quarta-feira, 29 de maio de 2013

Distintivo Esportivo da Mocidade Paulista

Demorei algum tempo para encontrar informações a respeito destes distintivos, que teimavam em aparecer junto com insígnias militares antigas. Acho que finalmente descobri do que se trata. É importante contextualizar a época em que os distintivos foram criados: O início da 2a Guerra Mundial - quando todas as nações estavam em alerta, preparando os seus jovens para uma prontidão militar e eventualmente para o sacrifício de uma guerra.

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DECRETO N. 10.882, DE 5 DE JANEIRO DE 1940

O DOUTOR ADHEMAR PEREIRA DE BARROS, Interventor Federal no Estado de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, de conformidade com o artigo 6.º, n. IV, do Decreto-Lei n, 1.202, de 8 de abril de 1939, e nos têrmos da Resolução n. 1.156, do Departamento Administrativo do Estado,  decreta:

Artigo 1.º - Fica creado o "Distintivo Esportivo da Mocidade Paulista".
Artigo 2.º - O "Distintivo Esportivo da Mocidade Paulista" será concedido após um exame oficial esportivo, a brasileiros de ambos os sexos, a partir de 11 anos até 35 anos, divididos em quatro categorias: de 11 a 13 anos, de 13 a 16, de 16 a 18, de 18 a 35.
Artigo 3.º - A forma e as provas pelas quais deverão ser concedidos os distintivos obedecerão ao Regulamento que acompanha o presente decreto, e que foi elaborado pela Diretoria de Esportes, à qual incumbirá, também, indicar ao Govêrno os esportistas julgados em condições de recebê-los.
Artigo 4.º - Os exames realizar-se-ão duas vezes por ano, e a entrega do "Distintivo Esportivo da Mocidade Paulista" será feita, durante solenidades esportivas, pelo Govêrno do Estado, na Capital, e pelos Prefeitos Municipais, nos respectivos municípios.
Artigo 5.º - As despesas decorrentes da execução dêste decreto, que entrará em vigor na data de sua publicação, correrão por conta da verba destinada a fins idênticos, da Diretoria de Esportes.
Artigo 6.º - Revogam-se as disposições em contrário.

REGULAMENTO

Artigo 1.º - A obtenção do "Distintivo Esportivo da Mocidade Paulista" será tentada duas vezes por ano, durante os meses de março e outubro.
Artigo 2.º - Todas as Federações, Ligas ou Associações, por intermédio de seus clubes, abrirão inscrições pa ra os seus associados, e organizarão êstes exames, indicando com quinze dias de antecedência, à Diretoria de Esportes, as datas das realizações e das inscrições dentro dos mêses citados.
Artigo 3.º - Os índices e provas estabelecidas para êste regulamento serão bem acessiveis, nêste início, afim de se estimular a mocidade e trazê-la para a prática dos esportes, procurando por êste meio elevar mais o nivel esportivo do Estado.
Artigo 4.º - No interior do Estado os exames serão realizados nos clubes e controlador pela comissão de esportes, nomeada pelo Prefeito.
Artigo 5.º - Na Capital, todos aqueles que não pertencerem a clubes deverão inscrever-se nas respectivas Federações.
Artigo 6.º - Todos aqueles que atingirem o número de nontos especificados abaixo terão direito ao distinvo sendo que a classe "A" ficará também ae posse de um diploma.
Artigo 7.º - Toos os candidatos deverão apresentar certidão de idade.
Artigo 8.º - Nenhum concorrente podera tomar par te nas provas sem prévio exame medico.

Para as classes "A" e "B" e "C" e "D", dos homens, deverão ser conseguidos, respectivamente, 50 e 40 pontos sendo que, para as moças, deverão obter 40 pontos para todas as classes. Todos os concorrentes, para a obtenção do distintivo, são obrigados a completar o percurso de natação e concorrer a todas as outras provas. Todos os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo.

Palácio do Govêrno do Estado de São Paulo, aos 5 de Janeiro de 1940.


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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Esboço a lápis de José Wasth Rodrigues

Compartilho com os leitores do blog um pequeno mas belíssimo desenho a lápis de José Wasth Rodrigues, o qual eu tive a felicidade de encontrar perdido em um leilão de antiguidades. Trata-se de um esboço de Luiz XIV de Bourbon (1638-1715) feito em papel antigo, assinado J.W.R. e datado de 1930.

Como sei que entre os leitores do blog estão outros apaixonados pela obra deste grande mestre, sei que muitos vão gostar de ver mais esta obra. Aproveito e listo abaixo alguns dos links a respeito de Wasth Rodrigues já postados aqui no blog:

Brasão da USP por José Wasth Rodrigues
São Paulo antigo por José Wasth Rodrigues
Dois monumentos de José Wasth Rodrigues em São Paulo
Mapas das frentes de batalha por José Wasth Rodrigues
O Ex-Libris do jornal O Estado de São Paulo em 1932
Alegoria paulista de José Wasth Rodrigues
Projetos do Brasão da cidade de São Paulo

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

23 de maio 1932

Que nos seja estímulo a saudosa lembrança dos bravos que tombaram na luta, regando com seu sangue generoso o solo da terra que Deus quer grande. Sobra ainda no coração de muitos, o culto de uma saudade – que é respeito, que é ternura, que é esperança, que é ideal.  São Paulo, rogai por eles e por nós!

23 de maio de 2013.
Manet immota fides.

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O mês de maio daquele ano de 1932 já tinha se iniciado com muita tensão no ar: Greves, comícios, articulações políticas e militares iam aos poucos dando forma ao movimento revolucionário. Vargas por sua vez, acenava com a Assembléia Constituinte apenas para o ano seguinte, causando indignação e descontentamento entre os paulistas.
No dia 13 de maio outro grande comício na Praça da Sé reúne comerciantes, estudantes, entidades de classe e políticos que exigem eleições imediatas além de um secretariado verdadeiramente paulista.

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Porém, foi no dia 22 que o pavio foi definitivamente aceso com a chegada de Osvaldo Aranha a mando de Vargas com o intuíto de mediar a questão do secretariado. Com o apoio da imprensa, os frentistas alardeiam que a real intenção de Aranha é não outra a não ser dividir a Frente Única. Este, que já não tinha a simpatia dos paulistas chega a cidade como um verdadeiro intruso.

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De um lado, a Legião Revolucionária (força paramilitar comandanda por Miguel Costa que apoiava a ditadura Vargas) que planejava receber Osvaldo Aranha com todas as honras. Do outro lado a massa paulista que cerca, vaia e hostiliza o emissário de Vargas por todo o seu caminho. Durante a tarde uma carga de cavalaria da Força Pública é lançada contra os protestantes na Avenida Tiradentes, mas logo a situação se acalma com o pedido de desculpas e a garantia que não haveria mais repressão aos manifestantes - vindos do Comandante em Exercício da Força Pública Cel. Elisário de Paiva.

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Na manhã do dia 23 de Maio, Miguel Costa é definitivamente afastado do comando da Força Pública e em seu lugar é nomeado um aliado da Frente Única, o Coronel Júlio Marcondes Salgado. Osvaldo Aranha, que tinha passado a noite abrigado no Quartel General do Exército, retorna ao Rio de Janeiro totalmente alarmado com a situação em São Paulo. Durante essa tarde jornais tenentistas são invadidos pela multidão que toma as ruas enquanto lojas de armas são saqueadas. Pequenos choques contra provocadores da Legião Revolucionária acontecem nas estreitas ruas do centro. A situação se agrava a cada minuto.
Sangue paulista será derramado.

A Batalha da Praça da República:


No final da tarde daquela segunda-feira de maio, os paulistas já não queriam mais os membros da Legião Revolucionária andando com seus lenços vermelhos, armados, mandando e desmandando na cidade. Havia chegado a hora de colocar um ponto final naquele verdadeiro abuso que São Paulo estava sofrendo. A multidão paulista estava decidida a protestar na sede da Legião Revolucionária. Encontraram legionários armados e dispostos a tudo. Inclusive a matar.

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No início da noite a massa indomável se dirige pela Rua Barão de Itapetininga e finalmente alcança a esquina da Praça da República. Ali funciona a sede do Partido Popular Paulista, braço político da Legião Revolucionária. No seu interior, legionários frustrados com a deposição de seu chefe, armados e dispostos a tudo pretendem defender a sede do partido custe o que custar.

A massa se divide entre as esquinas da Rua Dom José de Barros e a Praça da República. Quem entrasse pela Barão de Itapetininga virava alvo dos legionários entocados. No primeiro ataque tombam Euclides Miragaia, estudante de direito e Antonio de Camargo Andrade, além de inúmeros feridos.

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A foto abaixo, originalmente veiculada nos anos 50, é tida como a última imagem em vida dos Mártires da Revolução.

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Das janelas no alto do prédio situado na esquina da Rua Barão de Itapetininga com a Praça da República tem-se uma ampla visão destas duas ruas. Foi dali que os membros da Legião Revolucionária controlaram a tiros o avanço da multidão logo abaixo. Era possível alvejar alvos tanto na Rua Barão de Itapetininga, como na Praça da República.

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Do quarto andar são disparadas rajadas de armas automáticas.

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Os que estão na rua se abrigam.

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Pânico e correria na calçada da Praça da República.

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Um bonde é tomado pelos manifestantes e ao apontar na esquina é crivado de balas vindas de cima. A rajada atinge o estudante Mário Martins de Almeida que virá a falecer no pronto socorro da Polícia Central. São mais de quatro horas de tiroteio, quando no início da madrugada um destacamento da Força Pública negocia a rendição de oito atiradores enquanto a massa é mantida afastada. No chão jaz o garoto de quatorze anos Dráusio Marcondes de Souza. Ferido gravemente está Orlando de Oliveira Alvarenga - que falecerá no dia 12 de agosto. Os ocupantes do PPP são retirados em um caminhão pela Força Pública e levados dali - nunca seriam identificados os autores dos tiros que vitimaram os cinco jovens.

Uma imagem da sede do PPP após o violento combate, e atualmente no mesmo local uma moderna sala de reuniões.

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No dia 24 de maio, as iniciais dos nomes dos mortos formarão a sigla da sociedade secreta que traçará o destino do Revolução Constitucionalista: MMDC. Anos depois a história faria justiça a Alvarenga, e a sigla seria complementada formando MMDCA.

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Mario Martins de Almeida

Nasceu em São Manuel, no Estado de São Paulo no dia 08 de fevereiro de 1901.
Filho do Coronel Juliano Martins de Almeida e de Dona Francisca Alves de Almeida.
Foi estudante do Mackenzie College, tendo terminado seus estudos sob a direção do Professor Alberto Kullmann. Era fazendeiro em Sertãozinho, estando no dia 23 de Maio de 1932 de passagem em São Paulo em visita a seus pais.

Euclydes Bueno Miragaia
Nasceu em São José dos Campos no dia 21 de Abril de 1911. Era filho do Sr. José Miragaia e de Dona Emília Bueno Miragaia. Foi aluno da Escola de Comércio Carlos de Carvalho, de onde passou no terceiro ano para a Escola Alvares Penteado. No dia 23 de Maio estava no centro a serviço de um cartório.

Drausio Marcondes de Souza
Nasceu a Rua Bresser na cidade de São Paulo em 22 de Setembro de 1917.
Filho do Sr. Manuel Octaviano Marcondes, farmacêutico e de Dona Ottilia Moreira da Costa Marcondes.

Antonio Americo de Camargo Andrade
Nasceu no dia 03 de Dezembro de 1901, filho do Sr. Nabor de Camargo Andrade e de Dona Hermelinda Nogueira de Camargo. Era casado com Dona Inaiah Teixeira de Camargo e deixou três filhos: Clesio, Yara e Hermelinda.

Orlando de Oliveira Alvarenga
Nasceu em Muzambinho, Minas Gerais, no dia 18 de Dezembro de 1899. Filho do Sr. Ozorio Alvarenga e de Dona Maria Oliveira Alvarenga. Deixou viúva Dona Annita do Val e um filho de nome Oscar. Era escrevente juramentado, e faleceu no dia 12 de Agosto de 1932 vítima dos ferimentos do dia 23.

No Mausoléu do Ibirapuera o "Herói Jacente" abriga os despojos das primeiras vítimas da Ditadura em 1932.

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DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI. É DOCE E BELO MORRER PELA PÁTRIA.
(Horácio, ode II, livro III, versículo 13)


terça-feira, 21 de maio de 2013

Medalha General Daltro Filho

Assim como a Medalha General Waldomiro Lima, outorgada aos oficiais da Força Pública do Estado do Paraná que combateram as tropas paulistas em 1932 sob o comando do General Waldomiro Castilho de Lima, tive o prazer de descobrir recentemente a existência da Medalha General Daltro Filho.

Manuel de Cerqueira Daltro Filho (Cachoeira, 1882 — Porto Alegre, 1938) comandou o Destacamento Daltro Filho, que combateu os paulistas no setor Norte em 1932 - cercando a cidade de Cruzeiro em outubro e depois isolando a capital paulista. Após o fim da revolução, o General Daltro Filho foi nomeado Interventor Federal no Estado de São Paulo, substituíndo o General Waldomiro Lima - governando interinamente durante dois meses, antes da posse de Armando de Salles Oliveira.

Não tenho certeza se esta é uma condecoração oficial da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e agradeço qualquer informação que possa elucidar esta questão. Kurt Prober nos informa em seu catálogo, que a medalha foi cunhada em Caxias do Sul pela Eberle (que assina o verso da medalha).

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No verso da medalha o período que o General Daltro Filho foi Interventor do Rio Grande do Sul (17 de outubro de 1937 a 18 de janeiro de 1938).

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Abaixo uma rara imagem do então Coronel Daltro Filho, ao lado do General Góes Monteiro durante a campanha de 1932.

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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Láurea de Mérito Pessoal 1o Grau

Em 2011 em mostrei aqui no blog as Láureas de Mérito Pessoal da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Trago hoje uma curiosa variação de fabricação da Láurea de Mérito Pessoal 1o Grau com o famoso "PMzito" esmaltado na condecoração. Instituída em 1974, inicialmente como “Medalha PMzito do Mérito Pessoal”, a medalha trazia o soldado mascote da Polícia Militar no centro do distintivo. A partir do final dos anos 1980 a condecoração foi alterada para “Láurea do Mérito Pessoal” e a imagem do mascote substituída pelo escudo do brasão da Polícia Militar.

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Medalha comemorativa Julio Mesquita

Júlio César Ferreira de Mesquita (Campinas, 10 de agosto de 1862 — São Paulo, 15 de março de 1927) foi um advogado, político e jornalista brasileiro, proprietário do jornal O Estado de São Paulo.
Nasceu em Campinas. Com a idade de 3 anos foi para Portugal com seus pais, onde fez os primeiros estudos. Regressando, estudou em Campinas, nos colégios Morton e Culto à Ciência e em São Paulo onde se formou pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1883. Iniciou sua colaboração assinada em A Província de São Paulo, em janeiro de 1885, ao redigir comentários. Em 1891, assumiu a direção do jornal. Envolveu-se em política, aderindo ao movimento republicano no Brasil. A trajetória política deu início quando foi eleito vereador em Campinas, seguido pelo cargo de secretário do primeiro governo provisório republicano de São Paulo. Foi deputado à Constituinte paulista, senador estadual e deputado federal. 
Depois tornar-se colaborador do jornal A Província de São Paulo, então propriedade de Francisco Rangel Pestana, assumiu a direcção. À frente do jornal em 1890, renomeou-o para O Estado de S. Paulo, acompanhando a virada republicana do ano anterior e assumiu em 1891 a direção do O Estado de S. Paulo dando início a dinastia que hoje controla o jornal e também a empresa. Em 1902, Júlio Mesquita, redator desde 1885 e genro de José Alves de Cerqueira César, um dos 16 fundadores, torna-se o único proprietário do diário, e empreendeu uma revolução editorial, tornando-o o primeiro grande jornal desvinculado de partidos, seguindo os passos da grande imprensa norte-americana. 
Durante a Primeira Guerra Mundial perfilou seu diário à causa aliada e, com isso, perdeu toda a publicidade da então poderosa comunidade alemã. Lançou o Jornal da Tarde, apelidado "Estadinho", tiragem vespertina do jornal, dirigida pelo filho, o jovem Júlio de Mesquita Filho. Apoiou as duas candidaturas de Rui Barbosa e, já em 1902, rompe com o republicanismo paulista. 
É um dos fundadores da Liga da Defesa Nacional, criada por Olavo Bilac e Frederico Steidel, organização que visava o fim das distorções da República Velha e da Sociedade de cultura artística, entidade filantrópica que visava o desenvolvimento das artes em São Paulo. Em 1916 fundou a Revista do Brasil, posteriormente controlada por Monteiro Lobato. Júlio de Mesquita casou-se com Lucila de Cerqueira César, filha do senador José Alves de Cerqueira César, vice-governador do estado bandeirante, e de Maria do Carmo Salles, irmã de Manuel Ferraz de Campos Sales, presidente da República, tetraneta de Francisco Barreto Leme do Prado, o fundador de Campinas. O casal Júlio César e Lucila teve doze filhos: Ester, Rachel, Rute, Maria, Júlio, Francisco, Sara, Judite, Lia, José, Suzana e Alfredo Mesquita. No ano de sua morte o jornal sobrepujava os 60 mil exemplares diários. Mesquita julgou prudente, romper relações com o governo Campos Sales. A decisão desagradou os acionistas do jornal. Investiu na compra de suas participações e passou a ser "publisher" do veículo. Problemas pulmonares o levaram ao afastamento de suas atividades. Faleceu em São Paulo, à 15 de março de 1927. (Fontes: Resumo Histórico do Grupo Estado; Prefeitura de São Paulo e Wikipedia)
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Abaixo o verso da medalha trazendo o Edifício que foi sede da Redação, Administração e Oficina do Jornal O Estado de São Paulo, no período de 31 de dezembro de 1951 a 13 de junho de 1976, na Rua Major Quedinho, no centro de São Paulo. No local atualmente funciona o Hotel Jaraguá.

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Imagem de Carlos Alberto Cerqueira Lemos, em julho de 1976, logo após da mudança da sede do jornal.

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Panfleto de convocação para a Guerra do Paraguai

Neste panfleto datado de agosto de 1868, assinado por Cândido Borges Monteiro, o Barão de Itaúna, Presidente da Província de São Paulo de 26 de agosto de 1868 a 25 de abril de 1869 - é interessante notar que o Presidente da Província pretende manter o esforço de guerra contra o Paraguai, porém sem descuidar dos interesses da Província uma vez que em governos anteriores a Província de São Paulo já havia enviado numerosos contingentes militares à Guerra, prejudicando a segurança pública local. (Fonte: Arquivo Público do Estado de São Paulo)

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Piloto da Campanha do Atlântico 1942-1945

Trago hoje um bonito conjunto de medalhas da Força Aérea Brasileira que nos remete aos dias da Campanha do Atlântico Sul entre 1942 e 1945. A primeira medalha da esquerda é a Cruz de Aviação (fita B) seguida pela Medalha da Campanha do Atlântico e pela Medalha de Mérito Santos Dumont. Completa o conjunto de medalhas o brevê de aviador militar já apresentado anteriormente aqui no blog. Abaixo junto com as fotos vemos uma breve descrição de cada medalha.

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Criada pelo Decreto-Lei 7454 de 10 de abril de 1945, a Cruz de Aviação era destinada aos membros das tripulações de aeronaves, que tenham, com eficiência, dado desempenho a missão de guerra. A cada 20 missões completadas era adicionada uma estrela sobre a fita, cada grupo de 5 estrelas era substituído por uma palma. Existiam duas fitas distintas para a mesma medalha: A fita “A” para agraciados na Campanha da Itália, e a fita “B” para os agraciados no Atlântico Sul.

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Criada anos após a guerra , pela Lei No 497 de 28 de novembro de 1948, a Medalha da Campanha do Alântico Sul destinava-se aos militares da ativa, da reserva e reformados e aos civis que se tenham distinguido na prestação de serviços relacionados com a ação da Força Aérea Brasileira no Atlântico Sul, no preparo e desempenho de missões especiais, confiadas pelo Governo e executadas exclusivamente no período de 1942 e 1945. Para ser agraciado com essa medalha, além da ausência de nota desabonadora, eram condições essenciais:

a) ter se distinguido na prestação de serviços, relacionados com a ação da Fôrça Aérea Brasileira no Atlântico Sul;
b) ter cooperado na vigilância do litoral, no transporte aéreo de pessoal e material necessários ao sucesso da campanha, nos serviços relativos à segurança de vôo e à eficiência das operações dos aviões comerciais e militares.

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Abaixo vemos uma imagem de um CONSOLIDATED PBY Catalina usado pela FAB na patrulha do Alântico e que é representado na parte de frente da medalha.

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Criada pelo decreto 39905 de 5 de setembro de 1956, a Medalha "Mérito Santos-Dumont" para ser concedida como prêmio a civis e militares, brasileiros ou estrangeiros que hajam prestado ou prestarem destacados serviços à Aeronáutica Brasileira e para distinguir àqueles que, por suas qualidades ou valor, em relação à Aeronáutica, o Governo julgar merecê-lo.

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(Fonte: http://www.medalhasmilitaresdobrasil.com.br)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dr. Armando de Salles Oliveira

Trago hoje algumas interessantes fotos da campanha do Dr. Armando de Salles Oliveira nas eleições para a Constituinte Estadual de 1934. Armando de Salles Oliveira foi o interventor civil e paulista nomeado por Vargas após a revolução, substituíndo os Generais Waldomiro Castilho de Lima e Manuel de Cerqueira Daltro Filho - que comandaram as tropas ditatoriais contra o exército constitucionalista.
Após formar-se em engenharia civil pela Escola Politécnica, iniciou bem-sucedida carreira como engenheiro e empresário. Casou-se então com Raquel de Mesquita, filha de Júlio de Mesquita, dono do jornal O Estado de São Paulo, de quem se tornaria amigo e sócio em diversos empreendimentos. Com a morte do sogro em 1927, assumiu a presidência da sociedade anônima proprietária do jornal. 
Filiado ao Partido Democrático (PD) de São Paulo, participou das articulações que levaram à criação, em princípios de 1932, da Frente Única Paulista (FUP) e, em julho daquele ano, à deflagração do Revolução Constitucionalista, contra o governo de Getúlio Vargas. Com a derrota do movimento, assumiu por um ano a direção d'O Estado de São Paulo, em virtude do exílio do diretor, seu cunhado Júlio de Mesquita Filho. No início de 1933, foi um dos articuladores da Chapa Única por São Paulo Unido, que disputou em maio as eleições para a Assembléia Nacional Constituinte e elegeu a maior parte dos representantes paulistas. 
Em agosto de 1933, por suas boas relações com as forças políticas do estado, que desejavam um interventor civil e paulista, foi nomeado por Vargas para o cargo. Teve de enfrentar a princípio forte oposição movida por setores militares, especialmente pelo general Daltro Filho, comandante da 2ª Região Militar. Superado esse obstáculo, dedicou-se à reconstrução do aparelho administrativo, completamente desarticulado pelas represálias e perseguições que se seguiram à Revolução Constitucionalista. Durante sua gestão foi criada a Universidade de São Paulo (USP), projetada para ser um centro de excelência acadêmica, e para a qual se recorreu à contratação de professores europeus e norte-americanos. 
No plano político, promoveu o reordenamento do quadro partidário estadual com a criação do Partido Constitucionalista, que absorveu o PD (oficialmente extinto em fevereiro de 1934) e uma dissidência do tradicional Partido Republicano Paulista (PRP). Ao mesmo tempo, buscou aproximar-se do governo federal, o que levou Vargas a incluir em seu ministério dois nomes indicados pelo Partido Constitucionalista: Vicente Rao, na pasta da Justiça e Negócios Interiores, e José Carlos de Macedo Soares, na de Relações Exteriores. Em outubro de 1934, comandou a vitória de seu partido nas eleições para a Constituinte estadual, cujos membros o elegeram governador constitucional em abril do ano seguinte. (Fonte CPDOC-FGV)
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Na foto abaixo vemos Armando de Salles Oliveira no palanque juntamente com Dona Carlota Pereira de Queiroz, primeira Deputada Federal do Brasil eleita por São Paulo em 1933. Durante a Revolução de 32 Dona Carlota organizou um grupo de 700 mulheres e junto com a Cruz Vermelha deu assistência a centenas de feridos que chegavam das frentes de batalha.

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Dona Carlota é conhecida por muitos através da célebre foto abaixo, mostrando suas relíquias da revolução.

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Abaixo vemos alguns distintivos e postais de propaganda do Partido Constitucionalista.

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