terça-feira, 30 de abril de 2013

Dois volantes circulados em 1932

Abaixo trago dois volantes circulados em 1932 bastante interessantes. "Aos Verdadeiros Paulistas" é uma convocação que toca os brios do povo paulista e "Moeda Paulista" é uma ilustração do poema de Guilherme de Almeida. Ambos são retratos fiéis do espírito bandeirante de 1932.

 photo folheto01_zps4db1c729.jpg

 photo folheto02_zps838c36e3.jpg

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Inscrições para as palestras

Prezados leitores, foram disponibilizados um endereço de email e telefones para facilitar a inscrição das palestras de hoje (dia 29) com o Coronel PM Mário Fonseca Ventura, presidente da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC e amanhã (dia 30) com o autor do blog, Ricardo Della Rosa. Não custa lembrar que as inscrições são gratuitas. Seguem abaixo os contatos:

apmbbp5@policiamilitar.sp.gov.br ou pelos telefones (11) 2997-7026 e (11) 2997-7087


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Apito da Guarda Civil

Hoje apresento mais uma peça relativa a memória da antiga Guarda Civil, que é o apito metálico usado no controle do trânsito. Considerado um ícone da Guarda Civil, juntamente com o bastão e a chapa numérica eram a marca registrada dos Guardas em policiamento.

 photo DSC09829_zps751d837b.jpg

 photo DSC09830_zps0dd9764c.jpg

 photo DSC09838_zps162a2a76.jpg

 photo GCA_zpsb7198e57.jpg

terça-feira, 16 de abril de 2013

Brevê da Força Aérea Brasileira

Para quem gosta da história da nossa aviação, trago hoje uma peça fantástica! Trata-se de um brevê da FAB, modelo usado durante a 2a Guerra Mundial como já apresentado neste post, porém feito em PRATA e com as armas nacionais esmaltadas. Particularmente eu nunca havia visto este tipo de brevê anteriormente, e acredito que tenha sido encomendado pelo aviador.

 photo DSC09815_zps99a6da62.jpg

 photo DSC09817_zps592a736a.jpg

Abaixo podemos ver a comparação entre o brevê fabricado em bronze no mesmo período e a versão em prata esmaltada. Neste link é possível ver outros brevês.

 photo DSC09808_zps93c17d77.jpg

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Capacete de aço com caveira pintada

Em homenagem aos amigos do COE, assunto do post abaixo, trago um sensacional capacete paulista da Revolução de 32 absolutamente intocado que apresenta na parte frontal uma caveira com ossos cruzados e nas suas laterais as inscrições M.P.  e  M.P.71

Em 2010 postei aqui um outro belíssimo capacete com uma caveira pintada e mencionei na época que o uso da caveira em insígnias militares é uma tradição que remonta ao Século XVIII com os Lanceiros Reais da Inglaterra em 1759 e do "Regimento de Hussardos da Morte" na França em 1792. Na 1ª Guerra Mundial o "Totenkopf" foi amplamente usado pelos alemães, especialmente pelas tropas prussianas. Foi no entanto, em 1933 com o uso da caveira pelos Freikorps alemães e pela infame SS de Adolf Hitler que o símbolo se tornou sinônimo de terror e atrocidades. Atualmente a caveira é usada como insígnia em regimentos militares espalhados pelo mundo.

Já as inscrições M.P. / M.P.71 podem significar o nome do batalhão (Milícia Paulista ? ) e seu número no batalhão. Pretendo ainda realizar uma pesquisa para ter certeza. Seja como for este é um capacete com uma "forte personalidade" e que certamente se destaca dos demais.

Mais uma vez edito um texto do blog com a sempre excelente colaboração do leitor João Marcos Carvalho:
Há possibilidade, também, de M.P. significar "Metralhadora Pesada". É assim que os combatentes que guarneciam a Hotchkiss (metralhadora fabricada na França por um industrial norte-americano) se referiam a arma que, na época, por ser a mais potente em operação nas trincheiras, era considera estrela da infantaria.Em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo de 9 de julho de 1957, o veterano sargento Damião Mota Trigueiro diz: "A gente se orgulhava de ser da M.P. As guarnições das pesadas [metralhadora] era respeitada na tropa pelo poder de fogo que tinha"

 photo DSC09783_zps52b40c07.jpg

 photo DSC09785_zps12bd608b.jpg

 photo DSC09792_zpsd0e5fa4a.jpg

 photo DSC09791_zps66c2d24c.jpg

 photo DSC09787_zps07b022b1.jpg

 photo DSC09793_zps528d1ceb.jpg

 photo DSC09795_zps9dc900f7.jpg

Na aba interna podemos ler com alguma dificuldade Ten WALTER.

 photo DSC09797_zps7f4f1c70.jpg

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Comandos e Operações Especiais - COE

Finalizando a sequência de matérias sobre as companhias do 4o BPChq, apresento hoje aos leitores do blog o Comandos e Operações Especiais - COE, unidade altamente especializada que é a 1a Cia deste Batalhão. Nas matérias passadas vimos que as origens do 4o BPChq remontam ao início dos anos 1950 e que na década de 1970 devido a onda de terrorismo praticada em São Paulo, foi criado o "POE - Pelotão de Operações Especiais" da Polícia Militar. Deste mesmo embrião, originou-se a então denominada "Companhia de Operações Especiais - COE" em março de 1971, operando como uma subunidade do 1oBPChq.

A tropa de "boinas-verdes" ou "tigres" como são conhecidos os militares do COE, foi formada inicialmente por policiais ex-integrantes da então Brigada Aero-Terrestre do Exército Brasileiro ou que possuíssem o curso de paraquedismo. Estes homens participaram de alguns incidentes que ficaram marcados na história da cidade, como os incêndios dos edifícios Andraus e Joelma. O então Sargento do COE, Cassaniga foi o primeiro a pisar no topo do Joelma em chamas saltando de um helicóptero a uma altura absolutamente temerária, pois o helicóptero não podia se aproximar devido as labaredas.
“Corre no terraço da Câmara Municipal que o Capitão Caldas tá coordenando essa parte de salvamento”. Aí eu subi lá para o terraço, nós subimos, e esse capitão já me viu, eu já tinha trabalhado com ele no outro incêndio, ele disse: “Olha, Cassaniga, eu tô precisando de um voluntário pra ir num helicóptero e saltar em cima do prédio. Não é obrigado ir, porque é grande risco de vida, eu não estou obrigando ninguém a ir, eu estou pedindo um voluntário”. Eu falei: “Eu vou”. Aí embarquei no helicóptero, o helicóptero sobrevoou o prédio em chamas, fez a primeira passada, não em cima do prédio, longe, porque helicóptero pequeno não tinha autonomia de parar em cima do fogo, aí cai o helicóptero lá em cima, pronto, é uma tragédia maior...
...
Aí eu saltei no telhado. Porque lá é diferente do Andraus, que tinha heliponto. Lá não tinha heliponto, lá era telha mesmo e o pessoal lá em cima da telha. E eu saltei pensando que ia amortecer a queda no telhado, mas não amorteceu, estourou a telha, eu bati com o pé na laje embaixo, que era telhado, mais ou menos um metro, eu bati e já senti formigamento no pé, eu falei: “Estourou meu pé”
Mesmo com o pé muito ferido o Sargento Cassaniga começa a coordenar a situação caótica no topo do edifício e seus colegas do COE conseguem lançar uma corda por helicóptero - pela qual o Capitão Caldas e outros homens do COE chegam e atuam prestando os primeiros socorros e organizando a difícil operação de resgate. Entre os homens do COE que penetraram no edifício envolto em fumaça e fogo, ultilizando-se de lenços, toalhas molhadas e gelo destacam-se o Tenente Chiari, Sargento Newton, Sargento Messiais, Cabo Mattos, Cabo Guedes entre inúmeros outros.

O Sargento PM Cassaniga também participou da operação anti-sequestro do Avião Electra II, da Varig, em 1972, no aeroporto de Congonhas quando um terrorista tentou sequestrar o avião prefixo PP-VJN. Em uma sucessão de lances rápidos os militares do COE cercaram a aeronave, adentraram a cabine liberando os reféns e encontrando o sequestrador morto. Esta ação foi considerada uma ação de comandos pela 2ª Região Militar do Exército Brasileiro, que concedeu a esta Companhia o título de "Comandos" e COE passou a significar Comandos e Operações Especiais.

 photo CASSANIGA_zps3493d6d8.jpg

 photo DSC00086_zps5828c340.jpg

Abaixo vemos uma antiga insígnia de Paraquedismo da Força Pública do Estado de São Paulo - curso criado em 1953, um dos antepassados do COE.

 photo DSC09779_zpsc06eafd0.jpg

Hoje o COE é a 1ª Cia do 4º BPChq e conta com  cinco pelotões, sendo quatro pelotões operacionais com regime de trabalho de prontidão e um pelotão de apoio. A tropa é composta por policiais militares voluntários, selecionados dentro da corporação e que passam por um difícil curso para poder integrar a companhia.

O curso abrange as disciplinas de Histórico  do Comandos e Operações Especiais, Doutrina de Operações Especiais, Procedimentos Operacionais em Viatura, Aeronave e Embarcação, Armamento, Tiro de Combate, Balística, Explosivos, Radiocomunicação, Montanhismo, Intervenções em Disturbios Civis e Rebeliões em Presídios, Artes Marciais, Caçador (atirador militar) Conduta de Patrulha em Local de Alto Risco, Combate em Ambiente Fechado (CQB), Combate com Faca, Pronto Socorrismo, Navegação e Orientação, Sobrevivência na Selva, Ofidismo, Trabalhos em Altura, Mergulho Livre e Autonômo, Operações Ribeirinhas e Operações Aerotransportadas. Durante o curso os alunos são submetidos a situações de superação, próximas da realidade onde a tropa deverá operar, testando a sua rusticidade diante de obstáculos como o tempo, sono, fome, desgaste físico e mental, ferimentos e outras adversidades.

Abaixo vemos algumas imagens do quartel do COE no bairro do Tucuruvi, Zona Norte da capital, que encontra-se atualmente em obras de melhoria, manutenção e expansão.

 photo DSC00237_zps196b5530.jpg

 photo DSC00205_zps9934bced.jpg

Durante o curso os voluntários são responsáveis por carregar um sino em bronze maciço e que é diariamente posicionado em um local cerimonial. Em caso de desistência durante o curso o voluntário toca o sino indicando a sua "morte" para o COE. De todos os voluntários apenas uma pequena minoria chega ao fim do curso.

 photo XX006_zpsfc443a8b.jpg

 photo XX003_zps88e27bc6.jpg

 photo DSC00234_zps59a301ba.jpg

Inúmeros obstáculos estrategicamente posicionados na mata exigem do voluntário um grau avançado de aptidão física e mental para serem superados.

 photo DSC00221_zps1abc8975.jpg

 photo DSC00224_zps8206f82b.jpg

Aos que conseguem chegar ao final do curso, o orgulho de ostentar a insígnia de Operações Especiais ou pertencer a uma unidade de elite com missões diferenciadas das demais unidades da Polícia Militar.

 photo DSC00194_zps5c0913c6.jpg

A Missão do COE é orientar e proteger a vida humana, combater o crime e reestabelecer a ordem pública, proteger a natureza preservando a ecologia nas áreas de selva ou floresta, sempre superando as deficiências com denodo, criatividade, desprendimento, humildade e esforço no bem cumprir da sua missão, seguindo a premissa "Com o Sacrifício da Própria Vida", se necessário for.

Abaixo vemos uma sequência de imagens dos inúmeros equipamentos, uniformes e viaturas usados pelo COE nas missões desempanhadas diariamente por todo o Estado de São Paulo. Para a obtenção das imagens a seguir agradeço ao 2º Sgt PM Edvaldo dos Santos que além de nos dar uma verdadeira aula sobre a história do COE, disponibilizou todos os recursos para que pudéssemos fazer as fotos.

 photo DSC00080_zps408bbd33.jpg

O capacete balístico e a balaclava fazem parte de uma gama de coberturas usadas nas diferentes missões desempenhadas pelo COE.

 photo DSC00133_zpsf60cdd6d.jpg

O equipamento de trabalho básico dos pelotões do COE.

 photo DSC00093_zps388874c9.jpg

Fuzil .308 AGLC 7.62 Fabricado pela IMBEL, foi desenvolvido pelo Coronel Athos Gabriel Lacerda de Carvalho.

 photo DSC00096_zps2e05285d.jpg

Submetralhadora SMT Taurus calibre .40

 photo DSC00098_zps70e860b5.jpg

Capacete balístico com óculos de visão noturna.

 photo DSC00099_zps9426b3ab.jpg

FLIR - Dispositivo para visão térmica.

 photo DSC00100_zps7d0cce02.jpg

Granadas táticas de efeito moral, luz e som e gás lacrimogêneo.

 photo DSC00101_zpsad4ac29e.jpg

Espingarda CBC 12 Gauge, Fuzil M16A1 calibre 5.56mm.

 photo DSC00102_zps6395de2c.jpg

Fuzil ParaFAL Imbel calibre 7.62mm.

 photo DSC00103_zpsd48f7bdd.jpg

As viaturas especialmente adaptadas para as características de ação do COE com o padrão de camuflagem da Cia.

 photo DSC00124_zps1c08321f.jpg

 photo DSC00127_zps8cce0355.jpg

Os botes de assalto "SELVA" usados em operações anfíbias.

 photo DSC00182_zps67e7e15a.jpg

 photo DSC00187_zps27d5ee10.jpg

As principais atrubuições do COE na atualidade são:
  • Patrulhamento e repressão a grupos do crime organizado;
  • Conduta de Patrulha em Local de Risco e de difícil acesso;
  • Busca e captura de marginais homiziados em locais de difícil acesso;
  • Busca e resgate de pessoas perdidas em locais inóspitos;
  • Repressão a rebeliões graves em estabelecimentos prisionais;
  • Ações onde hajam reféns, seqüestros, raptos em áreas rurais;
  • Apoio a outras Unidades da Corporação ou Forças Armadas;
  • Busca e Resgate de pessoas em aeronaves acidentadas em locais de difícil acesso.
Devido a rusticidade das missões confiadas o que se exige do homem de “Comandos e Operações Especiais”  é que ao invés de ser um "Super Homem", ele seja um "Homem Múltiplo" que embora tenha afinidade e se especialize em determinada área - não seja necessariamente  um “expert” em uma coisa ou outra, e sim um homem com domínio de todas as áreas com versatilidade e a possibilidade de ser empregado em qualquer missão, a qualquer hora, em qualquer lugar e sob quaisquer circunstâncias.

 photo XX0010_zpsb7c92385.jpg

Nas imagens abaixo gentilmente cedidas pelo COE, podemos notar toda a versatilidade da tropa que opera na água, na selva, na montanha e no ar. A maior parcela das missões atuais do COE é dedicada no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas dentro das fronteiras do estado - sejam em localidades rurais ou em morros do litoral paulista.

 photo COEOpRibeirinha1_zps7e198b95.jpg

 photo XX001_zpsf86faa1f.jpg

 photo XX009_zps04681962.jpg

Dois soldados do COE descem de rapel de um dos águias do Grupamento Aéreo.

 photo XX004_zpsa7d491f5.jpg

Operação de treinamento aerotransportado em conjunto com o GATE, ultilizando-se do Eurocopter AS-532 Cougar da Aviação do Exército.

 photo XX007_zps7fd52b60.jpg

Por acreditar que para vencer a guerra contra o crime se requer mais que armamento, suprimentos e contingente, objetivando sempre em suas missões ganhar o apoio das populações locais (o que se tornou a marca dos "Boinas Verdes" americanos) o COE adotou a boina verde como um símbolo de sua atuação não-convencional, sendo que a cada missão "se prende um ladrão ou se faz um amigo".

 photo DSC00115_zps85b8f71f.jpg

O "Gorro de Selva", cobertura utilizada para missões em área de mata ou áreas rurais e as insígnias camufladas em tons de verde para uso no uniforme.

 photo DSC00158_zpsc5024a3a.jpg

 photo DSC00163_zpse36bacea.jpg

 photo DSC09709_zps50088d46.jpg

O símbolo do COE apresenta um crânio estilizado representando o raciocínio. A faca de combate significando segurança e justiça, símbolo máximo das tropas de Comandos. A representação da faca de combate cravada ao crânio simboliza a vitória da vida sobre a morte, aplicação da inteligência, raciocínio e justiça. Completam o desenho duas pistolas bucaneiras cruzadas, símbolo nacional das polícias militares. Todo o conjunto é suportado por um paraquedas aberto significando a coragem em atividades no ápice das alturas, além de fazer referência a sua própria origem cuja primeira tropa foi formada por policiais militares oriundos da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército Brasileiro.

 photo COE_BRD_zps1401d258.jpg

Agradeço ao Cel PM César Augusto Luciano Franco Morelli - Comandante do Policiamento de Choque, ao Ten Cel PM Salvador Modesto Madia- Comandante do 4º Batalhão de Polícia de Choque, ao Cap PM Iron - Comandante da 1ª Cia - COE, ao 2o Sgt PM Edvaldo, ao Cb PM Bolini, ao SD PM Benigno, ao SD PM Marlison, a 1a Ten PM Tania Roldão - Oficial de RP do 4º Batalhão de Polícia de Choque, ao Coronel Paulo Adriano Telhada e ao amigo Milton Basile pela colaboração na elaboração desta matéria.