domingo, 31 de julho de 2011

Túmulos Paulistas - Parte I

Inicio hoje uma pequena série de postagens sobre os túmulos de soldados paulistas localizados nos diversos cemitérios da capital e do interior - verdadeiras obras de arte erguidas em memória daqueles que tombaram ou lutaram por São Paulo. Abaixo imagens da entrada do Cemitério São Paulo no bairro de Pinheiros, alvo de pichações de vândalos em 2011 e em 1932 durante o sepultamento do General Júlio Marcondes Salgado e do Major José Marcelino da Fonseca.

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General Júlio Marcondes Salgado, Comandante da Força Pública do Estado de São Paulo.

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Clineu Braga de Magalhães, Batalhão 14 de Julho.

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Família Barros Penteado.

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Major Faustino da Silva Lima, Revolução de 1924.

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Bandeiras paulistas sem o mapa do Brasil

Durante a revolução inúmeras variações da Bandeira Paulista foram usadas. Abaixo vemos uma sequência de objetos que trazem a bandeira sem o mapa do Brasil - variações raras e que apresentavam apenas símbolos paulistas.

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O mapa do estado aparece no lugar no mapa do Brasil.

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Uma versão com o brasão recém criado.

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Circulada logo após a revolução, esta alegoria com o célebre poema de Guilherme de Almeida traz de forma sutil uma bandeira sem o mapa brasileiro.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Lembranças do vôo do Jahú - Parte II

No ano passado postei neste link algumas peças comemorativas ao célebre vôo do JAHÚ em 1927. Trago hoje um pequeno e raríssimo distintivo que foi feito e distribuído na época - quando as pessoas ainda valorizavam os seus Heróis a ponto de usar orgulhosamente um distintivo destes em sua lapela.

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Capacete do Trem Blindado TB6 - O Fantasma da Morte

Quando tive contato com este capacete, não fazia idéia do volume de informações que poderia obter sobre ele. Trata-se de uma peça que não foi muito bem conservada e portanto a identificação das marcações no casco e na carneira foram bem difíceis: Depois de uma limpeza superficial para remover o acúmulo de sujeira, apareceu na parte frontal a indicação 3o G.A.C. e no verso G.T. Blindado - não muito visíveis, mas estão lá.

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Ao pesquisar qual unidade seria o 3o G.A.C inicialmente encontrei informações sobre o 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado com base em Santa Maria no Rio Grande do Sul - unidade que combateu os paulistas durante a revolução, não poderia ser esta (mesmo porque em 1932 esta unidade operava sob a denominação de 5º Regimento de Artilharia Montada).

Porém com um pouco mais de pesquisa cheguei ao 3o Grupo de Artilharia Costeira sediado no Forte de Itaipú em Santos, unidade que aderiu ao movimento revolucionário. Mas qual seria a relação entre a guarnição do Forte de Itaipú com o Trem Blindado? Encontrei a resposta neste trecho de uma entrevista com o Capitão Gino Struffaldi, que serviu na guarnição do forte: "Nossa unidade mandou quatro canhões para a frente de batalha e armou com outro canhão um trem blindado construído pelos paulistas. Cada canhão saía com cinco ou seis homens, armados de fuzis, o que deixou a guarnição desfalcada."
"Este Forte muitos serviços prestou ao governo revolucionário de São Paulo, por ocasião da Revolução Paulista de 32, guardando a barra santista vigilantemente, a ponto de atingir um dos vasos de guerra federais que se aproximava demasiadamente da Ponta Grossa."
Desta forma é possível explicar as duas inscrições no casco do capacete, de um soldado que inicou sua participação em 1932 no 3o G.A.C. fazendo parte da guarnição do Forte de Itaipú e depois acompanhou o canhão Krupp de 75mm até o Trem Blindado (TB6) aonde serviu em diversas localidades nas quais o TB6, também conhecido como Fantasma da Morte, atuou durante as batalhas: Lorena, Canas, Piquete, Vila Queimada...o que pode ser comprovado pelas marcações visíveis no que restou da carneira de couro.

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Abaixo o TB6 estacionado em Vila Queimada.

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Todas estas passagens transformam o capacete em uma peça bastante histórica e que fez parte de algumas das mais célebres passagens da guerra como a do dia 17 de Setembro entre Canas e Lorena: Pesadas cargas de artilharia antecedem a luta em Canas. O Destacamento Teófilo dispara os últimos cartuchos e se desloca para Lorena, esta é evacuada durante a tarde e a retirada das tropas paulistas é coberta pelo Trem Blindado e por elementos do Batalhão Saldanha da Gama.
"Dois carros: Um de cada lado da máquina, tudo de aço e com pinturas futuristas...Á frente, um canhão 75, pelos flancos, metralhadoras pesadas. Ao alto dois potentes holofotes...iluminando as trincheiras adversárias" (Samuel Bacarat)
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Para saber mais sobre o Forte de Itaipú, acesse este link.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Palácio dos Campos Elíseos

Estivemos recentemente na antiga sede do Governo de São Paulo, o Palácio dos Campos Elíseos - palco de acontecimentos que marcaram a história paulista e brasileira. Infelizmente não pudemos entrar pois o local encontra-se em processo de restauração, ainda assim pude tirar algumas fotos interessantes e que mostram a beleza exterior do palácio construído entre 1890 e 1899 pelo mestre alemão João Grundt.

Governaram e moraram no Palácio entre 1912 e 1967, Francisco de Paula Rodrigues Alves, Altino Arantes, Washington Luiz, Júlio Prestes de Albuquerque, Pedro de Toledo, Armando de Sales Oliveira, entre outros. A construção foi encomendada por Antonio Elias Pacheco e Chaves, sendo que boa parte do material empregado na obra foi importada da Europa e Estados Unidos. A madeira de lei era trabalhada por carpinteiros estabelecidos em Santo Amaro e o penoso transporte desse material era feito por carros de bois em uma viagem de aproximadamente oito dias. O Palacete Elias Chaves foi adquirido pelo governo em 1911 e apenas em 1o de maio de 1912 o Conselheiro Rodrigues Alves mudou-se com sua família para a nova sede. A partir de então o Palácio dos Campos Elíseos (denominado assim para que o monograma com as letras E C fosse aproveitado, tornando-se C E) foi sede do Governo até o ano de 1967, quando na gestão do Governador Abreu Sodré foi transferido para o Palácio dos Bandeirantes.

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O Palácio dos Campos Elíseos viveu momentos dramáticos da nossa história, como a greve de 1918 quando a Cavalaria da Força Pública debandou uma violenta manifestação nos portões do Palácio; em 1924 foi palco de intensos tiroteios e depois foi tomado pelos revoltosos. Em 1930 foi tomado novamente pelas forças de Getúlio Vargas (que chegou a hospedar-se por dois dias no Palácio). Em 1932 foi sede do breve governo de Pedro de Toledo e depois foi habitado pelo General Waldomiro Castilho de Lima durante o início do período de intervenção federal.

Inúmeros convidados ilustres hospedaram-se no Palácio: Rei Alberto da Bélgica; Cardeal Eugênio Paccelli (mais tarde Papa Pio XII); Príncipe de Gales e seu irmão; o Presidente Somoza da Nicarágua; General Dwight Eisenhower; o Presidente de Portugal General Craveiro Lopes; o astronauta Yuri Gagarin, para mencionar apenas alguns.

Abaixo a guarda do palácio a postos contra os revoltosos em julho de 1924.

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Abaixo uma foto do retorno da legalidade em 1924, com o Presidente Carlos de Campos entre o General Sócrates e o Dr. Pereira Bueno - Secretário da Justiça do Estado. A foto foi tirada na escadaria principal do prédio, alterada no ano de 1935.

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Em 17 de outubro de 1967 um incêndio devastou o Palácio, que naquele momento era residência oficial do Governador Abreu Sodré. Graças a Primeira Dama, Dona Maria Sodré, boa parte das obras de arte que decoravam o Palácio foram salvas. O prédio no entanto foi reduzido a escombros e a estrutura interior foi quase completamente refeita usando as plantas originais. Desde 2008 ouvimos falar que o Palácio voltará a ser sede do Governo, ou que ele fará parte de um projeto de revitalização da região. Seja como for seria muito interessante para a população paulista que o Palácio fosse no mínimo um local de exposições sobre sua ilustre história e aberto a visitação pública.

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