terça-feira, 11 de junho de 2013

Batalha Naval do Riachuelo, 148 anos

Na data de hoje completam-se 148 anos da Batalha Naval do Riachuelo, maior batalha naval travada neste continente e que foi importante o suficiente para alterar o rumo de toda uma guerra. Para comemorar a data, trago algumas imagens detalhadas da célebre obra pintada em 1872 por Victor Meirelles (1832-1903).

Pertencente ao acervo do Museu Histórico Nacional desde 1926, a monumental tela à óleo ( 4,20m X 8,20m ) de Vitor Meireles - O Combate Naval do Riachuelo - representa de forma dramática e heróica o combate travado em junho de 1865 entre as esquadras paraguaia e brasileira. O "Combate Naval do Riachuelo" integra um conjunto de obras que, intencionalmente, visava exaltar e glorificar o Estado Imperial, apresentando-o como o legítimo condutor da Nação brasileira. Uma primeira versão desta obra, elaborada pelo artista a partir de impressões por ele registradas no cenário da guerra, foi encomendada pelo então Ministro da Marinha para ser apresentada na Exposição de Filadélfia, nos Estados Unidos, em 1876. Esta obra, no entanto, é destruída por acidente no seu retorno ao Brasil. Inconformado, Vitor Meireles pintou esta segunda versão em 1882/1883, em cuja composição dizem ter se superado. (fonte: MHN)

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Abaixo a Fragata Amazonas sob o comando do Almirante Barroso.

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Destruição e morte em um convés paraguaio.

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A Corveta-aviso Parnaíba é cercada e abordada por navios inimigos.

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As temíveis "chatas" paraguaias que disparavam a queima roupa nos cascos dos navios brasileiros.

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Bandeira Imperial e o célebre sinal náutico SUSTENTAR O FOGO QUE A VITÓRIA É NOSSA!

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A capitânia Amazonas volve águas-abaixo com Barroso aos brados no passadiço: "Atacar e desruir o inimigo mais próximo". Comanda no grito e é prontamente obedecido.

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Clique aqui para conhecer a Medalha da Batalha Naval do Riachuelo, criada em 18 de Novembro de 1865, sob o decreto nº 3529 pelo Imperador Dom Pedro II.

3 comentários:

  1. Desculpem, mas coloquei o meu comentário sobre a Batalha do Riachuelo no post seguinte.
    Eloísa Maria Rocha Salvato.

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  2. Vendo essas fotos, relembro a Ordem do dia de 11/06/1932, sobre a Batalha do Riachuelo, escrita pelo meu avô Gal. Salgado e publicada no livro de Silveira Bueno, "A arte de falar em Público", como exemplo de ordem do dia.
    Relembrando o episódio, o então Cel. Salgado, Comandante da Força Pública de São Paulo, exorta os soldados de 1932:
    "Sede inflexíveis, como foram aqueles 87 brasileiros tombados sem vida em Riachuelo!
    Segui o passado secular da Força Pública paulista e não permitais que a tibieza ou a indolência vos avassale ou domine.
    Assim deve querer o vosso patriotismo, assim o exige o Brasil
    Eloísa Maria Rocha Salvato

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  3. Realmente, a Batalha Naval do Riachuelo teve várias importantes consequências: preservou o bloqueio brasileiro ao litoral guarani; quebrou a espinha dorsal da força naval paraguaia, que nunca mais enfrentou as naves brasileiras; deixou em absoluta segurança contra futuros ataques guaranis a Buenos Aires e Montevideo, garantindo a estes dois países. E muita coisa nela foi feita com a aplicação da técnica do abalroamento, que se originara com os cartagineses. Nela Solano Lopes mostrou toda a sua incompetência e o Brasil, representado por Barroso, a sua capacidade de improvisar e vencer, algo bem nosso!

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