Abaixo uma propaganda da marca Bijoux FIX, claramente voltada aos militares franceses.

Estes distintivos em forma de águia certamente foram referência para os aviadores da Força Pública paulista que neste período seguia o modelo francês de instrução militar - sendo que posteriormente estas insígnias foram regulamentadas para uso no uniforme na Aviação Militar e na Aviação Naval nacionais com algumas modificações, conforme diagrama abaixo.


Detalhe de túnica cáqui e com laço húngaro em exposição no MUSAL no Rio de Janeiro. (foto gentilmente cedida por Ricardo A.)

Abaixo uma insígnia de fabricação da empresa MORAT do período entre 1916-1918.


A microscópica punção do fabricante MORAT fotografada com uma lente especial, trazendo as iniciais C e M.

A famosa águia FIX, também de fabricação entre 1916-1918. Há que se tomar um certo cuidado com as reproduções deste tipo de insígnia existentes no mundo do colecionismo, porém existem características como o tipo de presilha usada na parte de trás da peça, além da localização e os tipos da punção do fabricante que tornam possível a identificação de um exemplar de época e de uma reprodução atual.



Abaixo o Major Aviador Godofredo Vidal, instrutor da escola de Aviação Militar e que em 1934 fundou e organizou o Serviço Metereológico Militar, instalando-o no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro.

Uma águia em prata 900 com pedras incrustadas. É impossível afirmar com certeza se estas peças foram do uso de aviadores brasileiros ou paulistas. A procedência das mesmas pode no entanto trazer algum indício de seu uso no passado, algo na linha do "diga-me com quem andas e eu te direi quem és". Com exceção da águia prateada mostrada abaixo, todas as demais peças deste tópico vieram de coleções de antigas insígnias militares brasileiras, formadas há mais de 50 anos.


Na foto tirada durante a Revolução de 1932, o Capitão Adherbal Oliveira recém chegado do Rio de Janeiro junto com o avião Newport-Delage.
A águia abaixo não traz nenhuma marcação, porém o tipo de material e presilha utilizada na parte de trás indicam o que pode ser uma peça de fabricação brasileira.

Na década de 20, casas como a Mappin Stores importavam sua mercadoria da França e Inglaterra, o que explicaria o aparecimento destas insígnias aqui em São Paulo.

Uma vitrine comemorativa da Mappin Stores ao vôo do hidroavião Jahú. Souvenirs com águias e motivos aeronáuticos eram bastante populares na época.

Deixo aqui meus agradecimentos ao TEN CEL PM Ricardo Gambaroni, do GRPAe da Polícia Militar pelas informações que resultaram no meu interesse por este tipo de insígnias.


Só para registrar: na foto mais acima, o major-aviador Godofredo Vidal veste o uniforme verde-oliva da Aviação Militar do Exército, utilizado entre o início de 1933 e 20 de janeiro de 1941, quando foi criada a Força Aérea Brasileira. Entre 41 e 57 a FAB usou a farda cáqui, em tom semelhante a hoje usada pela PM do Paraná. Em 1958, foi adotado o uniforme azul-barateia. Nova modificação aconteceu em 2004, com a adoção do azul-aeronáutica, mais escuro que o barateia. No contexto desta recente modificação, botões metálicos, insígnias e brevês, até então dourados, passaram a ser prateados.
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