domingo, 28 de julho de 2013

Ilustrações de Belmonte

Para encerrar o mês de julho com chave de ouro, trago uma pequena série de ilustrações do desenhista e historiador Belmonte que foram capas de edições comemorativas dos jornais Folha da Manhã e Folha da Noite. Algumas delas tornaram-se famosos ícones da Epopéia Paulista de 1932. Abaixo uma pequena biografia deste gênio paulista, extraída do Instituto Itaú Cultural.
Benedito Bastos Barreto (São Paulo SP 1897 - idem 1947). Caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista, historiador. Inicia sua carreira em 1912, publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista Rio Branco e paralelamente colabora na revista carioca D. Quixote. Durante seus primeiros anos de trabalho publica em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, emprega-se na recém-inaugurada Folha da Noite, substituindo Voltolino (1884 - 1926). Nesse periódico passa a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 cria o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 cria o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. Nos anos seguintes, trabalha como colaborador no suplemento infantil do jornal A Gazeta, onde cria os personagens Albina e Paulino que, através de uma linguagem mais acessível, propagavam entre as crianças os ideais constitucionalistas dos revolucionários paulistas. Entre os anos 1929 e 1937, ilustra cinco livros infantis escritos por Monteiro Lobato (1882 - 1948). No ano de 1936, começa a publicar no jornal Folha da Manhã diversas charges deJuca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabam se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Essas charges são reunidas e publicadas em 1982, pela Editora Melhoramentos, com o título de Caricatura dos Tempos. Autor de diversos livros de caricatura e história, publica entre outros os seguintes títulos: Assim Falou Juca Pato (1933), No Tempo dos Bandeirantes (1939) e O Brasil de Ontem (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas (1802 - 1858).

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3 comentários:

  1. João Marcos Carvalho29 de julho de 2013 13:24

    É interessante registrar por meio das ilustrações de Belmont, que SP, mesmo como a derrota militar nos campos de batalha, jamais deixou de comemorar o 9 julho. Hoje, 81 depois, a imprensa e este blog não deixam a memória daqueles tempos se esfarelar.

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  2. Belmonte...J Carlos.
    No país dos anões só existem dois desenhistas: Ziraldo e aquele da Mônica.
    Pobre Brasil da ignorância consagrada!!!

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