sábado, 16 de junho de 2012

Lembranças do General Isidoro Dias Lopes

Trago hoje mais algumas lembranças do General Isidoro Dias Lopes, Comandante-em Chefe das Forças Constitucionalistas. Este tipo propaganda era muito comum nos anos 1920 e provavelmente circulou no início da Revolução de 1932. Abaixo uma flâmula de papel estampada com as cores nacionais e a foto do General.

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Um pequeno botão com a foto do General.

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Complemento esta postagem com as informações do João Marcos Carvalho, que sempre enriquecem este blog!
Os biógrafos do Brasil estão em dívida com o general Izidoro Dias Lopes. O velho "cabo de guerra" é uma das personalidades nacionais mais importantes do século XX. Gaúcho de Dom Pedrito (RS) - 30/6/1865 - ingressou no Exército em 1883, na arma de Artilharia. Republicano, conspirou contra o Império. Em 1893, abandonou o EB e se integrou às tropas guerrilheiras federalistas que lutavam contra a tirania de Floriano Peixoto. Preso, foi para o exílio, em Paris. Anistiado, voltou ao Brasil em 1896, sendo reintegrado ao Exército.
Em 1924, já general-de-brigada reformado, foi escolhido para chefiar a Segunda Revolta Tenentista, que teve a cidade de São Paulo como palco principal. Ao lado do major Miguel Costa, da FP, e dos capitães do EB, os irmãos Joaquim e Juarez Távora, comandou a revolta contra o governo de Artur Bernardes. Com o impiedoso bombardeio da cidade de São Paulo efetuado pelo governo federal, que pretendia desalojar os insurretos, e que provocou a morte de mais de 700 civis, o general retira sua tropa da Capital. Queria evitar um massacre ainda maior. Instalado em Foz do Iguaçu (PR), os revolucionários recebem, em abril de 1925, a adesão da coluna rebelde gaúcha, comandada pelo capitão Luis Carlos Prestes. Izidoro é promovido pelos seus pares a "Marechal da Revolução" e vai para a Argentina e Paraguai como a missão de comprar armas e divulgar a Revolução no exterior. A chefia da Divisão Revolucionária é entregue Miguel Costa, promovido a "general", tendo o "coronel" Prestes como chefe do Estado Maior. Em fevereiro de 1927, a 1ª Divisão Revolucionária (conhecida como Coluna Prestes), se interna na Bolívia após 2 anos de marchas e combates pelos sertões de treze estados brasileiros, encerrando suas atividades como tropa combatente. Contudo, seus oficiais continuam conspirando do exílio.
Em 3 de outubro de 1930, estoura Revolução Liberal, e os "tenentes" marcham ao lado de Getúlio Vargas, governador do Rio Grande do Sul e chefe do Movimento, depondo Washington Luiz da presidência República. Izidoro, promovido a general-de-divisão, está entre os revolucionários e assume do comando da Segunda Região Militar, com sede em São Paulo. Mas logo se desencanta com os rumos da Revolução de 30. Em 28/5/31 pede demissão do Comando da Região e do Exército, abrindo mão de todas as vantagem e gratificações que Getúlio lhe oferecera para permanecer o cargo, inclusive a patente de marechal. Ao deixar o Comando, disse que preferia viver da caridade pública do que trair sua consciência de revolucionário e democrata.  Ainda em 1931, ao lado de oficiais do EB e da FP, passa conspirar contra Vargas.

Em 9 de julho de 32, foi nomeado por lideranças civis e militares, chefe militar supremo do Movimento Constitucionalista, que acabara de irromper. Com a derrota dos paulistas, em 2 de outubro, foi para seu terceiro exílio, desta vez em Portugal, retornando, anistiado, em 1934. Em 1935, foi sondado pelos comunistas para participar do Movimento que acabou desaguando na chamada Intentona de 27 de novembro. Mas rejeitou o convite, alegando que tinha horror às ditaduras. Em 1937, foi um crítico feroz do Estado Novo, implantado em 10 de novembro daquele ano por Getúlio Vargas, que acabou se tornando o ditador absoluto do Brasil até o final de 1945. Izidoro Dias Lopes faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 27 de maio de 1949, aos 84 anos. Em 1957, quando São Paulo comemorou os 25 da Revolução de 1932, seus restos mortais foram transladados para a capital paulista onde repousam hoje do Mausoléu do Ibirapuera.

2 comentários:

  1. João Marcos Carvalho17 de junho de 2012 12:06

    Os biógrafos do Brasil estão em dívida com o general Izidoro Dias Lopes. O velho "cabo de guerra" é uma das personalidades nacionais mais importantes do século XX.
    Gaúcho de Dom Pedrito (RS) - 30/6/1865 - ingressou no Exército em 1883, na arma de Artilharia. Republicano, conspirou contra o Império. Em 1893, abandonou o EB e se integrou às tropas guerrilheiras federalistas que lutavam contra a tirania de Floriano Peixoto. Preso, foi para o exílio, em Paris. Anistiado, voltou ao Brasil em 1896, sendo reintegrado ao Exército.
    Em 1924, já general-de-brigada reformado, foi escolhido para chefiar a Segunda Revolta Tenentista, que teve a cidade de São Paulo como palco principal.
    Ao lado do major Miguel Costa, da FP, e dos capitães do EB, os irmãos Joaquim e Juarez Távora, comandou a revolta contra o governo de Artur Bernardes.
    Com o impiedoso bombardeio da cidade de São Paulo efetuado pelo governo federal, que pretendia desalojar os insurretos, e que provocou a morte de mais de 700 civis, o general retira sua tropa da Capital. Queria evitar um massacre ainda maior.
    Instalado em Foz do Iguaçu (PR), os revolucionários recebem, em abril de 1925, a adesão da coluna rebelde gaúcha, comandada pelo capitão Luis Carlos Prestes.
    Izidoro é promovido pelos seus pares a "Marechal da Revolução" e vai para a Argentina e Paraguai como a missão de comprar armas e divulgar a Revolução no exterior. A chefia da Divisão Revolucionária é entregue Miguel Costa, promovido a "general", tendo o "coronel" Prestes como chefe do Estado Maior.
    Em fevereiro de 1927, a 1ª Divisão Revolucionária (conhecida como Coluna Prestes), se interna na Bolívia após 2 anos de marchas e combates pelos sertões de treze estados brasileiros, encerrando suas atividades como tropa combatente. Contudo, seus oficiais continuam conspirando do exílio.
    Em 3 de outubro de 1930, estoura Revolução Liberal, e os "tenentes" marcham ao lado de Getúlio Vargas, governador do Rio Grande do Sul e chefe do Movimento, depondo Washington Luiz da presidência República.
    Izidoro, promovido a general-de-divisão, está entre os revolucionários e assume do comando da Segunda Região Militar, com sede em São Paulo.
    Mas logo se desencanta com os rumos da Revolução de 30. Em 28/5/31 pede demissão do Comando da Região e do Exército, abrindo mão de todas as vantagem e gratificações que Getúlio lhe oferecera para permanecer o cargo, inclusive a patente de marechal.
    Ao deixar o Comando, disse que preferia viver da caridade pública do que trair sua consciência de revolucionário e democrata.
    Ainda em 1931, ao lado de oficiais do EB e da FP, passa conspirar contra Vargas.
    Em 9 de julho de 32, foi nomeado por lideranças civis e militares, chefe militar supremo do Movimento Constitucionalista, que acabara de irromper. Com a derrota dos paulistas, em 2 de outubro, foi para seu terceiro exílio, desta vez em Portugal, retornando, anistiado, em 1934.
    Em 1935, foi sondado pelos comunistas para participar do Movimento que acabou desaguando na chamada Intentona de 27 de novembro. Mas rejeitou o convite, alegando que tinha horror às ditaduras.
    Em 1937, foi um crítico feroz do Estado Novo, implantado em 10 de novembro daquele ano por Getúlio Vargas, que acabou se tornando o ditador absoluto do Brasil até o final de 1945.
    Izidoro Dias Lopes faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 27 de maio de 1949, aos 84 anos. Em 1957, quando São Paulo comemorou os 25 da Revolução de 1932, seus restos mortais foram transladados para a capital paulista onde repousam hoje do Mausoléu do Ibirapuera.

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  2. Adilson Nunes de Oliveira27 de julho de 2012 11:24

    Olá Ricardo,sou Adilson Oliveira- museólogo-diretor do Museu Paulo Firpo,deDom Pedrito/RS -- cidade natal de Izidoro Dias Lopes .Fiquei feliz ao ver o precioso material que disponibilisaste em rede .Gostaria de saber se esse acervo que ilustra o texto é teu ou recolheste em alguma fonte, pois no nosso museu não temos nada disso e, claro,seria muito bomsaber como obter. se por acaso alguém tem ouse pode ser encontrado em algum brique,poderias me informar.
    Fico no teu aguardo pelo email; adilsonnunesdeoliveira@gmail.com ou museupaulofirpodp@hotmail.com
    Abraço, agradecido . Se quiseres pode consultar nosso blog institucional.
    Adilson Oliveira

    o

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