segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mais distintivos paulistas

Trago hoje mais alguns dos famosos distintivos paulistas os quais venho publicando desde o início deste blog. O que sempre surpreende é que quando você imagina já ter visto todos, sempre aparece mais uma peça inédita. Abaixo uma variação do "tatú" dos combatentes do túnel, um belíssimo distintivo da "Mocidade Paulista", uma insígnia esmaltada com as cores de São Paulo e do Brasil e também um distintivo "Lei e Ordem", duas coisas que o povo paulista preza muito até hoje.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sessão Solene dos 458 anos da Cidade de São Paulo IHGSP

Realizou-se ontem, dia 25 de janeiro no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo a Sessão Solene dos 458 anos da Cidade de São Paulo e dos 450 anos da morte do Cacique Martim Afonso Tibiriçá. Nesta ocasião tive o grande prazer de ver nada menos que quatro amigos tomando posse no Instituto: Alfredo Duarte, Milton Basile, Douglas Nascimento e CEL PM Paulo Telhada.

Foi uma cerimônia muito interessante para todos aqueles que cultuam as tradições paulistas e certamente o início de uma grande responsabilidade para os novos membros de manter a chama desta instituição sempre acesa. Estiveram presentes meus grande amigos da Sociedade Veteranos de 32 - CEL PM Mario Ventura, Markus Runk e a adorável Camila Guidice.

Casa cheia na cerimônia presidida pela Sra. Nelly Martins Ferreira Candeias, na foto o Ministro e Embaixador Sr. José Gregori.

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O inspirador discurso do Professor Hernâni Donato.

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A posse dos novos membros.

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CEL Telhada e Prof. Hernâni Donato.

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Pedro Paulo Penna Trindade e Douglas Nascimento.

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O autor do blog ao lado do Prof. Hernâni Donato, o grande historiador da Revolução de 32.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

São Paulo antigo por José Wasth Rodrigues

No final da década de 50 a "Edições Marfim LTDA." publicou uma coleção de cartões postais intitulada "Documentário No 1 - São Paulo Antigo" trazendo um envelope com 25 aquarelas de José Wasth Rodrigues. Essas aquarelas retratam paisagens da cidade de São Paulo nos séculos 18 e 19, desenhos que só Wasth Rodrigues poderia conceber - fruto dos estudos sobre nossa história aos quais o pintor dedicou boa parte de sua vida. Para nós, meros observadores, a impressão no entanto é que Wasth Rodrigues esteve lá ao retratar de forma tão sublime a bucólica São Paulo de outrora.

Vinte e três originais desta série encontram-se no acervo da Pinacoteca Municipal e dois deles em um acervo particular. As imagens postadas abaixo são digitalizações dos postais da Marfim, cujo autor deste blog possui um exemplar. A reprodução destas imagens não tem caráter comercial, sendo apenas uma forma de homenagear o Mestre Wasth Rodrigues e a cidade que ele tanto amou, que faz aniversário no dia de hoje.
Parabéns São Paulo!

Igreja do Colégio

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Igrejas da Sé e de São Pedro

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Igreja de São Francisco e Faculdade de Direito

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Pátio e Arcadas da Antiga Faculdade de Direito

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Igreja dos Remédios

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Igreja e Mosteiro de São Bento

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Obelisco da Memória e Chafariz do Piques

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Rua da Quitanda, esq. da Rua do Comércio

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Sobrado com mucharabiê (Rua XV de Novembro)

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Igreja de São Bento vista do Tamanduateí

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Recolhimento de Santa Teresa (Rua do Carmo)

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Igreja e Chafariz da Misericórdia (Chafariz do Tebas)

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Igreja de Santo Antônio

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Antiga Casa da Câmara de São Paulo

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Igreja de São Bom Jesus do Brás

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Igreja da Consolação

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Rua Direita, Igreja e Chafariz da Misericórdia

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Igreja de Santa Efigênia

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Rua do Comércio (Álvares Penteado)

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Igreja e Convento do Carmo

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Rua do Rosário (15 de Novembro)

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Igreja do Rosário (Praça Antônio Prado)

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Sobrado com mucharabiê (Rua XV de Novembro)

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Antigo Palácio do Bispo (Rua do Carmo)

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Rua Direita (ao fundo, Igreja de São Pedro no Largo da Sé)

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O Bom Washt Rodrigues
por CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Não vi nos jornais do Rio notícia do falecimento de José Wasth Rodrigues, ocorrido na noite de 21 de abril, nesta mesma cidade. Isso dá idéia do que foi esse homem ilustre e discreto, que podia muito bem reivindicar para si o título de um dos maiores historiadores brasileiros não pela palavra escrita, mas pela imagem. Todo o imenso trabalho de Wasth Rodrigues, muito estimado pelo estudiosos, é quase desconhecido do público. Ele nada fez por tornar-se notícia. Sua sombra me desculpará se agora o converto em crônica.

Wasth Rodrigues era pintor, com prêmio de viagem, à Europa, mas o Brasil antigo o preocupava mais que a realidade de hoje. Então saiu pelo Brasil de agora a pesquisar o antigo e praticamente não há casa, igreja e ponte coloniais que ele não houvesse fixado, em desenho ou aquarela, a título documental. Antes de expandir-se o gosto pela documentação fotográfica, já o seu lápis tomava apontamentos fiéis de coisas que não mais existem foram desfiguradas, e esses croquis serviriam ao inventário de nossas riquezas artísticas como elementos preciosos de informação. A muitos anos de passagem por um objeto digno de contemplação histórica, a memória de Wasth era capaz de reconstituí-lo num desenho seguro, feito à canhota.

Mas não era só um fixador de formas antigas, no papel ou na tela. Das três coisas entendia como gente grande, e não sei se alguém ganharia dele na perspicácia em identificá-las: o móvel, a indumentária e a arma. O conhecimento do mobiliário antigo, de velhos uniformes e de velhas espadas e clavinotes armazenava-se ordenadamente em sua cabeça, tornando-o enciclopédia viva e, o que é mais admirável, sem traço de presunção. Wasth não ostentava ciência possuía-a simplesmente. Ninguém o via deitando doutrina em rodas de artistas, críticos ou pesquisadores; consultado, informava e calava-se, comum silencia astuto de caipira - esse caipira civilizado, quem pendurava ainda na sua voz, como dizem que distinguia também a de seu coestaduano Almeida Júnior. Diante de, falastrões, olhava, no máximo sorria de leve, não contraditava. Rodrigo M. F. de Andrade observou que ele não tinha o menor empenho em fazer prevalecer o seu ponto de vista.

O Documentário Arquitetônico, em oito volumes, a iconografia dos Uniformes do Exército Brasileiro, e numerosos estudos esparsos sobre temas de sua especialidade constituem, subsídios inapreciáveis para a subsídios para a história da arte em geral e dos ritos civis e militares no Brasil. Á eles deve juntar-se o exaustivo Dicionário de Armaria, que deixou concluído, e umas deliciosas memórias de comprador de antigüidades, que andava escrevendo nos últimos tempos, para distrair o espírito nas horas da enfermidade. Tive o privilégio de ler os originais e, encantou-me mais de uma história do padre Lucindo, o famoso vigário e colecionador de Santa Bárbara, ou a do pato preto, com dentes e chifres, que toda a tarde ia torrar um pé de cana no sítio de um casal mineiro: a mulher, do gênero praguejante, vivia invocando o nome do demo, e este passou a freqüentar-lhe a plantação, da qual só se retirou depois de um severo pito" do santo arcebispo d. Silvério, extensivo à agitada senhora. Essas coisas, Wasth as ia recolhendo na sua peregrinação pelo Brasil barroco, e é pena que a morte não o deixasse concluir notações assim despretensiosas e cheias de humor, que colorem a seriedade de seus estudos.

Em Paris, na mocidade, foi companheiro de quarto - e de pobreza - do pintor Modigliani, que lhe fez o retrato e lhe deu inúmeros quadros, infelizmente perdidos. Wasth estava longe de prefigurar o renome mundial do amigo, de quem louvava a grande bondade. Por sua vez, morre pobre, como é tradição entre artistas e estudiosos brasileiros. Colaborador silencioso da D.P.H.A.N., doador de livros e desenhos de sua autoria ao acervo da repartição, o bom Wasth Rodrigues foi em tudo um brasileiro exemplar, pela dignidade, pelo profundo saber, pela encantadora modéstia.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Diário de um combatente

No final do ano passado apresentei aos leitores do blog o Sr. Francisco de Souza Queiroz Ferraz, voluntário do Batalhão Floriano Peixoto. Trago hoje a íntegra do diário que o Sr. Francisco escreveu em 1932. Um documento inédito e valiosíssimo para aqueles que estudam e se interessam pela história da Revolução.
Agradeço ao Sr.Francisco e família e a Sra. Cecília Penteado pela oportunidade de conhecê-los e também de divulgar este importante documento aqui no blog! Para baixar o arquivo em formato PDF com o diário, basta clicar no link abaixo.

Diário de um combatente (formato PDF)

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Brevês da aviação militar brasileira

A aviação militar é um assunto que desperta interesse em muita gente - seja no início da sua história quando só de estar no ar o piloto já demonstrava possuir uma boa dose de coragem, seja em combate nos períodos turbulentos da humanidade ou atualmente com todo aparato tecnológico envolvendo o vôo. O símbolo principal destes destemidos militares é o seu brevê de piloto - a insígnia do uniforme conquistada no final do curso de preparação e que o distingue dos demais como alguém de enorme coragem, habilidade técnica e acima de tudo capacidade combativa.

Trago hoje uma pequena seleção de brevês militares brasileiros, desde a criação da Arma de Aviação Militar nos anos 1920 até os dias de hoje. No início os brevês brasileiros não eram padronizados e seguiam o que era usado na Europa por volta da 1a Guerra Mundial. Segundo pesquisa do TEN CEL PM Ricardo Gambaroni, Comandante do GRPAe da Polícia Militar, os pilotos franceses usavam em seu uniforme todo tipo de águia para representar a aviação militar e uma marca em especial, a Bijou Fix Company fabricava um modelo que era popular entre os pilotos, por ser de tamanho maior. Exatamente este modelo, acabou sendo adotado pela Força Pública paulista como o brevê de piloto e posteriormente também foi usado pela Aviação Militar e Aviação Naval. Abaixo vemos alguns distintivos deste período.

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As ilustrações dos estandartes da Aviação Paulista em 1932 e da Aviação Naval da Marinha de Guerra.

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Já no final da década de 30 e posteriormente com a criação da Força Aérea Brasileira, os brevês de piloto passaram a ser padronizados - mas não ficaram sem sofrer modificações ao longo dos anos.

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O modelo de brevê de 1941 trazia as Armas da República, e anos depois ganhou o listéu com o Estados Unidos do Brasil.

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Uma intrigante insígnia baseada no cocar dos aviões da FAB.

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Abaixo vemos o brevê de piloto dos águias da Polícia Militar do Estado de São Paulo, cujo desenho foi baseado na insígnia usada pelo Capitão João Negrão do lendário hidroavião Jahú.

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