quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Matrizes de impressão do livro Cruzes Paulistas

Trago hoje uma pequena curiosidade. Duas matrizes em metal usadas na impressão do livro Cruzes Paulistas de 1936, que já foi apresentado neste link. São peças significativas que remetem não só a Revolução de 32 mas também a evolução do processo de impressão gráfica usada pela imprensa no Brasil.

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sábado, 27 de agosto de 2011

Mario, Pedro, José e Felix Della Rosa. Quatro irmãos na revolução.

Irmão do meu avô Mario, Pedro Della Rosa foi voluntário no Corpo de Saúde do 9o B.C.P. durante a Revolução de 32. A carta abaixo chegou em minhas mãos através da Lígia Venegas, neta de Marieta, irmã do meu avô. Foi uma alegria muito grande poder ter em mãos uma carta endereçada para a minha bisavó. Muito obrigado Lígia!

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Minha bisavó Amália teve quatro filhos nas frentes de batalha em 1932: Mario, Pedro, José e Felix.

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Da esquerda para direita: Felix Della Rosa, José Della Rosa (duas fotos), Mario Della Rosa, Pedro Della Rosa (de barba) e Mario novamente.

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José Della Rosa.

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Abaixo uma insígnia similar a que aparece na foto acima.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mapa das frentes de batalha por Jose Wasth Rodrigues

Uma das imagens mais simbólicas da Revolução de 1932 é o mapa das frentes de batalha de autoria do mestre Jose Wasth Rodrigues. Trago hoje algumas imagens e um link para download do mapa em resolução grande no final do post. Reparem na riqueza de detalhes deste pitoresco mapa, que conta a história da revolução.

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Brasões e bandeiras eram a especialidade de Wasth Rodrigues.

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A figura do Bandeirante ao lado do Soldado Paulista. Esta imagem certamente inspirou a criação de alguns brasões paulistas.

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As diferentes frentes de combate.

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O bloqueio do Porto de Santos.

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Neste link é possível baixar uma imagem do mapa em resolução grande.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Láurea de Mérito Pessoal - Polícia Militar do Estado de São Paulo

Poucas pessoas conhecem o significado desta pequena medalha, de uso diário no uniforme, e que é uma tradicional condecoração militar paulista: A Láurea de Mérito Pessoal, ou simplesmente PMzito. Esta medalha da Polícia Militar do Estado de São Paulo é dividida em cinco graus distintos: Do 5º ao 3º grau a condecoração é outorgada pelo Comandante do Batalhão que o policial militar está servindo. No 2º grau ela é outorgada pelo Comandante de Área, e no seu grau mais alto ela é outorgada apenas pelo Comandante Geral da PMESP. Instituída em 1974, inicialmente como “Medalha PMzito do Mérito Pessoal”, a medalha trazia o soldado mascote da Polícia Militar no centro do distintivo. A partir do final dos anos 1980 a condecoração foi alterada para “Láurea do Mérito Pessoal” e a imagem do mascote substituída pelo escudo do brasão da Polícia Militar.

Poucos são agraciados com esta distinção que é outorgada àqueles que enfrentaram o crime ou uma situação de grande adversidade com inteligência e destemor - e por isso mereceram o reconhecimento da coorporação e da população paulista. Ainda mais difícil de ser vista nos seus graus mais altos de fundo vermelho, a medalha se torna um grande diferencial na carreira do militar quando outorgada no seu grau máximo, com o fundo branco. Pouquíssimos policiais militares a possuem atualmente.

A história desta e de outras dezenas de medalhas paulistas estão reunidas e contadas em um livro no qual o Major PM Galdino Neto e o autor deste blog estão preparando há alguns anos - e esperamos que seja publicado em um futuro próximo. O livro trará a história ilustrada das medalhas militares paulistas da época do Império até os dias atuais, passando por todos os marcos da história de São Paulo e do Brasil.

Abaixo os cinco graus da Láurea de Mérito Pessoal: Do 5º grau em bronze a esquerda ao 1º grau em ouro e esmalte a direita.

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Alguns PMzitos antigos de 2º, 3º e 4º graus.

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O PMzito abaixo, do 1º grau, pertence ao Ten Cel PM Telhada - Comandante do 1º Batalhão de Polícia de Choque ROTA e foi outorgado no ano de 1988.

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Distintivos políticos paulistas

Apresento hoje dois raros distintivos políticos dos anos 1930: Um deles do Partido Democrático de São Paulo e o outro do Tenente João Cabanas. Fragmentos que representam a cena política de São Paulo da época e que estão intimamente relacionados com a Revolução de 1932.

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O Partido Democrático foi fundado em fevereiro de 1926, reunindo elementos descontentes com o longo domínio do Partido Republicano Paulista (PRP) nos governos do estado de São Paulo e da República. Seu primeiro presidente foi o conselheiro Antônio Prado, antigo político do Império, agricultor, banqueiro e industrial. Entre seus principais líderes estavam Francisco Morato, Paulo Nogueira Filho e Marrey Júnior, e entre seus membros predominavam fazendeiros e profissionais liberais (...) O PD mostrava-se entusiasmado pelos feitos da Coluna Prestes (1925-1927) e não manifestava maiores expectativas com relação às disputas eleitorais. A estréia eleitoral do partido ocorreu apenas nas eleições municipais de 1928, quando se aliou a elementos de esquerda mas foi duramente derrotado pela máquina do PRP.

Nas eleições presidenciais de 1930, o PD apoiou a formação da chapa da Aliança Liberal encabeçada pelo líder gaúcho Getúlio Vargas. Diante da derrota de Vargas, alguns dirigentes do partido mostraram-se conformados com o resultado, mas um outro grupo, liderado por Francisco Morato, apoiou as conspirações político-militares contra o governo federal que resultaram na Revolução de 1930. Quando o presidente Washington Luís foi deposto, a junta militar que assumiu o poder ofereceu o governo de São Paulo a Francisco Morato. Este no entanto recusou a indicação, argumentando que só poderia aceitá-la com o consentimento de Vargas, líder supremo do movimento revolucionário. Ao assumir o governo dias depois, Vargas, pressionado pela jovem oficialidade militar que o apoiava, preferiu nomear o líder tenentista João Alberto para o cargo de interventor federal em São Paulo. Iniciaram-se então os conflitos entre o PD e o interventor.

Em abril de 1931, após sucessivos desentendimentos, o PD declarou seu rompimento com João Alberto. A substituição deste, em julho, por Laudo de Camargo satisfez parcialmente os democráticos. A tensão, porém, continuou e em novembro Laudo de Camargo renunciou, sendo substituído pelo general Manuel Rabelo, ligado aos "tenentes". Em fevereiro de 1932, o PD finalmente divulgou um manifesto rompendo com Vargas. Seus dirigentes iniciaram então entendimentos com os antigos adversários do PRP, que levaram à formação, no mês seguinte, da Frente Única Paulista (FUP). As principais reivindicações da FUP eram o retorno do país ao regime constitucional e a recuperação da autonomia estadual pelos paulistas.

Vargas recuou e nomeou interventor Pedro de Toledo, nome simpático ao PD. Ao mesmo tempo, promulgou o novo Código Eleitoral, primeiro passo para a reconstitucionalização do país. Tais medidas, porém, não foram suficientes para conter a exaltação dos membros da FUP, que a partir de maio passaram a dominar inteiramente o secretariado estadual. Controlando a situação no estado, a FUP deflagrou, em julho de 1932, a Revolução Constitucionalista, que visava à derrubada de Vargas. Contudo, sem a esperada adesão de mineiros e gaúchos, o movimento fracassou. Em outubro, após a rendição, os principais líderes do PD foram para o exílio.

Em 1933, quando finalmente se realizaram as eleições para a Assembléia Nacional Constituinte, formou-se a Chapa Única por São Paulo, composta por membros da FUP que haviam permanecido no país. A Chapa Única venceu as eleições no estado, mas a ampla maioria dos eleitos pertencia ao PRP. Naquele momento, a nomeação para a interventoria de Armando de Sales Oliveira, nome vinculado ao PD mas com bom trânsito entre as forças políticas do estado, contribuiu para distensão política entre os paulistas e o governo federal. Em 1934, por iniciativa de Armando Sales, foi criado o Partido Constitucionalista. O PD decidiu incorporar-se à nova agremiação e foi extinto em fevereiro daquele ano, após exatos oito anos desde sua fundação. (Fonte: CPDOC/FGV)

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Tenente João Cabanas (1895-1974) foi um dos principais membros do tenentismo. Como 1º Tenente do Regimento de Cavalaria da Força Pública, participou ativamente na Revolução de 1924, em São Paulo, comandando a ocupação militar da Estação da Luz, atuando no cerco de Catanduvas e cobrindo a retaguarda da Coluna Miguel Costa até Guaíra. Suas ações à frente da coluna estimularam a imaginação popular e o surgimento de lendas sobre sua pessoa e sobre seus feitos militares. Sua coluna recebeu o nome de "Coluna da Morte". Eram-lhe atribuídos poderes sobre-humanos em combates e fugas espetaculares. Por conta disso, o governo colocou sua cabeça a prêmio por quinhentos contos de réis.

Exilou-se no Uruguai, não seguindo a Coluna. Durante a Revolução de 1930 volta ao Brasil e se junta as forças que colocaram Getúlio Vargas no poder. Foi o principal tenente a participar da cerimônia da amarração dos cavalos gaúchos no obelisco da atual Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, símbolo do triunfo da revolução de 1930.

Decepcionou-se com os rumos do governo de Getúlio Vargas e ingressou no Partido Socialista Brasileiro de São Paulo. Escreveu cartas a Getúlio Vargas, criticando a política cafeeira do Governo Provisório. Criticou, em fevereiro de 1932, no seu livro "Fariseus da Revolução", especialmente o descalabro que foram as administrações dos tenentes nos estados, usando como exemplo João Alberto Lins de Barros que governara São Paulo entre 1930 e 1931, chamando a atenção para a situação paulista pouco antes de eclodir a Revolução de 1932:

"João Alberto serve como exemplo: Se, como militar, merece respeito, como homem público não faz juz ao menor elogio. Colocado, por inexplicáveis manobras e por circunstâncias ainda não esclarecidas, na chefia do mais importante estado do Brasil, revelou-se de uma extraordinária, de uma admirável incompetência, criando, em um só ano de governo, um dos mais trágicos confusionismos de que há memória na vida política do Brasil, dando também origem a um grave impasse econômico (déficit de 100.000 contos), e a mais profunda impopularidade contra a Revolução de Outubro... e ter provocado no povo paulista, um estado de alma equívoco e perigoso. Nossa história não registra outro período de fracasso tão completo como o do Tenentismo inexperiente!" (Fonte: Wikipedia)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sra. Maria de Castro Seiffert

Recentemente tive o prazer de receber em minha casa a visita da Sra. Maria de Castro Seiffert, Paulista, neta de um Voluntário da Pátria e que com apenas 14 anos passou pela amarga experiência de vivenciar o drama de uma guerra durante a Revolução Constitucionalista.

Nascida em 1918 na cidade da Areias, a Sra. Maria de Castro e seus familiares tiveram que abandonar a casa onde moravam, que acabou invadida e saqueada por tropas federais em 1932. A cidade de Areias está localizada às margens do antigo traçado da estrada São Paulo-Rio, no Vale do Paraíba e durante a revolução foi local de importantes batalhas dada a sua localização estratégica na Frente Norte de Operações. A cidade foi pouso de tropas paulistas e depois do retraimento foi ocupada por forças goverrnistas - sendo bombardeada pesadamente pelos dois lados do conflito assim como as cidades vizinhas: Bananal, Silveiras, Queluz, Lavrinhas, Cruzeiro, Piquete, Cachoeira Paulista, Canas, Lorena, Cunha e Guaratinguetá.

A família da Sra. Maria de Castro tem um longo histórico de serviços prestados à Pátria: Seu avô, o Sr. Miguel Alves Marques foi Voluntário da Pátria durante a Guerra do Paraguai, condecorado como Cavaleiro da Ordem da Rosa por atos de bravura durante a campanha; Seu tio Ten. Cel. Osorio Alves Marques foi Oficial da Força Pública do Estado de São Paulo, e seu primo serviu no Regimento de Cavalaria.

Abaixo a Sra. Maria de Castro mostra com muito orgulho as condecorações de seu avô: Medalha da "Campanha do Paraguay" com o passador em prata indicando 4 anos em campanha e a Ordem da Rosa. O diploma assinado pelo Imperador D. Pedro II, menciona atos de bravura nos combates do dia 16/17 de Abril e 24 de Maio de 1866, ou seja, na Batalha do Paso de la Patria e na épica Batalha de Tuiutí respectivamente - esta última considerada a maior e mais sangrenta travada na história da América do Sul. A belíssima foto foi tirada por sua neta, Adriana.

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No início da Revolução de 32, a Sra. Maria de Castro ganhou das mãos de um soldado constitucionalista estacionado na cidade uma pequena Bandeira Paulista que ele trazia consigo em seu uniforme. Esta bandeira foi conservada com muito carinho ao longo de 79 anos e foi a mim presenteada - a partir de agora ela terá sempre local destaque no acervo!

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Agradeço de coração pela visita a Sra. Maria de Castro, a sua filha Herta e sua neta Adriana. Foi uma grande honra receber uma família Paulista com "P" maiúsculo e ouvir tantas histórias interessantes sobre a revolução. Muito obrigado!

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Espada francesa da Força Pública de São Paulo

Trago hoje uma belíssima espada francesa usada pela Força Pública do Estado de São Paulo até o final dos anos 1930. Posteriormente este modelo de espada foi sendo substituído aos poucos pela espada de uso das Forças Armadas, trazendo o Brasão da República. A 1ª Missão Francesa atuou em São Paulo de 1906 a 1914 com a eclosão da I Guerra Mundial, a 2a Missão Francesa ocorreu de 1919 a 1924.

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Abaixo vemos o Comandante da Força Pública de São Paulo entre Maio de 1928 a Abril de 1931, Coronel Joviniano Brandão empunhando uma espada do mesmo modelo.

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sábado, 6 de agosto de 2011

Medalha Valor Militar da Força Pública do Estado de São Paulo

Substituíndo a medalha "Mérito Militar" criada em abril de 1920, a medalha "Valor Militar" foi instituída em 1953 para ser conferida a oficiais e praças da Força Pública como "reconhecimento do Estado pelos bons serviços por eles prestados, com lealdade, constância e valor". Atualmente a mesma medalha é concedida aos soldados da Polícia Militar, porém com a subsitituição do nome da instituição. Abaixo vemos uma versão de 10 anos de serviço, em bronze. A de 20 anos é em prata e a de 30 anos de serviço em ouro.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Monumento ao Duque de Caxias

Trago hoje algumas imagens de um monumento pouco conhecido dos paulistas, talvez por sua localização em uma área que até pouco tempo estava bastante degradada, mas que atualmente é local de diversas ações de cidadania e muito bem policiada.

Em 1939 por iniciativa do General Maurício José Cardoso iniciou-se a arrecadação de fundos entre a comunidade paulista para se erguer um monumento em homenagem ao maior militar brasileiro. Um concurso então foi promovido em 1941 para a escolha do projeto da obra, e o vencedor foi o célebre escultor italiano Victor Brecheret (1894-1955), que também assinou o Monumento às Bandeiras.

Os painéis em granito na base do monumento trazem os episódios da Pacificação (Caxias falando ao povo de Bagé), Reconhecimento de Humaitá (junto com seus três generais), Batalha de Itororó (com a espada desembainhada pronuncia a célebre frase: “Sigam-me os que forem brasileiros”) e Enterro de Caxias (sem pompas e honras, seguindo seu pedido). O monumento seria instalado no Largo do Paissandú , local de preferência de Brecheret, porém a obra foi transferida para a Praça Princesa Isabel e inaugurada em 25 de agosto de 1960, data do aniversário do homenageado e que passou a ser o Dia do Soldado.

No dia 15 de agosto de 1991, o monumento foi danificado pela explosão de uma bomba. Parte do painel da Batalha de Itororó foi atingido. A ação teria sido executada por um soldado, em protesto contra os baixos soldos dos militares. O Exército manifestou sua indignação e considerou a explosão como um ato de vandalismo, que resultou em prejuízo ao patrimônio público. Posteriormente o monumento foi recuperado.

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