quarta-feira, 10 de julho de 2013

Inquérito das mortes de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo

Do site do Tribunal de Justiça de São Paulo:
A equipe que trabalha no programa de Gestão Documental do Tribunal de Justiça de São Paulo localizou, no último dia 26, os documentos que registram a apuração da morte dos heróis do Movimento Constitucionalista 1932: Mário Martins de Almeida, Euclydes Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza, Antônio Camargo de Andrade – MMDC. 
O inquérito policial com 78 páginas, muito bem preservado, narra os acontecimentos ocorridos na sede do Partido Populista, na Rua Barão de Itapetininga, esquina com a Praça da República, na noite de 23 de maio de 1932. Nele podemos acompanhar as declarações de Dráusio Marcondes de Souza, herói aos 14 anos de idade que ferido com um tiro de fuzil morre dois meses após o conflito, na madrugada de 28 de maio. 
Laudos da necropsia de Martins, Miragaia e Camargo descrevem seus ferimentos e revelam a causa de suas mortes, com, até mesmo, o uso de granada para conter os populares. A sentença manuscrita pelo juiz Waldemar César Silveira declarou a extinção da punibilidade pela prescrição, acatando cota ministerial do promotor Alberto Quartim Morais Júnior porque o inquérito só chegou ao Judiciário vinte anos depois do fato. Agora, os documentos farão parte do acervo digital do TJSP e podem ser acessados por aqueles que querem conhecer os autos. ACESSAR LINK 
Trabalho de equipe - A Comissão de Arquivos e Memória Bibliográfica do TJSP, presidida pelo desembargador Eutálio Porto, comemorou a localização do processo, resultado dos investimentos na área de gestão documental que dentro da diretriz de preservação documental, consegue ampliar sua ação resgatando a memória, tanto da instituição quanto história de São Paulo. Para se obter esse resultado foi necessário o envolvimento de diversas unidades e seus dirigentes: Izaltino Raymundi (Dipo-2), Hélio Braga da Silva (Cartório da 1ª Vara do Júri), Luciana Zavala, coordenadora (Coordenadoria de Arquivos), Ricardo, Kelson, Antônio e Isaac (Gráfica), todos em conjunto com a atuação da Coordenadoria de Gestão Documental. Na limpeza e recuperação do documento também atuaram Carlos Bacellar, Marcelo Lopes e Norma Cassares (Arquivo Público do Estado de São Paulo).
Nota do autor do blog:
Oportunidade singular para os interessados na história de São Paulo conhecerem detalhes do episódio do dia 23 de maio de 1932.

8 comentários:

  1. Parabéns pelo blog Ricardo !! Excelentes postagens, independente das posições ideológicas trás uma gama de informações para conhecimento de todos.
    Kate Gonçalves

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  2. Ricardo, tem algum relato do Alvarenga neste documento? Aperto de canhota e 73

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  3. Sensacional! Conhecer a crueza dos fatos nos instiga e ajuda a entender melhor a realidade. Obrigada por compartilhar tal preciosidade.

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  4. COMO PAULISTANO, DEIXO MEUS PARABÉNS A TODOS, POR RESGATAR MAIS UM POUCO DA HISTÓRIA DE NOSSO ESTADO TÃO PERSEGUIDO E SUGADO ATÉ NOS DIAS DE HOJE.
    SOMENTE TENHO PROFUNDA TRISTEZA EM VER DENTRO DE NOSSO ESTADO, RUAS COM O NOME DO ENTÃO GETÚLIO VARGAS QUE, NA MINHA OPINIÃO, DEVERIA SER BANIDO PELO MASSACRE FEITO CONTRA SÃO PAULO.

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  5. OLá Ricardo, quando baixei o arquivo o meu anti virus mandou uma mensagem de que o mesmo iria danificar meu computador, por isso não baixei. Será que isso já ocorreu com você? Estou curioso para ver o documento.
    Abs,
    Elias

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  6. João Marcos Carvalho17 de julho de 2013 14:43

    Documentos fundamentais para que se possa esclarecer o que houve no 23 de maio de 1932. Porém, é necessário duas correções no início da matéria:

    1 - O prédio de onde partiram os tiros contra a multidão era ocupado pelo Partido Popular Paulista, dirigido pelo general Miguel Costa, e não "Partido Populista", como está dito.

    2 - O jovem Draúzio Marcondes de Souza morreu dois dias após o tiroteio. Quem faleceu dois meses depois foi Orlando Alvarenga.

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    1. Prezado João Marcos a matéria é do TJ, não minha.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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