quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A coisa certa a ser feita

Em uma solenidade que assisti alguns anos atrás, o Presidente da Sociedade Veteranos de 32 - M.M.D.C. CEL PM Mario Ventura disse em seu discurso que o trabalho a ser feito em prol da preservação da memória da Revolução de 32 deveria ser igual ao das formigas - que pacientemente, aos poucos e agindo em conjunto, atingem grandes objetivos como o de construir um enorme formigueiro. Pois ao me deparar em uma rede social da internet com as fotos que reproduzo abaixo dos meus amigos Camila Guidice e Markus Runk (ambos membros da diretoria do M.M.D.C.) lembrei-me imediatamente das palavras do Coronel Ventura.

Os alunos do Colégio Nova Ordem / Escola Rei Leão visitaram recentemente o Mausoléu do Ibirapuera e monitorados pela Camila e pelo Markus puderam aprender mais sobre a simbologia do monumento, a história e dos personagens ali sepultados e das lições deixadas pelos nossos Heróis. Usando as palavras da própria Camila, "É uma forma de contar a história e levar a paixão aos nossos futuros líderes, e que tratem nossos ´meninos´ com muito respeito e se entusiasmem por estar em local tão precioso."

A colaboração e força empenhada pelo casal no M.M.D.C. já é conhecida daqueles que frequentam esta instituição - mas não pude deixar de ficar muito entusiasmado ao ver estas fotos, repletas de olhos atentos e curiosos sobre a história de São Paulo. É exatamente a coisa certa a ser feita, trazendo desde cedo para perto do coração das crianças a grandiosidade do nosso passado. É uma iniciativa para se aplaudir de pé e uma das poucas chances que temos de tornar nosso futuro melhor do que o sombrio presente em que estamos vivendo.

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As escolas que tiverem interesse em fazer esta visita (e TODAS deveriam ter) devem entrar com contato com a Sociedade M.M.D.C. para agendamento.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Fotos de Estúdio - Parte II

Mostrei neste link algumas fotos de combatentes de 1932 tiradas por fotógrafos profissionais em estúdio. Trago hoje mais duas destas fotos, na minha opinião uma das mais bacanas lembranças da revolução que se poderia ter daqueles dias. Reparem nos capacetes de aço do modelo francês usados nos dois retratos.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Colher comemorativa do IV Centenário

Mais uma peça feita em 1954 durante as comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo, esta colher em prata e porcelana traz em destaque o Edifício Martinelli e o brasão da cidade. Trata-se de uma peça feita com muito esmero, típica daquela época festiva na cidade.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mais cartazes de propaganda

Em agosto de 2010, publiquei neste link alguns cartazes de propaganda circulados durante a revolução. Criados pelo departamento de propaganda do M.M.D.C. as peças apelavam diretamente para os brios do paulista. Abaixo vemos uma variação do famoso "VOCÊ tem um dever a cumprir" e um cartaz do PRP convocando os paulistas a defenderem sua terra.

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Site sobre medalhas militares do Brasil

Prezados leitores, estou re-publicando um site desenvolvido em 2007 por mim e pelo meu grande amigo Breno Zarranz de Niterói: Um apanhado sobre a medalhística militar brasileira no qual é possível encontrar informações a respeito das Ordens Honoríficas e medalhas concedidas do 1o Reinado até os nossos dias. Como trata-se de um trabalho de cinco anos atrás, algumas informações estão desatualizadas e aos poucos serão acrescentadas mais medalhas e matérias a respeito dos acontecimentos que as geraram.

A idéia, como sempre, é compartilhar informações e promover nossa história, que anda esquecida dentro de livros empoeirados e tão longe do coração da nossa gente. Para tentar explicar o apreço que temos pela medalhística militar brasileira, faço uso novamente das palavras de Francisco Marques dos Santos, que já foram citadas aqui no blog:
"Nosso enthusiasmo em colleccionar medalhas militares não consiste na posse de frios discos de metal! Ellas transcendem! Tem a grandeza dos monumentos de praça pública. Evocam-nos os surtos de bravura dos patriotas."
Aguardamos a visita, as sugestões e críticas (elogios também são bem vindos) de todos!
O endereço do site é www.medalhasmilitaresdobrasil.com.br

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Medalha "Nove de Julho" do cinquentenário da Revolução de 32

Apresento hoje aos amigos leitores do blog a Medalha Nove de Julho, outorgada em 1982 pela Sociedade Veteranos de 32 M.M.D.C. durante as comemorações do cinquentenário da revolução. O exemplar abaixo está sem a fita, que segue o padrão de cores da Medalha M.M.D.C. porém com a faixa vermelha ao centro. 

Decreto Nº 16.916, de 22 de abril de 1981Dispõe sobre a oficialização da Medalha «9 de Julho», comemorativa do Cinquentenário da Revolução Constitucionalista de 1932.
Artigo 1º - É oficializada, sem ônus para os cofre públicos, a Medalha «9 de Julho», instituída pela Sociedade Veteranos de 32 - M.M.D.C., comemorativa do Cinquentenário da Revolução Constitucionalista de 1932, nos termos do Regulamento que a este acompanha.
Artigo 2º - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 22 de abril de 1981 - PAULO SALIM MALUF
...
Artigo 1º - A Medalha “9 de Julho”, comemorativa do Cinquentenário da Revolução Constitucionalista de 1932, criada pela Sociedade Veteranos de 32 - M.M.D.C., tem por objetivo galardoar os participantes ativos daquele evento, pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras. Parágrafo único - A Medalha poderá ser concedida, também, em caráter excepcional, a personalidades brasileiras ou estrangeiras, ou entidades, consideradas merecedoras da distinção, por serviços relevantes prestados à Democracia, a São Paulo, à Sociedade Veteranos de 32 - M.M.D.C. ou ao culto da Epopéia Cívica de 1932.
Artigo 2º - A Medalha é de bronze, de formato circular, com 35 mm (trinta e cinco milímetros) de diâmetro, trazendo no anverso, no campo, o busto do Soldado Constitucionalista, de perfil à esquerda e na orla, em caracteres versais, os dizeres: “Cinquentenário da Revolução Constitucionalista - 1932 - 1982” e no reverso, os dizeres, no sentido horizontal: “Medalha 9 de Julho” - Sociedade Veteranos de 1932 - MMDC” - São Paulo. A Medalha pende de fita de gorgorão de seda chamalotada, com 35 mm (trinta e cinco milímetros) de largura.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Aeronaves usadas pela Aviação Paulista em 1932

Uma pergunta muito comum é: Quais foram os aviões usados pela Aviação Paulista em 1932 ?
Para matar a curiosidade sobre este assunto, trago hoje fotos não apenas dos modelos utilizados pela nossa aviação, mas também fotos de cada uma das aeronaves mais famosas que entraram em combate pelos "Gaviões de Penacho" durante a revolução. São fotos inéditas vindas do meu acervo pessoal e que tenho o prazer de compartilhar com os amigos leitores do blog.

A minha pesquisa partiu do livro "Gaviões de Penacho" do Major Lysias Rodrigues, aonde pude encontrar características descritivas de cada avião, tais como as diferentes pinturas empregadas durante o período da revolução. Porém é necessário dizer que não sou especialista em aviação e que conto com a ajuda dos leitores para corrigir alguma provável informação trocada. Chega de papo, vamos às fotos!

WACO CSO (The Waco Aircraft Co, EUA) - "Waco Verde"
Mencionado pelo Major Lysias Rodrigues como o "Waco Verde". Abaixo duas imagens, uma ainda com as cores do Correio Aéreo Nacional (no hangar do Campo de Marte) e depois foi pintado de verde com as faixas brancas. Era equipado com duas metralhadoras Colt Browning .30 e carregava até 110 Kg de bombas sob a fuselagem. Pilotado pelo Major Lysias participou de diversos raids nos campos de aviação federais. Este mesmo modelo também foi usado pela aviação ditatorial - os temidos "vermelhinhos".

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Notem na foto abaixo que quando armado, o WACO tinha o assento dianteiro desativado e nele era instalada a metralhadora (Colt Browning .30 ou 7mm sincronizadas) e os cofres de munição.

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NIEUPORT DELAGE 72 C1 (Sociétè Anonyme Nieuport Delage, França) - "Negrinho"
Este modelo de caça francês voou no Brasil entre 1931 a 1937. Era equipado com duas metralhadoras sincronizadas Vickers .303 e atingia até 260 Km/h. Segundo o Major Lysias o "Negrinho" começou seu serviço nos Gaviões com a pintura original prateada e posteriormente foi pintado de verde-oliva. Abaixo vemos as duas pinturas.

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POTEZ 25 T.O.E. (Aéroplanes Henry-Potez, França) - "Nosso Potez"
Esta aeronave de reconhecimento e bombardeio leve foi usada na Aviação Militar brasileira entre 1930 e 1937. Era equipado com duas metralhadoras Vickers sincronizadas no capô além de carregar até 240Kg de bombas. Esta aeronave fez inúmeras "visitas" as trincheiras ditatoriais no setor Sul. Durante sua narrativa, Major Lysias menciona dois Potez: Um verde e amarelo que foi destruído no solo em Lorena pela aviação inimiga e o "Nosso Potez" que era verde com faixa branca, mostrado abaixo.

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CURTISS O-1E, FALCON (Curtiss Aeroplane & Motor Co. Inc, EUA) - "Kavure I", "Kyri Kyri", "Taguato"
Aviões de múltiplo emprego - observação, ataque e bombardeio, os famosos Falcon que prestaram valorosos serviços aos Gaviões de Penacho foram adquiridos no Chile durante a revolução. Abaixo vemos os três diferentes, sendo que o "Taguato" foi perdido estacionado no solo e o "Kavure I" pilotado por José Angelo Gomes Ribeiro e Mario Machado Bittencourt foi abatido nas águas do Guarujá.

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Uma foto emocionante que mostra os aviadores Gomes Ribeiro e Machado Bittencourt - que operava duas metralhadoras Colt Browning .30 móveis montadas no anel.

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DE HAVILLAND D.H.60T GIPSY MOTH (De Havilland Aircraft Co. Ltd, Inglaterra)
Abaixo o Gipsy Moth, aeronave de instrução pilotada pelo Dr. Paranhos do Rio Branco. Foto tirada no Campo de Aviação em Lorena.

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MORANE SAULNIER M.S.35 (Aéroplanes Morane-Saulnier, França)
A foto abaixo mostra um aviador não identificado ao lado do que na minha opinião parece ser um Morane Saulnier, avião que foi usado pela Aviação Militar Brasileira entre 1928 a 1930. Caso alguém discorde ou tenha mais informações...por favor escreva!!

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Bandeira do Império do Brasil

"Soldados de todo o exército do Império,
É hoje um dos grandes dias que o Brasil tem tido. 
É hoje o dia que o vosso Imperador, vosso Defensor Perpétuo e Generalíssimo deste Império, vos vem mimosear, entregando-vos em vossas mãos as bandeiras que vão tremular entre nós, caracterisando a nossa independência monárquico-constitucional, que, apesar de todos os reveses, será sempre triunfante.
...
Com estas bandeiras em frente do campo de honra, destruiremos nossos inimigos e no maior dos combates gritaremos constantemente: Viva a Independência Constitucional do Brasil !"
D. Pedro I (Collecção de Leis do Império do Brasil, 1a parte, Proclamações. Imprensa Nacional 1887)

Criada pelo Decreto de 18 de setembro de 1822 e desenhada por Jean-Baptiste Debret, a Bandeira Imperial é composta de um retângulo verde e um losango em ouro, cores escolhidas por Dom Pedro I, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. Os ramos de café e tabaco indicados no decreto como "emblemas de sua riqueza comercial, representados na sua própria cor, e ligados na parte inferior pelo laço da nação". As 19 estrelas de prata correspondem às 19 províncias que o País tinha na época. Nos últimos anos do Segundo Império o número de estrelas aumentou para 20, em virtude da Província Cisplatina ter sido desligada do Brasil (1829), e da criação das Províncias do Amazonas (1850) e do Paraná (1853).

Encimando o brasão inicialmente adotou-se a coroa real, que foi substituída pela coroa imperial pelo Decreto de 1o de dezembro de 1822. Entretanto, segundo Clovis Ribeiro - autor do livro Brasões e Bandeiras do Brasil, no reinado de D. Pedro I usou-se muito a bandeira com a coroa real, pois já haviam sido bordadas inúmeras bandeiras e o detalhe não justificaria a troca das mesmas. Na figura abaixo vemos a esquerda a Coroa Real e a direita a Coroa Imperial.
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Nas figuras a seguir os desenhos de Debret - o primeiro para o pavilhão (com detalhes mais grosseiros, para ser visto de longe) e a bandeira com detalhes refinados.

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A emancipação do Brasil, solenemente proclamada no Rio de Janeiro, a 12 de novembro de 1822, pela aclamação de Dom Pedro I, acarretava igualmente a separação solene das armas brasileiras do escudo português, reunidos a seis anos como símbolo do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, criado pelo Rei Dom João VI.
Com efeito, a 16 de novembro do mesmo ano, às quatro horas da tarde, viu a população do Rio de Janeiro o jovem Imperador, a cavalo, escoltado por numeroso cortejo de cavalaria, atravessar a cidade em direção à Capela Imperial para assistir à bênção da nova bandeira brasileira.
Terminada a cerimônia religiosa, o Imperador tornou a montar a cavalo e, diante da tropa enfileirada em torno do Largo do Palácio, foi colocar-se na frente da porta claustral da capela, onde, no meio dos oficiais superiores e dos porta-bandeiras, leu uma proclamação ao Exército Brasileiro. Findo o discurso, mandou ele entregar pelo ministro as bandeiras imperiais a cada um dos porta-estandartes. Oficiais e suboficiais prestaram o juramento militar antes de se reunirem a seus regimentos respectivos. Depois disso o Imperador e seu Estado Maior foram postar-se ao centro do Largo para receber a continência executada por uma salva geral de fuzis e artilharia, retirando-se em seguida a tropa, depois de desfilar para o soberano. Ao mesmo tempo, uma girândola queimada no Morro do Castelo anunciou o primeiro hastamento do pavilhão imperial no grande mastro dos sinais marítimos. "Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839)"

Há diferentes significados para as cores da bandeira, um lembra a natureza do País da "eterna primavera", nas palavras do Imperador Dom Pedro I. Porém o significado vai além disso: Ao proclamar a Independência do Brasil, D. Pedro I fundou um Império formado pela união de duas Casas. Assim, nossa bandeira foi desenhada com as cores das Famílias Reais do primeiro casal de Imperadores, D. Pedro I e Dona Leopoldina. O verde da Casa dos Bragança e o amarelo-ouro da Casa dos Habsburgo-Lorena. Ainda de acordo com Clovis Ribeiro, Debret se inspirou em algumas bandeiras militares francesas da época napoleônica, usando um losango inscrito em um retângulo.

Abaixo vemos uma bandeira do Império em tecido bordado, com a primeira coroa e dezenove estrelas. Apesar de muito antiga, esta não é uma bandeira da época do Império. Provavelmente é uma bandeira que foi usada durante cerimônias oficiais já no período da república. Seja como for, todos os elementos são bordados e a bandeira é muito bem feita.

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A Bandeira Imperial foi usada como estandarte de diversos regimentos militares. Na ilustração de José Wasth Rodrigues, a bandeira do Imperial Regimento de Cavalaria e uma rara imagem da bandeira do 7o de Voluntários da Pátria, trazida dos campos de batalha pelos paulistas.

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No antigo brinquedo, a Bandeira do Império aparece em destaque na carga de cavalaria!

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Exilados em 1932

Após a derrota no campo de batalha, alguns prisioneiros líderes da revolução e também paulistas anti-tenentistas foram conduzidos ao exílio-castigo em Portugal.

A edição da Revista da Semana de novembro de 1932 trouxe em suas páginas fotografias dos 70 brasileiros que foram enviados para o exílio a bordo do navio Pedro I. As imagens são uma oportunidade ímpar de conhecer o rosto de alguns dos líderes políticos e militares, mentores do Movimento Constitucionalista - nomes dos quais jamais deveríamos nos esquecer.

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1- General Bertholdo Klinger
2- General Isidoro Dias Lopes
3- General Luis Pereira de Vasconcellos
4- General Pantaleão Telles Ferreira
5- General J. Sotero de Menezes
6- General Firmino Antônio Borba
7- General Nepomuceno Costa
8- Coronel Euclydes de Figueiredo
9- Coronel Luis Lobo
10- Coronel Severiano Marques
11- Major Ivo Borges
12- Major Aristides Paes Brazil
13- Major Cyro Vidal
14- Major Joaquim de Aquino Correia
15- Major José Novaes
16- Capitão Othelo Ribeiro Franco
17- 1o Ten Joaquim de Mello Camarinha
18- Capitão Floriano Peixoto Keller
19- Capitão Oswaldo Ferreira de Carvalho
20- Capitão Sebastião Menna Barreto

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21- Sr. Casper Libero
22- Sr. Julio de Mesquita Filho
23- Sr. Joaquim de Abreu Sampaio Vidal
24- Sr. Mariano Gomes da Silva
25- 1o Ten Sebastião Mendes de Hollanda
26- 1o Ten Agildo Barata
27- Capitão Severino Ribeiro da Silva
28- 1o Ten Campos Christo
29- 1o Ten Carlos Tamoyo da Silva
30- 1o Ten Adaucto Pereira de Mello
31- 1o Ten Jose Figueiredo Lobo
32- Major da Força Pública Saldanha da Gama
33- Capitão Tulio Paes Leme
34- Capitão Rogerio de Albuquerque Lima
35- Capitão André de Souza Braga
36- Sr. Thyrso Martins
37- Sr. Francisco Morato
38- Sr. Manoel Pedro Villaboim
39- Sr. Sylvio de Campos
40- Sr. Altino Arantes

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41- Sr. Rodrigues Alves
42- Sr. Padua Salles
43- Sr. Guilherme de Almeida
44- Sr. Aureliano Leite
45- Sr. Austregesilo de Athayde
46- Sr. Franciso Mesquita
47- Sr. Cyrillo Junior
48- Sr. Francisco Junqueira
49- Sr. Ibrahim Nobre
50- Sr. Cesario Cunha
51- Sr. Antonio Pictecler
52- Sr. Antonio Pereira Lima
53- Sr. Virgilio Benevuto
54- Sr. Carlos de Souza Nazareth
55- Sr. Prudente de Moraes Netto
56- Sr. Paulo Duarte
57- Sr. Alvaro de Carvalho
58- Sr. Vivaldo Coaracy
59- Sr. Oswaldo Chateaubriand
60- Sr. Simões Filho

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61- Sr. Luiz Moreira de Freitas
62- Sr. Fonseca Telles
63- Sr. Waldemar Ferreira
64- Tenente Severino Sombra
65- Capitão Ondino de Almeida
66- Sr. Luis Toledo Piza Sobrinho
67- Sr. Theodomiro Santiago
68- Sr. Antonio Mendonça
69- Sr. Tito Pacheco
70- Sr. Levein Vampré

Abaixo vemos um distintivo da campanha pró-exilados e um distintivo do brasão paulista, feito em Portugal a pedido dos deportados.

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A passageira clandestina, por Guilherme de Almeida.

Não há mulheres a bordo? Há. Viaja consoco uma passageira clandestina, de volta a Portugal, seu país de origem.

Vive toda e sempre escondida. Nem a oficialidade, nem o pessoal de bordo, nem os agentes da polícia, que nos espiam, nem a escolta que nos...que nos inveja - ninguém, ninguém notou ainda a sua presença entre nós, na prisão flutuante.

E, no entanto ela está por toda a parte. E ela divide, a clandestina, por todos nós, o seu carinho santo, com a piedade generosa de uma irmã de caridade. Vai de cabine em cabine, de mesa em mesa, de pensamento em pensamento. Senta-se no beliche, maternalmente, à cabeceira daquele que a insônia atormenta, e repete o gesto antigo que cobriu, como uma asa, o nosso berço; apóia-se, como uma cruz suavíssima, ao ombro daquele que, sentado num rolo de cordas da popa, finge olhar o crepúsculo exangue; debruça-se sobre o que escreve ou lê, e conduz a mão sobre o papel, ou volta as páginas do livro...

Quando, ela veio de Portugal, era loira e leve: parecia a "velida" de Dom Diniz, a "bem talhada", a "delgada", a "muito alongada de gente", bailando "solo verde ramo frolido"...Mas aqui, nos trópicos americanos, queimou-se de sol e amolentou-se no balanço das redes e das palmas.

E eis, agora, regressa mais lânguida e mais humana a sua pátria...

Viaja conosco uma passageira clandestina de volta a Portugal, seu país de origem.

Ela é a saudade.