2011

Livros e autógrafos históricos

Trago hoje duas edições importantes sobre a participação das tropas paulistas em momentos decisivos da história do Brasil, ambas edições autografadas pelos autores, eles próprios importantes personagens de nossa história. Os livros fazem parte de um lote de fotos e papéis de um antigo Oficial da Força Pública e veterano da Campanha de 1932 - que chegou até minhas mãos através de sua família.

O primeiro livro é a primeira edição de "O Espírito Militar Paulista" de 1923, do Tenente Coronel Pedro Dias de Campos, Comandante da Força Pública de 5 de Julho de 1924 a 1928, ou seja, a partir da deflagração da Revolta de 1924. A obra narra as passagens das tropas paulistas no Brasil Colônia, Império e República em episódios como ataques de piratas, rebeliões indígenas, Guerra do Paraguai, Canudos, entre inúmeras outros.

Como uma curiosidade, neste livro figura o nome do então Alferes Antonio Lopes Guimarães, na lista do 7o de Voluntários Paulistas, cuja Ordem da Rosa e diploma foram apresentados neste link.

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Tenente Coronel Pedro Dias de Campos a direita na foto abaixo.

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Já o livro "A Revolução Constitucionalista" do Coronel Herculano C. e Silva traz o movimento de 1932 visto sob a ótica do Comandante da Força Pública do Estado de São Paulo em uma narrativa ímpar e minuciosa levando em consideração inúmeros aspectos técnicos. A edição é de janeiro de 1933.
Um dos livros mais importantes sobre a atuação das tropas paulistas em 1932.

O Coronel Herculano C. e Silva assumiu o comando da Força Pública após o trágico acidente que vitimou o então Comandante, Coronel Júlio Marcondes Salgado na tarde de 23 de Julho de 1932 durante uma demonstração de novos armamentos ocorrida aonde funciona hoje em dia o terminal de passageiros do Aeroporto de Congonhas.
O Coronel Herculano C. e Silva conduziu as tropas paulistas até sua rendição em outubro de 1932.

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Coronel Herculano C. e Silva em Itapira, durante a Revolução Constitucionalista.

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O livro é ricamente ilustrado com mapas e "clichês" mostrando armamentos e equipamentos de combate.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Capacete do 8o B.C.R. de Santos

Alguns capacetes paulistas trazem informações interessantes do seus antigos proprietários.
É o caso deste capacete que apresento hoje, que além do nome e batalhão vem também com o endereço do soldado em uma tradicional avenida da cidade de Santos. Um capacete que certamente já viu muita ação e que hoje é recordação daqueles vibrantes dias de 1932.
Do Boletim nº 8, de 15 de agosto, do tenente-coronel Lamego, comandante do destacamento ao qual estava incorporada a tropa do 8º B.C.R., extraímos o seguinte elogio, que reafirma, oficialmente, a atuação brilhante dos soldados e oficiais do 8º B.C.R. de Santos:
"Soldados da Constituição! - O resultado dos dois combates de ontem e de hoje, da Fazenda Palmeiras, traduz, definitivamente, a vossa atuação. Repelistes com energia digna de verdadeiros soldados os ataques do adversário. As suas forças quebraram-se diante do vosso valor, energia, coragem e convicção do dever pela vossa causa, que é a da conquista da lei, da ordem e da disciplina. Felicito, pois, calorosamente, os senhores oficiais comandantes de unidades, os quais tornarão extensivas aos seus comandados diretos as referências aqui feitas".

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