segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Variação da Medalha de São Paulo

Já publicamos diversos modelos da famosa Medalha de São Paulo. Hoje trago uma interessante variação feita por encomenda desta peça - que foi cromada, resultando em uma aparência bastante diferente. O interessante é que esta medalha em particular veio em um lote de um ex-combatente falecido na década de 1950, ou seja, a modificação na medalha não foi feita atualmente.

Estas modificações são bastante comuns nas Medalhas de São Paulo já que elas não eram propriamente condecorações oficiais - e acabavam deixando as peças "ao gosto do freguês". Futuramente mostrarei mais algumas aqui no blog!

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Abaixo é possível notar a diferença entre a medalha em prata e a versão cromada.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Projeto de monumento aos combatentes de 1924

Recentemente me deparei com um curioso cartão postal com a ilustração do que parece ser um monumento aos combatentes legalistas de 1924. Não há nenhuma data no cartão, mas a presença do Brasão da Cidade de São Paulo ao invés do Brasão do Estado, indica a data entre 1917 e 1932. Foi distribuído pela Casa das Meias, na tradicional "Praça Patriarcha". Uma pena que não saiu do papel.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

As duas medalhas em homenagem ao Brigadeiro Tobias de Aguiar

Hoje eu trago aos leitores do blog, as duas medalhas instituídas em homenagem ao Brigadeiro Tobias de Aguiar (1795-1857), patrono da Polícia Militar do Estado de São Paulo e do 1o Batalhão de Polícia de Choque.

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A primeira delas é a Medalha Tobias de Aguiar (abaixo a direita), instituída pelo Decreto nº 29.712, de 20 de setembro de 1957 destinada a premiar personalidades civis e militares e instituições que hajam colaborado com distinção nas solenidades comemorativas do centenário da morte do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar.

A outra é a Medalha Brigadeiro Tobias, a mais importante condecoração da Polícia Militar do Estado de São Paulo, instituída pelo Decreto nº 45.648, de 7 de dezembro de 1965 com a finalidade de condecorar os componentes da Corporação, das Forças Armadas e também personalidades civis pela prática de atos relevantes em benefício da Força Pública (atual Polícia Militar).

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No verso das medalhas o Brasão da Polícia Militar e o Brasão do Estado de São Paulo.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Jornal Nove de Julho, publicado...no Rio de Janeiro

Já mostrei neste link, folhetos cariocas de apoio aos paulistas e a São Paulo. Hoje trago um raro e interessante exemplar do "Nove de Julho" publicado e circulado no Rio de Janeiro em agosto de 1932. Além de textos contundentes e muito bem redigidos, a edição prima pelo senso estético - certamente obra que quem já conhece muito bem a arte da imprensa.
Infelizmente não faço idéia se houve outro exemplar circulado, já que a polícia de Vargas se fazia fortemente presente na capital federal. Fica no entanto, o testemunho em papel que São Paulo não estava sozinho na sua luta pelo Brasil.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Medalha de Bravura da Guerra do Paraguai - Batalha de Itororó

Trago hoje uma peça 64 anos mais antiga que a Revolução de 32 e com um significado histórico muito grande: Trata-se de uma Medalha de Bravura da Guerra do Paraguai com o passador datado de 6 de dezembro de 1868, data da Batalha de Itororó, a primeira batalha da série conhecida como Dezembrada.

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Segundo José Bernardino Bormann, no dia 5 de dezembro, o Marechal Duque de Caxias chega para inspecionar o acampamento, a tropa e sua disposição para a empreitada. Interrogado por Caxias a respeito da ocupação da ponte sobre o arroio Itororó e suas imediações, o General Argolo Ferrão respondeu que não era possível por não dispor de cavalaria suficiente e nem mesmo de mulas para auxiliar na tração da artilharia. Ainda que com notícias desagradáveis sobre a ocupação do arroio, Caxias resolveu seguir adiante e ocupar a posição pretendida enviando os Esquadrões de João Niederauer Sobrinho e dois Batalhões de Infantaria, com a promessa de aumentar a força e o poder de fogo com mais infantaria e artilharia assim que chegassem animais para transportar maior carga.

Para se chegar à ponte de Itororó por meio da cidade de Santo Antônio, as tropas brasileiras percorreriam mais de três quilômetros, por um caminho difícil para a cavalaria e artilharia. Para a segurança do grupo, a Brigada do Coronel Fernando Machado composta por quatro Batalhões seguia na retaguarda, fazendo a segurança do 2º Corpo de Exército. Esta última assegurava a proteção do primeiro grupo, o Esquadrão de Cavalaria da Brigada do Coronel Niederauer Sobrinho.

Quando a força-tarefa aliada chegou à ponte de Itororó, o exército comandado pelo Coronel Serrano já se encontrava no local, aguardando para o confronto com os brasileiros. Por ordem do Marechal Argolo Ferrão Filho, o exército brasileiro iniciou o ataque, enquanto o 1º Batalhão de Infantaria seguia na retaguarda da Brigada do Coronel Fernando Machado para garantir sua segurança. O Coronel ordenou, ainda, que cavalarias, brigadas e bocas-de-fogo seguissem para a ponte para o enfrentamento. Do lado paraguaio, o Coronel Serrano reforçou a defesa do terreno ocupado, sabendo que a luta na ponte seria difícil, engrossando o número de soldados na ponte apenas com as tropas que estavam mais próximas. A luta dependeria mais da destreza de seus homens do que a quantidade de combatentes sobre o rio. Além disso, uma boca-de-fogo fora colocada estrategicamente próxima à ponte para eliminar qualquer soldado que a ultrapassasse da outra margem.

O primeiro embate deu-se com o Tenente-Coronel João Antônio de Oliveira Valporto,o qual avançou com cinco Companhias do 1º Batalhão de linha em direção à boca-de-fogo postada pelos paraguaios. Sua investida foi positiva, pois conseguiu tomá-la; todavia, viu-se diante de uma grande linha de infantaria inimiga e, ainda, mais quatro bocas-de-fumo, as quais atacaram com poder devastador. Assim sendo, as Companhias do Tenente-Coronel recuaram de forma confusa para o outro lado.

Após inúmeras investidas o exército brasileiro estava enfraquecido, perdendo muitos homens e deixando outros tantos fora de combate por conta de ferimentos graves ou contusões. O atraso no aparecimento do general Osório para combate, conforme determinado previamente por Caxias, fez com que este último, aos 65 anos de idade, marchasse em direção ao inimigo, dando vivas ao Imperador. Os soldados enfraquecidos, porém tocados pela bravura de seu marechal, seguiram-no para o embate final com ânimo redobrado e tomaram a posição de maneira definitiva.

Ao final da sangrenta batalha contavam-se 285 brasileiros mortos, 1.356 feridos e 95 praças desaparecidos. O lado paraguaio teve 1.600 baixas, entre mortos e feridos. (Fonte: Wikipedia)
Uma curiosidade a respeito da famosa cantiga "Fui no Itororó":
O escritor Veríssimo de Melo relaciona Itororó com o ribeirão homônimo, palco de grande batalha em 6/12/1868 entre as tropas do Brasil e do Paraguai. Para isso, ele se baseia numa versão recolhida em Santa Catarina, em que aparecem os nomes do famoso general Pedro Juan Caballero e do major Moreno, que controlava a artilharia, impedindo a passagem da ponte de Itororó, provocando muitas mortes e assim ensangüentando as águas do ribeirão - daí a alusão de não se achar água para beber. O último verso seria uma reminiscência da frase latina "Veni, vidi, vinci" dita por Júlio César ao Senado de Roma:

Eu fui lá no Tororó
Beber água e não achei,
Ver Moreno e Caballero
Já fui, já vi, já cheguei
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Instituída pelo Decreto nº 4131 de 28 de março de 1868, como uma medalha de mérito para aqueles que se distinguiram por bravura em qualquer ação de guerra - uma demonstração dada pelo Imperador, do quanto apreciava o valor das praças das forças em operações contra o Governo do Paraguai.

Para aqueles que tivessem mais de um feito de bravura, seria entregue um passador com a inscrição de data ou local de cada feito meritório. Os nomes dos agraciados eram publicados na Ordem do Dia do Exército, com declaração das vezes em que o combatente foi condecorado com a medalha.

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sábado, 15 de outubro de 2011

Proclamação de Vargas aos soldados federais

Chegou em minhas mãos recentemente um cartaz original que circulou nos quartéis cariocas no mês de julho de 1932. O texto, como os leitores verão a seguir, é bastante interessante.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dia de Nossa Senhora Aparecida

Em comemoração ao dia de hoje, trago um distintivo paulista fabricado durante a Revolução de 32 com a imagem de Nossa Senhora.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Lote de documentos de combatente do 5o B.C.R.

Trago hoje um interessante lote de documentos do combatente Joaquim Hummel Andrade, membro do MMDC e incorporado no 5o B.C.R. de Quitaúna. Além de duas fotos sensacionais, o lote apresenta a carteira de identidade do MMDC, a caderneta de serviço militar e o Certificado de Desincorporação do batalhão datado de outubro de 1932. O 5o Batalhão de Caçadores da Reserva atuou na Frente Norte, principalmente na região de Silveiras e Pinheiro.

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Apresentação do reservista durante a Revolução de 1930.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Medalha da Campanha do Atlântico Sul 1942-1945

Sabendo que os leitores do blog além de entusiastas da Revolução de 32 também são interessados na História do Brasil, abro este espaço de vez em quando para mostrar um pouco dos inúmeros momentos em que o povo brasileiro fez valer a frase "Verás que um filho teu não foge à luta". A Campanha do Atlântico conduzida pela FAB durante a 2a Guerra Mundial foi um destes momentos.

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Desde o final de 1942, os submarinos do Eixo estavam sendo varridos do Atlântico Norte. Por isso, foram mandados para o Atlântico Sul, onde acreditavam obter melhores resultados com riscos menores. No entanto, não foi bem assim que as coisas se desenrolaram, porque aqui encontraram os bem treinados esquadrões americanos e as unidades brasileiras se superando em contínuo aprimoramento.

No dia 6 de janeiro de 1943, ocorreu a primeira vitória em águas brasileiras: o U-164, comandado por Fechner, foi destruído ao largo de Fortaleza pelo esquadrão VP-83 e apenas um tripulante sobreviveu. Uma semana depois, o mesmo esquadrão destruiu o submarino U-507, comandado por Schacht, ao largo de Parnaíba. Desta feita, não houve sobreviventes. O fato foi muito comemorado porque o U-507 havia sido o protagonista daquele ataque já mencionado, em agosto de 1942, quando foram afundados seis navios brasileiros, episódio que acabou conduzindo o Brasil à guerra.

À medida que a presença de barcos inimigos em nossas costas ia aumentando, a atividade aérea aumentava proporcionalmente. A área de Salvador tinha enorme influência no panorama da guerra, não só pela sua posição estratégica, mas também pela grande movimentação de seu porto. Ali eram organizados e tinham origem os comboios Bahia –– Trinidad e ali terminavam os Trinidad –– Bahia. O mesmo acontecia com os comboios entre Rio de Janeiro e Bahia. Além disso, passavam pela área os grandes comboios que demandavam os EUA e os que de lá vinham. Todos esses comboios contribuíram para multiplicar o movimento na Baía de Todos os Santos, pois alguns navios desincorporavam-se dos comboios para atracar no porto de Salvador, enquanto outras embarcações oriundas do porto ficavam apenas aguardando a passagem dos comboios para a eles se incorporarem.

Aos poucos, mas com muita segurança, as unidades brasileiras se ajustaram e a partir do mês de abril já se havia organizado uma seção de operações onde começavam e terminavam todas as patrulhas: ordem de missão, briefing, pastas de normas e códigos e relatório de missão. O treinamento foi implantado e campos de tiro e bombardeio foram construídos. Em 5 de abril de 1943, um Hudson de Salvador atacou um submarino ao largo de Sergipe com 95% de certeza da destruição; o ataque, no entanto, não pode ser considerado acerto total pelo fato de não ter sido fotografado, nem haver sobreviventes e ou confirmação de perda pelo inimigo. Vale notar, porém, que destroços foram recolhidos sobrenadando na imensa mancha de óleo e que corpos dilacerados foram encontrados na praia, três dias depois.

Os submarinos alemães continuaram chegando do Atlântico Norte e, no decorrer do primeiro semestre de 1943, afundaram 19 navios aliados em águas brasileiras. Nesse mesmo período, foram destruídos três dos submersíveis inimigos. (Fonte: A Segunda Guerra Mundial e a Aviação de Patrulha no Brasil. Major-Brigadeiro-do-Ar Reformado Ivo Gastaldoni)

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Criada anos após a guerra , pela Lei No 497 de 28 de novembro de 1948, a Medalha da Campanha do Alântico Sul destinava-se aos militares da ativa, da reserva e reformados e aos civis que se tenham distinguido na prestação de serviços relacionados com a ação da Força Aérea Brasileira no Atlântico Sul, no preparo e desempenho de missões especiais, confiadas pelo Governo e executadas exclusivamente no período de 1942 e 1945. Para ser agraciado com essa medalha, além da ausência de nota desabonadora, eram condições essenciais:

a) ter se distinguido na prestação de serviços, relacionados com a ação da Fôrça Aérea Brasileira no Atlântico Sul;
b) ter cooperado na vigilância do litoral, no transporte aéreo de pessoal e material necessários ao sucesso da campanha, nos serviços relativos à segurança de vôo e à eficiência das operações dos aviões comerciais e militares.

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Abaixo vemos o modelo de brevê de Aviador Militar usado durante a 2a Guerra Mundial e o brevê de Aviador Naval.
A Aviação Naval participou ativamente de operações de patrulha e bloqueio em 1924 e em 1932. Durante a 2a Guerra Mundial a Aviação Naval foi extinta e colocada sob o comando da Força Aérea Brasileira, porém seu pessoal e equipamentos foram largamente empregados na patrulha do Atlântico.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Projeções no Obelisco do Ibirapuera

No último fim de semana, os moradores da cidade de São Paulo foram surpreendidos por um espetáculo de imagens projetadas no Obelisco do Ibirapuera. Iniciativa louvável da Sociedade Veteranos de 32, através da Srta. Camila Guidice e realização da empresa Maxi Audio, Luz e Imagem - em comemoração ao aniversário da cessação das hostilidades em 2 de outubro.

Inúmeras fotografias foram projetadas no Obelisco, cenas da revolução e retratos de veteranos. Posso dizer que algumas delas causavam arrepios ao pairarem silenciosas e austeras na noite paulistana. É para aplaudir de pé essa homenagem e a iniciativa dos realizadores.

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Leia mais sobre o Obelisco e Mausoléu do Ibirapuera nos links abaixo:
Parte I, Parte II e Parte III

sábado, 1 de outubro de 2011