segunda-feira, 30 de maio de 2011

Museu e Monumento do Ipiranga

Trago hoje aos leitores do blog uma série de imagens que fiz recentemente no Parque da Independência em São Paulo aonde se encontram o Museu Paulista e o Monumento do Ipiranga, que é na minha opinião um dos locais mais bonitos de São Paulo. Infelizmente as fotos dentro do museu são proibidas, assim não poderei mostrar a obra magnífica de Afonso d'Escragnolle Taunay no interior do edifício. Aproveito a oportunidade para levantar a questão a respeito desta proibição. A fotografia sem flash não danifica as obras expostas, então qual seria o real motivo da proibição que ocorre na maioria dos museus brasileiros? De todo modo, seguem as imagens que fiz em uma ensolarada manhã de sábado.

A construção de um monumento no local aonde foi proclamada a independência do Brasil foi autorizada pelo próprio Imperador Dom Pedro I um ano após o fato, porém apenas em 1890 é que o projeto avança com o projeto do escultor italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi com a obra conduzida pelo empreiteiro Luigi Pucci, também italiano. A inauguração ocorreu em 7 de setembro de 1895 com uma grande solenidade. Alguns anos depois em 1908 o paisagista belga Arsenius Puttemans projetou e instalou os jardins em torno do edifício, inspirado no paisagismo barroco francês. Os jardins foram ampliados na obra de ajardinamento e de construção do Monumento, tendo em vista as celebrações que ocorreriam em 1922.

O Monumento à Independência foi planejado como parte das comemorações do centenário da independência. Em 1917, o Governo do Estado organizou um concurso, aberto à participação de artistas brasileiros e estrangeiros que apresentaram projetos e maquetes expostas no Palácio das Indústrias. O projeto vencedor foi o do artista italiano Ettore Ximenes, que teve seu projeto original alterado com a inclusão de episódios e personalidades vinculados ao processo da independência, tais como: a Revolução Pernambucana de 1817, a Inconfidência Mineira de 1789, as figuras de José Bonifácio de Andrada e Silva, Hipólito da Costa, Diogo Antonio Feijó e Joaquim Gonçalves Ledo. O monumento ainda incompleto foi inaugurado em 7 de setembro de 1922, sendo concluído quatro anos depois.

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A placa de mármore com o nome do arquiteto foi colocada em 1932.

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Abaixo um desfile da Força Pública de São Paulo, nos anos 1920.

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As paradas militares de 7 de setembro passavam por este caminho, do museu ao monumento. Atualmente ocorrem no sambódromo, o que é no mínimo curioso.

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Durante a Revolução de 32, o voluntário Sebastião Buck Tocalino posa na frente do monumento. Abaixo uma imagem da oficialidade da Força Pública em 1931 no mesmo local.

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Em 1953 começou a ser construída a cripta onde seriam depositados os despojos da Imperatriz Leopoldina em 1954. Em 1972, consolidou-se a sua sacralização com a vinda dos despojos de D. Pedro I e posteriormente dos restos mortais de D. Amélia em 1984.

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Um marco das comemorações de 1922 completamente abandonado e vandalizado.

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Abaixo algumas medalhas e objetos comemorativos que fazem alusão ao Monumento da Independência. Uma medalha comemorativa do Centenário da Independência em prata, e um relógio que foi comercializado na mesma ápoca.

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A medalha de prata entregue em 1972 aos que fizeram parte da organização das comemorações do Sesquicentenário da Independência.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Distintivo Misterioso

Mais uma vez recorro aos amigos leitores do blog para solucionar um mistério!
Adquiri um lote de distintivos paulistas vindos de um mesmo dono e neste lote apareceu um pequeno distintivo esmaltado triangular, afixado em uma fita paulista. Seria algum símbolo maçônico? O que parece ser uma abelha indicaria uma cooperativa? Alguém se habilita? O autor do primeiro email que eu receber com uma indicação correta sobre o que seria este símbolo vai receber uma lembrança da Revolução de 1932 pelo correio! Emails para tudoporsp1932@gmail.com

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Aproveito a oportunidade para agradecer ao Marcio Redondo por ter decifrado a frase no vagão de trem e enviado o email em primeiro lugar. O Márcio já recebeu uma Moeda Paulista. Não posso deixar de mencionar o Marcus Carmo, que também acertou a frase e ainda por cima fez uma montagem na foto, conforme imagem abaixo. Valeu Marcus!

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Brasão Paulista feito em Portugal

Trago hoje uma peça que eu considero muito especial. Já apresentei aos leitores do blog algumas versões do Brasão de São Paulo na forma de distintivos de lapela. A que eu apresento abaixo é claramente uma versão artesanal do Brasão, porém com diferenças marcantes no seu desenho.

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Com alguma boa vontade é possível identificar o PRO SÃO PAULO FIANT EXIMIA abaixo.

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O detalhe realmente interessante desta peça está na parte de trás: Duas punções do prateiro no feixo - marcas que identificam a prata, o fabricante e a época de fabricação, e que trouxeram à tona a "identidade da peça".

Uma das marcas traz a cabeça de javali com os algarismos romanos II na parte de baixo. Essa marca indica a prata .833 e a fabricação em Portugal na cidade de Gondomar no período entre 1913 e 1938, ou seja, datas que compreeendem o período que os líderes da Revolução de 1932 estiveram no exílio naquele país - o que explicaria a existência da peça e as suas características únicas, afinal os exilados provavelmente partiram sem um desenho do brasão em sua bagagem e encomendaram a peça a um ourives que a executou de acordo com as instruções que recebeu. Caso alguém tenha alguma outra suposição ou comentário...será muito bem vindo!

Agradeço ao meu amigo Mario de Carvalho pela colaboração nesta pesquisa a respeito da punção do prateiro.

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Ainda que a foto não esteja muito nítida (a marca é microscópica) é possível identificar a marca da peça no diagrama abaixo.

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