As forças em operações no sul do Mato Grosso compunham-se do 17o de Voluntários da Pátria, do 21o de Infantaria de Minas Gerais, além do valoroso Corpo de Caçadores de São Paulo. Por decreto de nº 3926 de 7 de agosto de 1867, o Imperador atendendo á constancia e valor com que não obstante as privações sofridas, se houveram as Forças Expedicionárias em Operações ao Sul de Mato Grosso, houve por bem conceder-lhes o uso da medalha de “Constância e Valor”.
No ano seguinte a Medalha Constância e Valor foi concedida ás forças que marcharam da Capital da Província afim de operar contra Corumbá, que sem defesa foi abandonada pela população em 2 de janeiro de 1865 e ocupada pelas forças paraguaias. Corumbá foi retomada dois anos mais tarde, em 13 de junho de 1867, quando as forças de Cuiabá cobriram-se de glórias e puseram fora de combate quase toda a guarnição , tomando 6 canhões e duas bandeiras do inimigo. A expulsão de Corumbá diminuiu a atividade dos paraguaios, que ficaram no Forte de Coimbra, cruzando os seus navios o Rio Paraguai. Mato Grosso ficara livre da invasão inimiga depois da Passagem de Humaitá, efetuado por Delphim Carlos de Carvalho com encouraçados brasileiros - episódio que abordaremos em uma próxima oportunidade.
Abaixo vemos um exemplar da medalha em liga de estanho (para os praças de pret) fabricada pelo joalheiro Victor Resse. A medalha deveria ser usada do lado esquerdo do peito com fita azul, verde e amarela - fita esta encomendada a Legação de Paris e que é ainda mais rara que a própria medalha.




Interessante a semelhança com o estribilho do Hino Riograndense -- da época da REvolução Farroupílha (1835-45):
ResponderExcluir"Mostremos valor, constância
nesta ímpia e justa guerra
Sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra"
... E eles estavam na "Frente Sul" da Guerra do Paraguai.
Bonito registro!