sexta-feira, 30 de março de 2012

Medalhística Militar Paulista

Os interessados na história de São Paulo ganharam uma nova fonte de consulta: O blog Medalhística Militar Paulista, um estudo inédito sobre a história das medalhas militares do Estado de São Paulo da época da independência até os dias de hoje. O blog foi criado pelo meu amigo Major PM Galdino Neto e também abrange os brevês usados pela Polícia Militar, que identificam os cursos de especialização da corporação.

A importância do assunto é enorme pois através das medalhas é possível acompanhar a história do Brasil sob a ótica de quem participou diretamente dos seus episódios mais marcantes. Infelizmente até agora são raríssimos os estudos sobre o tema e apenas poucos colecionadores e entusiastas desta área mais obscura da numismática conhecem e dão valor a nossa medalhística. O blog chega em boa hora para iluminar esta área tão escura da memória paulista e seu autor promete atualizações constantes, portanto adicionem aos favoritos:

http://medalhisticamilitarpaulista.blogspot.com.br/

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Medalha do Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados

Trago hoje aos leitores do blog, um excelente trabalho de pesquisa realizado pelo meu grande amigo Breno Zarranz de Niterói no Rio de Janeiro. A Retirada da Laguna foi um episódio da Guerra do Paraguai imortalizado na literatura pelo Visconde de Taunay e que teve a participação do Corpo Policial paulista.

Em abril de 1865, uma coluna partiu do Rio de Janeiro, sob o comando do Coronel Manuel Pedro Drago percorrendo mais de dois mil quilômetros por terra até alcançar Coxim, na Província do Mato Grosso, em dezembro desse mesmo ano, que encontrou abandonada.

Em janeiro de 1867, o coronel Carlos de Morais Camisão assumiu o comando da coluna reduzida a 1.680 homens e decidiu invadir o território paraguaio, penetrando até Laguna, em abril. Longe demais das linhas brasileiras, e sem víveres para o sustento da tropa, afetada pela cólera, o tifo, e pelo beribéri, a coluna do Exército Brasileiro foi forçada a retirar sob os constantes ataques da cavalaria paraguaia, que utilizou táticas de guerrilha, infligindo perdas severas aos brasileiros. Do efetivo de cerca de 3.000 homens, retornaram às linhas brasileiras em Coxim, em junho de 1868 apenas 700 homens, alquebrados pela doença e pela fome.

Agradeço ao Breno por disponibilizar este belo estudo aos leitores do blog!!

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Medalha do Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados
por Breno Zarranz

Em 29 de dezembro de 1938, foi erguido no bairro da Urca (Rio de Janeiro) um belíssimo monumento em homenagem a alguns heróis da Guerra do Paraguai, com ênfase naqueles de Laguna e Dourados.

A idéia de erguer o referido monumento nasceu em 1920, quando “O Jornal” publicou um artigo pedindo e/ou reclamando a merecida atenção do povo brasileiro para o abandono em que jaziam as sepulturas de Antonio João, Carlos Camisão e o guia Lopes. Naquela oportunidade, as sepulturas não tinham sequer uma lápide ou uma simples placa indicativa, que mostrasse aos transeuntes que ali descansavam 03 (três) dos nossos heróis de guerra. A idéia então caiu no terreno da Escola Militar, que criou uma Comissão para angariar donativos e viabilizar uma justa homenagem.

O então Tenente Cordolino de Azevedo, abalizado Professor de História Militar, entusiasmado com a iniciativa, propôs que ao invés de uma simples lápide, a Escola Militar ergue-se um Monumento. A idéia foi comprada e o Tenente passou a ser o Presidente da Comissão. A partir daí, foram 18 anos de trabalho, expondo incansavelmente o projeto, enfrentando obstáculos e até indiferença, mas também arregimentando novos legionários.

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Sobre a construção do monumento:

À Genserico de Vasconcelos coube escrever a monografia que serviu de base aos projetos de construção, cuja concorrência pública foi julgada por uma comissão composta pelo então Ministro da Guerra, João Pandiá Calógeras; o General Eduardo Monteiro de Barros, Comandante da Escola Militar; como Presidente o Dr. Félix Pacheco; Sr. Correia Lima, Professor da Escola Nacional de Belas Artes; o então Capitão Cordolino de Azevedo, secretariado pelo 1º tenente Norival Francisco de Lemos, Engenheiro Militar e Arquiteto. Das 15 maquetes apresentadas, foi preferida a assinada “Veritas et Labor”, de autoria do escultor Antonio Pinto de Matos.

A dificuldade de apresentar num monumento a grandiosidade da epopeia Mato-Grossense, foi vencida pela criatividade do autor e a inteligência primorosa na escolha dos seus motivos: o Transporte dos Coléricos, a Marcha Forçada, o Salvamento dos Canhões, além dos 03 heróis. O monumento foi fundido na Fundição Artística em Bronze de Covina & Cia, com o emprego exclusivo de matérias primas nacionais, tendo sido aproveitado o bronze de velhos canhões utilizados pelos mesmos heróis glorificados, em defesa do solo da Pátria.

Ao lançar a aidéia do Monumento, o Presidente da Comissão lembrou a conveniência de se fazer uma cripta na sua base, para que repousassem os restos mortais dos heróis. Nessa época, o Ministro da Guerra já era o General Dutra, que destinou os recursos necessários para atender ao pedido. Cabe citar que coube ao autor Antonio Pinto de Matos criar para a cripta 10 medalhões com efigies de autênticos heróis nacionais, porém o mesmo faleceu logo após completar o quinto, sendo decidido pela Comissão que seu irmão Adalberto de Matos poderia dar continuidade na obra.

Abaixo uma tomada do interior da Cripta. Na parte superior vemos alguns dos medalhões.

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Satisfazendo ao desejo da Comissão do Monumento, o Ministro da Guerra deu mais uma vez a prova de amor ás glórias Pátrias, autorizando e mandando cunhar na Casa da Moeda, medalhas em prata e bronze, comemorativas da inauguração do Monumento, e que foram distribuídas nos anos seguintes ás altas autoridades do país, bibliotecas, museus e instituições culturais.

A medalha traz a efígie de 02 heróis: “Tenente Antônio João, em 1864, era comandante da Colônia Militar de Dourados, no atual município de Antônio João, mato Grosso do Sul. A Colônia de Dourados tinha um pequeno efetivo militar cerca de 15 homens. Ao saber que os invasores paraguaios se aproximavam, o tenente Antônio João mandou evacuar os civis da Colônia e lá ficou com sua pequena guarnição. Pelos civis que se retiraram, Antônio João remeteu uma carta a seus superiores que terminava com as seguintes palavras: “Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirão de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria”
Antônio João e seus companheiros morreram em combate contra as forças inimigas.

Coronel Camisão era o comandante da coluna contra os invasores do Mato Grosso. As enormes distâncias, o clima inclemente, as doenças e a falta de suprimentos causaram grandes problemas à tropa que meses de deslocamento e dizimada pela cólera teve que retirar, no episódio que ficou conhecido como a “Retirada de Laguna”. O coronel foi um dos que morreram vitimados pela cólera.”

Cada medalha traz obrigatoriamente em sua borda a inscrição: CASA DA MOEDA – RIO
Medidas: 7,2 cm de diâmetro. O Anverso foi gravado por Leopoldo Alves Campos, que foi discípulo de Girardet e Hilarião. Como observa-se na imagem, está sua assinatura (iniciais) LC. Já o reverso é de autoria de Orlando Moutinho Maia, assinado também com suas iniciais OM. Elas apresentam no anverso a imagem de face dos heróis com a inscrição de seus nomes: Cel. C. CAMISÃO e Tte. ANTONIO JOÃO.

No reverso está a imagem da vitória estilizada, idêntica áquela colocada no topo do monumento, em meio a 05 estrelas que representam o Cruzeiro do Sul. Na lateral esquerda da medalha estão os dizeres: ”INAUGURAÇÃO DO MONUMENTO AOS HERÓIS DE LAGUNA E DOURADOS”. Do lado direito: “RIO DE JANEIRO – 1938”. Ambos os lados trazem marcações dos gravadores.

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As medalhas vinham acondicionadas em estojos de papelão, na cor azul claro, com uma pequena fita auriverde em um dos cantos. No interior do estojo, junto com a medalha, seguia um cartão com os seguintes dizeres:
“A ........................... / O Tenente Coronel Pedro Cordolino F. de Azevedo oferece em nome das Comissões do Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados. Rio de Janeiro – 29 – XI – 1938”. Como a medalha foi entregue até os anos 50, a próprio punho eram alteradas a patente e data da entrega.

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Algumas medalhas comemorativas, no modelo “de mesa” (que não trazem argola e fita), eram concedidas acompanhadas de Documento, muitas vezes um Diploma de Consessão. Com o passar do tempo, as medalhas puderam em algum momento ser concedidas num estojo de couro. Não se sabe ainda se para uma ocasião especial, ou se o estojo anterior havia sido definitivamente substituído, ou se faltou material. Exemplo abaixo.

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Sobre o evento de Inauguração :

Marcada esta para o dia 29 de dezembro de 1938, foi transferida para o dia 31 do mesmo mês, em virtude do mau tempo reinante. Nesse dia a praça General Tibúrcio, aberta no terreno anteriormente ocupado pelo quartel do 3.° Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha, encontrava-se toda engalanada. Considerável massa popular afluiu ao local. Forças de terra e mar formavam ao longo da praça e em torno do monumento, também tomando parte na solenidade os alunos das escolas desta capital (Rio de Janeiro). Altas autoridades civis e militares, membros do corpo diplomático e pessoas especialmente convidadas estavam presentes ao ato, que se revestiu do maior brilhantismo. Pouco antes das 16 horas chegava o Presidente da República, Sr. Getúlio Vargas, que se fazia acompanhar do ministro da Guerra, General Eurico Gaspar Dutra, e de suas Casas Civil e Militar. Destacamentos do Exército, da Escola Militar, do Colégio Militar, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e de Fuzileiros Navais foram passados em revista pelo Presidente da República, enquanto a Primeira Bateria do Grupo de Obuses dava as salvas do estilo. Não houve solenidade para inauguração da praça General Tibúrcio. O prefeito Henrique Dodsworth considerou-a inaugurada com a chegada do Presidente da República. Vários palanques foram armados no local, para autoridades e convidados.

Dando início à cerimônia da inauguração do monumento, o Tenente-Coronel Pedro Cordolino de Azevedo pronunciou um discurso, no qual, depois de exaltar o grande feito da Retirada da Laguna, fez um rápido histórico das atividades dos promotores da iniciativa e destacou os nomes de pessoas que concorreram para o êxito da obra. Em seguida, o Presidente da República, em companhia do ministro da Guerra, do chefe do Estado Maior do Exército, do chefe do Estado Maior da Armada e do prefeito, dirigiu-se para o monumento e, já próximo, destacou-se da comitiva e subiu à sua base, a fim de descerrar a bandeira que o envolvia, aparecendo, em primeiro lugar, uma placa de bronze, com a legenda: Homenagem a Antônio João. O chefe do Governo depositou, então, uma coroa no monumento.

Seguiu-se o desvendamento deste, feito pelo Presidente da República, ao som do Hino Nacional e ao toque de Vitória, executado por um clarim do Batalhão de Guardas, cantando os escolares o mesmo hino, enquanto salvavam os navios de guerra surtos na enseada da Praia Vermelha. A seguir, o Sr. Getúlio Vargas fez a entrega do estandarte do Regimento Antônio João, recém-criado, ao porta-bandeira do 1.º Regimento de Cavalaria Independente, e condecorou com a medalha do Mérito Militar o General Rafael Tobias, único sobrevivente da Retirada da Laguna, contando naquela data 90 anos de idade. Pronunciou, depois, um discurso o professor Fernando Magalhães, agradecendo a homenagem da construção do monumento, em nome do Exército, para o que fora designado. Pouco depois, iniciou-se o desfile das escolas, seguido dos contingentes militares, em continência, o que pôs fim à cerimônia.

A comissão que levou a termo os trabalhos era presidida pelo Tenente-Coronel Pedro Cordolino de Azevedo, compondo-a os senhores capitães Juraci Magalhães, Jaime Alves de Lemos, Hugo Mendes Vilela, Mirabeau Pontes, Ciro Perdigão da Silveira, Mário Guimarães Correia, Reinaldo Pessoa Sobral, Fábio de Castro, Joaquim Francisco Castro Júnior, Sr. João Carlos Martins, tesoureiro, e Cadete Gilberto Passos.

Na ocasião foram distribuídos aos presentes um opúsculo de 19 páginas com informações históricas e sobre o monumento, editado pela Imprensa Militar. Segue abaixo o de minha coleção particular, autografado com dedicatória pelo Tenente Coronel Cornolino, em 29/12/1938, entregue antes da cerimônia adiada.

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Curiosidades:

Folheto de 04 páginas impresso em 1939, para entrega da medalha ou do opúsculo. Traz na capa a imagem do Monumento. Na segunda folha, sobre a imagem esculpida do Cel. Camisão, espaço para dedicatória seguido dos dizeres:

“... oferece o Coronel Pedro Cordolino Ferreira de Azevedo, Presidente das Comissões do Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados, para perpetuar a memória daquele guerreiro que se sacrificou heroicamente pela Pátria, em Mato Grosso, entre 1864 e 1867. Rio de Janeiro, 12 de Junho de 1939."

Na terceira folha, sobre a imagem esculpida de Antonio João no monumento, está a sua famosa frase, levada pelos civis antes de sua morte. Abaixo está a Ordem do Dia número 3:

“ Soldados!
A retirada, que acabais de efetuar, fez-se em boa ordem, ainda que no meio das circunstancias as mais difíceis. Sem cavalaria contra o inimigo audaz que possuía formidável, em campos onde incêndio da macega, continuamente aceso, ameaçava devorar-vos e vos disputava o ar respirável, extenuados pela fome, dizimados pelo cólera, que vos roubou, em dois dias, o vosso comandante, o seu substituto e ambos os vossos guias, todos estes males, todos estes desastres vós os suportastes numa inversão de estações sem exemplo, debaixo de chuvas torrenciais, no meio de tormentas e através de imensas inundações, em tal desorganização da natureza, que parecia contra vós conspirar.
Soldados! Honra a vossa constância, que conservou o Império os nossos canhões e as nossas bandeiras.
Acampamento junto á margem esquerda do Aquidauana, 12 de junho de 1867
José Tomaz Gonçalves (Major de Comissão, Comandante Interino)”

Na última folha, sobre a imagem esculpida do Guia Lopes, estão 04 datas importantes para a história da Guerra do Paraguai: 27 a 29/12/1864 (Forte de Coimbra) ; 3/01 a 30/04/1865 (Retirada de Oliveira Melo); 13/06/1867 (Retomada de Corumbá); 11/07/1867 (Combate do Alegre).

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Um exemplar da medalha encontra-se no Salão de Honra do Quartel da Luz, sede da ROTA - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar.

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segunda-feira, 26 de março de 2012

80 anos da morte do General Julio Marcondes Salgado - Parte II

Dando sequência a série de posts sobre os 80 anos da morte do General Julio Marcondes Salgado, trago hoje imagens inéditas do acervo que a família do General Salgado mantém. O guardião e mantenedor destas peças é o seu neto, CEL PM Elyseu Guilherme Salgado Rocha, que ao longo do tempo reuniu e conservou estes importantes fragmentos da história de São Paulo e do Brasil. Pessoalmente posso dizer que conhecer estas peças, algumas famosas na iconografia paulista da Revolução de 32, é literalmente voltar ao passado - para a época que o povo paulista vivia ao lado de Heróis.

Não poderia começar esta matéria com nenhuma outra imagem, a não ser a mais famosa fotografia do General Salgado posando orgulhosamente ao lado do Troféu da Prova "Presidente da República Dr. Washington Luis P. de Souza" em Dezembro de 1929.

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Um outro prêmio hípico, recebido antes da versão maior.

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Luminária montada em uma munição de artilharia desativada, usada em 1924.

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No móvel que era da casa do General Marcondes Salgado, os vários troféus de provas hípicas - tais como eram dispostos há 80 anos.

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Despertador de uso diário do General Salgado, ao lado da heráldica da família.

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As mesmas medalhas que aparecem na foto acima, extamente da forma que eram usadas pelo General Salgado. Da esquerda para direita: Medalha Mérito Militar, Medalha da Legalidade e Ordem de Leopoldo II.

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Inúmeras medalhas de competições hípicas.

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Pena tinteiro que foi usada no casamento do General Salgado.

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O acervo de documentos é um capítulo à parte. Alguns deles são verdadeiros tesouros de nossa história. Abaixo exemplar do livro do Centenário da Força Pública com dedicatória do então Coronel Marcondes Salgado.

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Ofício de indicação da Ordem de Leopoldo II, datado de 1928.

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Páginas célebres da nossa história: No dia 23 de Maio, o Governador Pedro de Toledo assina a nomeação do Tenente Coronel Marcondes Salgado como Comandante Interino da Força Pública do Estado de São Paulo e dois dias depois como Comandante.

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Boletim do M.M.D.C emitido no dia da morte do General Marcondes Salgado, dando conta dos acontecimentos trágicos daquela manhã.

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Por fim, o exame de corpo de delito apurando o acidente em Santo Amaro.

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Mais uma vez agradeço a família do General Marcondes Salgado por proporcionar aos leitores do blog o acesso a este importante material. Recebam novamente o nosso muito obrigado.

"Um país sem memória não é apenas um país sem passado. É um país sem futuro."
Rui Barbosa

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Tudo por São Paulo no Facebook

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Fotos das forças mineiras em ação no setor de Passa Quatro/Túnel

Mesmo após 80 anos do conflito de 1932 ainda surgem inúmeros registros inéditos sobre as batalhas ocorridas nas fronteiras do Estado de São Paulo. É o caso das fotos que mostro a seguir, vindas de um acervo do qual eu desconheço o proprietário, e que chegaram em minhas mãos já digitalizadas em um CD-ROM. As fotos mostram a movimentação das tropas mineiras na cidade de Passa Quatro na região do Túnel - algumas trazem impressionantes aspectos como o uso de blindados e metralhadoras abastecidas por munição em fita. São um registro histórico da capacidade de mobilização das forças de Vargas em ação contra os paulistas.

Cumpro minha missão de divulgar e compartilhar a história da revolução através deste blog, mas caso o dono destas imagens não concorde com a publicação das mesmas basta entrar em contato e as imagens serão retiradas do ar. Isso posto, espero que os leitores do blog apreciem esta verdadeira viagem no tempo direto para as linhas governistas além do Túnel da Mantiqueira.

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