sábado, 30 de junho de 2012

Medalha de Tempo de Serviço das Forças Armadas em PRATA

Mostrei no final do ano passado a Medalha de Tempo de Serviço das Forças Armadas em bronze, criada pelo Decreto 4.238 de 15 de Novembro de 1901, que é conferida a oficiais e praças do Exército, Marinha e Aeronáutica em serviço ativo em reconhecimento de bons serviços prestados. Abaixo um bonito exemplar em PRATA para vinte anos de serviço, com o módulo menor do que as atuais e que provavelmente foi cunhada na década de 30.

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Opúsculo da C.I.D.T.

Apresento aos leitores do blog um interessante opúsculo da C.I.D.T. - Comissão Inspetora das Delegacias Técnicas, entidade que em 1932 atendia as necessidades de organização de serviços técnicos e coordenava a comunicação entre autoridades municipais e o Comando Militar Revolucionário, exercendo inclusive serviços de vigilância em linhas telefônicas e telegráficas durante todo o período dos combates. A publicação circulada após a revolução mostra as realizações do C.I.D.T. durante o conflito e propõe que o cargo de Prefeito da Cidade de São Paulo seja exercido por alguém capacitado tecnicamente e não apenas por alguém que exerça o cargo apenas por indicação política. Passadas oito décadas, o encarte da "Revista Polytechnica" me parece assutadoramente atual.

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terça-feira, 26 de junho de 2012

O blog na mídia

Recebi recentemente o repórter Ernesto Paglia da TV Globo para a gravação de uma matéria especial sobre os 80 anos da Revolução Constitucionalista. A emissora tradicionalmente faz excelentes reportagens sobre o 9 de Julho e dá ao tema o merecido destaque.
A matéria deve ir ao ar no telejornal Bom Dia Brasil, no próprio dia 09. Não percam!!

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Relatório dos mortos em combate do 5o B.C. da Força Pública do Estado de São Paulo

Trago hoje aos leitores do blog um raro e doloroso documento que é uma espécie de rascunho da listagem dos mortos em combate do 5o Batalhão de Caçadores da Força Pública do Estado de São Paulo. Este tipo de documento foi elaborado por diversos batalhões da Força Pública, Exército e também dos batalhões de voluntários - quando reunidos acabaram trazendo uma visão geral de quantos paulistas tombaram em combate entre julho e outubro de 1932. Em 1936, a "Empreza Graphica da Revista dos Tribunaes" publicou o livro "Cruzes Paulistas" com a lista oficial dos Heróis Paulistas tombados em combate.

A primeira parte deste lote de documentos é manuscrita - um rascunho preliminar com nomes e as situações nas quais os soldados faleceram. O primeiro nome que aparece é do General Julio Marcondes Salgado.

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A segunda parte é datilografada e devidamente tabulada, mas ainda bastante incompleta em relação a listagem final. É espantoso observar as condições que algumas mortes ocorreram, revelando a bravura do soldado paulista perante ao inimigo.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Revista sobre a Revolução de 1932

Já está nas bancas de todo o Brasil a revista comemorativa dos 80 anos da Revolução de 32 da Editora Minuano. Gostei bastante do conteúdo elaborado pelo editor Toninho Mendes com algumas fotos inéditas e um texto bem objetivo. A revista também traz uma matéria sobre o acervo do autor do blog. Para ler e guardar!

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terça-feira, 19 de junho de 2012

Mais imagens da Revolução de 1932

Terceira parte das imagens da revolução que mostram as tropas paulistas em operação nos diversos setores de batalha. Na próxima parte trarei fotografias inéditas da LEGIÃO NEGRA, aguardem!!

Cozinheiros no setor de Amparo.

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Trincheira em Areias.

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Silveiras.

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Partida na Estação da Luz.

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Trincheira em Silveiras.

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Capacetes de Aço.

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Grupo de Combate, Setor Túnel.

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O Herói de Cunha e sua família (Assim é inscrição no verso da foto original. Seria este Paulo Virgínio?)

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Missa no Túnel.

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Transporte ferroviário..

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Anti-Aérea em Silveiras.

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Teatro do Soldado em Lorena.

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Transporte de tropas em Areias.

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Rio das Almas.

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Fazenda Sete Quedas.

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Amparo.

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Rio das Almas.

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"Pelotão da Morte" em Piquete.

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Fuzilaria em Silveiras.

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sábado, 16 de junho de 2012

Lembranças do General Isidoro Dias Lopes

Trago hoje mais algumas lembranças do General Isidoro Dias Lopes, Comandante-em Chefe das Forças Constitucionalistas. Este tipo propaganda era muito comum nos anos 1920 e provavelmente circulou no início da Revolução de 1932. Abaixo uma flâmula de papel estampada com as cores nacionais e a foto do General.

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Um pequeno botão com a foto do General.

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Complemento esta postagem com as informações do João Marcos Carvalho, que sempre enriquecem este blog!
Os biógrafos do Brasil estão em dívida com o general Izidoro Dias Lopes. O velho "cabo de guerra" é uma das personalidades nacionais mais importantes do século XX. Gaúcho de Dom Pedrito (RS) - 30/6/1865 - ingressou no Exército em 1883, na arma de Artilharia. Republicano, conspirou contra o Império. Em 1893, abandonou o EB e se integrou às tropas guerrilheiras federalistas que lutavam contra a tirania de Floriano Peixoto. Preso, foi para o exílio, em Paris. Anistiado, voltou ao Brasil em 1896, sendo reintegrado ao Exército.
Em 1924, já general-de-brigada reformado, foi escolhido para chefiar a Segunda Revolta Tenentista, que teve a cidade de São Paulo como palco principal. Ao lado do major Miguel Costa, da FP, e dos capitães do EB, os irmãos Joaquim e Juarez Távora, comandou a revolta contra o governo de Artur Bernardes. Com o impiedoso bombardeio da cidade de São Paulo efetuado pelo governo federal, que pretendia desalojar os insurretos, e que provocou a morte de mais de 700 civis, o general retira sua tropa da Capital. Queria evitar um massacre ainda maior. Instalado em Foz do Iguaçu (PR), os revolucionários recebem, em abril de 1925, a adesão da coluna rebelde gaúcha, comandada pelo capitão Luis Carlos Prestes. Izidoro é promovido pelos seus pares a "Marechal da Revolução" e vai para a Argentina e Paraguai como a missão de comprar armas e divulgar a Revolução no exterior. A chefia da Divisão Revolucionária é entregue Miguel Costa, promovido a "general", tendo o "coronel" Prestes como chefe do Estado Maior. Em fevereiro de 1927, a 1ª Divisão Revolucionária (conhecida como Coluna Prestes), se interna na Bolívia após 2 anos de marchas e combates pelos sertões de treze estados brasileiros, encerrando suas atividades como tropa combatente. Contudo, seus oficiais continuam conspirando do exílio.
Em 3 de outubro de 1930, estoura Revolução Liberal, e os "tenentes" marcham ao lado de Getúlio Vargas, governador do Rio Grande do Sul e chefe do Movimento, depondo Washington Luiz da presidência República. Izidoro, promovido a general-de-divisão, está entre os revolucionários e assume do comando da Segunda Região Militar, com sede em São Paulo. Mas logo se desencanta com os rumos da Revolução de 30. Em 28/5/31 pede demissão do Comando da Região e do Exército, abrindo mão de todas as vantagem e gratificações que Getúlio lhe oferecera para permanecer o cargo, inclusive a patente de marechal. Ao deixar o Comando, disse que preferia viver da caridade pública do que trair sua consciência de revolucionário e democrata.  Ainda em 1931, ao lado de oficiais do EB e da FP, passa conspirar contra Vargas.

Em 9 de julho de 32, foi nomeado por lideranças civis e militares, chefe militar supremo do Movimento Constitucionalista, que acabara de irromper. Com a derrota dos paulistas, em 2 de outubro, foi para seu terceiro exílio, desta vez em Portugal, retornando, anistiado, em 1934. Em 1935, foi sondado pelos comunistas para participar do Movimento que acabou desaguando na chamada Intentona de 27 de novembro. Mas rejeitou o convite, alegando que tinha horror às ditaduras. Em 1937, foi um crítico feroz do Estado Novo, implantado em 10 de novembro daquele ano por Getúlio Vargas, que acabou se tornando o ditador absoluto do Brasil até o final de 1945. Izidoro Dias Lopes faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 27 de maio de 1949, aos 84 anos. Em 1957, quando São Paulo comemorou os 25 da Revolução de 1932, seus restos mortais foram transladados para a capital paulista onde repousam hoje do Mausoléu do Ibirapuera.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Botões de uniformes militares do Império

Peças muito interessantes e com uma gama gigantesca de variações são os botões dos uniformes militares brasileiros que sofreram um sem número de modificações do Brasil Colônia até os dias de hoje. Apresento abaixo uma pequena seleção destas peças da época do Império - a grande maioria deles fabricados na França ou Inglaterra, uma vez que nesta época a indústria nacional não produzia este tipo de material. São pequenos fragmentos, em latão, da rica história de nossa Pátria.

Botão trazendo o brasão de armas de D. Pedro I.

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Imperial Corpo de Engenheiros.

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Armada Imperial.

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Guarda Imperial de Archeiros do Imperador, responsável pela segurança do Paço de São Cristóvão e do Palácio da Quinta da Boa Vista durante o Segundo Reinado.

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Infantaria, modelo usado durante a Guerra do Paraguai.

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Botões com o Brasão Imperial, usado em uniformes militares e diplomáticos.

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

O ícone da Revolução de 1932

De todas as peças do meu acervo particular, talvez a mais significativa seja o cartaz de convocação do M.M.D.C. - que se tornou com o passar dos anos o símbolo de todo o movimento constitucionalista. Trago abaixo algumas imagens que mostram detalhes deste desenho tão célebre. Estes cartazes de propaganda são muito difíceis de serem encontrados atualmente pois grande parte deles foi colada em muros e locais públicos durante a revolução e após o mês de outubro daquele ano este material foi considerado ilegal pela polícia de Getúlio Vargas. Acrescente a isso 80 anos de deterioração do papel e aí sobram realmente poucos exemplares preservados.

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O nome da gráfica parcialmente tampado pela moldura SARCINELLI S. PAULO, empresa que até pouco anos ainda funcionava no bairro do Cambuci.

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