sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A aviação militar paulista na Revolução de 1932

Trago hoje aos leitores do blog um pequeno resumo de minha autoria que foi escrito por conta do centenário da aviação militar paulista. Para quem não conhece o assunto é uma boa introdução. No final do texto coloco alguns links daqui do blog e alguns excelentes livros. Aproveito a oportunidade para desejar a todos um feliz natal e um 2014 repleto de realizações!!

PRO SÃO PAVLO FIANT EXIMIA
Ricardo Della Rosa, dezembro de 2013.

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A aviação militar paulista na Revolução de 1932

"...é que os escudos onde eles traziam gravados o dístico PRO BRASILIA FIANT EXIMIA, eram os próprios corações!"
Major‐Brigadeiro‐do‐Ar Lysias Augusto Rodrigues


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Antes de mais nada é preciso saber que a aviação de São Paulo organizada as pressas durante a revolução de 32, funcionou como todo o esforço de guerra paulista da época: Na base do improviso e pela boa vontade de quem se engajou pela causa. Com esse ponto em mente é possível entender o real significado do que fizeram os aviadores voluntários paulistas e brasileiros que voaram pela constitucionalização do Brasil. Após a revolução de 32 a aviação militar paulista seria extinta, retornando a ativa cinquenta e dois anos depois em 1984 na forma do Grupamento de Radiopatrulha Aérea, com a missão de auxiliar a Polícia Militar no combate ao crime em todo o Estado de São Paulo. Por outro lado podemos afirmar sem sombra de dúvida, que a aviação militar brasileira saiu com muitos ensinamentos na bagagem depois do ano de 1932, todos eles valiosos para a consolidação da futura Força Aérea Brasileira.

Uma das primeiras providências do Governo Federal após a tomada do poder em 1930, foi justamente o desmantelamento da aviação da Força Pública de São Paulo: Os aviões foram enviados para o Rio de Janeiro e seus mecânicos e pilotos espalhados por todo o Estado de São Paulo, designados para prestar serviços burocráticos – longe dos céus onde deveriam estar. Com isso, no início de julho de 1932, o Coronel Euclydes Figueiredo ao idealizar a arma aérea que seria sediada no Campo de Marte na zona norte da capital paulista, encontrou apenas dois aviões Potez TOE e dois Waco CSO. Com o passar dos dias outras aeronaves chegaram através de pilotos que aderiram a revolução (um Waco CSO C‐3 trazido pelo 10 Tenente Arthur da Motta Lima Filho e um Nieuport Delage pelo Capitão Adherbal da Costa Oliveira) e também pelas mãos de proprietários privados, que disponibilizaram diversos modelos tais como os De Havilland DH‐60 Moth, Morane‐Saulnier, Curtiss JN‐2, entre outros. Nos dias finais da revolução, os paulistas receberam três Curtiss 0‐1E Falcon vindos do Chile. Dentre todos estes diferentes aviões, apenas sete poderiam de fato ser usados como armas de guerra propriamente ditas. Foi com esse arsenal adaptado que a aviação paulista foi a luta. As instalações capturadas pelos paulistas no Campo de Marte foram inicialmente organizadas pelo Capitão da FP Ismael Torres Chistiano e pelo Capitão João Negrão. Em uma das primeiras missões, um Waco paulista sobrevoou o centro do Rio de Janeiro e despejou panfletos de propaganda paulista – retornando ao Campo de Marte sem sofrer qualquer hostilidade da aviação federal. Nos movimentos iniciais da revolução as missões eram apenas de reconhecimento de tropas e posições terrestres além do lançamento de folhetos de propaganda nas cidades inimigas. Essa curta fase inicial durou até a chegada de aviadores mais experientes, sendo que assumiram o comando geral da Aviação Constitucionalista o Major Ivo Borges, e comandando o 1º Grupo de Aviação de Caça, também conhecido como “Gaviões de Penacho”, o Major Lysias Rodrigues . Ambos excelentes aviadores militares, que desertaram das forças federais chegando a São Paulo clandestinamente em um barco de pesca.

O 1º GavCa foi dividido em duas esquadrilhas distintas comandadas pelo Capitão da FP Ismael Torres Christiano e pelo 1º Tenente José Ângelo Gomes Ribeiro. Inicialmente a aviação paulista com seus poucos recursos atuou na Frente Sul, deixando a capital paulista livre para várias investidas inimigas contra o Campo de Marte ‐ ações que visavam demonstrar força e abalar a moral da população paulistana. Além desses ataques na capital, a Aviação Naval operava livremente a partir de Vila Bela (Ilhabela) no litoral, engrossando o bloqueio naval, bombardeando posições em Santos e apoiando a ofensiva terrestre dos Fuzileiros Navais em Cunha. Além dos vôos diários de observação realizados pela aviação constitucionalista, no final de julho um ataque paulista foi levado a cabo pelo 1º Tenente Gomes Ribeiro partindo de Itapetininga e visando o campo de aviação federal em Faxina (atual Itapeva). Um avião estacionado no solo foi avariado com tiros de metralhadora pelo Potez do 1º Tenente. Deste mesmo campo de Itapetininga partiram diversos ataques contra tropas federais em solo, causando uma grande sensação de insegurança entre os soldados vindos do Sul em direção a São Paulo. Com o tempo, as forças federais fortaleceram os céus neste setor e no início de setembro a luta se intensificou.

O dia 8 de setembro ficará marcado na história como a data do primeiro combate aéreo na América Latina com um avião sendo abatido: Um Potez federal realizava uma missão de reconhecimento na região da cidade de Buri quando foi interceptado por uma esquadrilha dos “Gaviões de Penacho”. Após perseguição o Potez do Major Lysias acerta uma rajada no Potez federal e este acaba fazendo uma aterrisagem forçada que resulta na perda total da aeronave, porém sem clamar as vidas do piloto e do observador inimigo. No primeiro combate aéreo da América Latina, a aviação paulista foi a vencedora. Seria o único avião abatido em combate por outro avião durante a Revolução de 32.
“Dados os serviços que vêm prestando as Unidades Aéreas, postas à disposição deste Sector, este Comando chama a atenção dos demais elementos da tropa para o seu espírito de sacrifício, eficiência e bravura, concretizadas através de doze dias de ininterrupta atividade nas seguintes realizações:
a) reconehcimentos efetuados diariamente, muitas vezes em condições particularmente difíceis;
b) Bombardeios e ataques a metralhadora, de objetivos terrestres importantes, como sejam: Faxina, onde se acha o Q.G. da tropa inimiga; Buri, agrupamento da vanguarda invasora; regiões de Apiaí e Ribeira;
c) inutilização de dois aparelhos inimigos, um no terreno de Faxina e outro abatido do dia 8 p.p em pleno vôo, sobre a região de Buri.
Tudo isso vem colocando em situação de destaque na atual campanha, e os tem tornado dignos de imitação por parte dos demais elementos das Forças Constitucionalistas.
Basílio Taborda, CEL Comandante”
Após a ofensiva no Setor Sul, a aviação constitucionalista lançou ataques contra as forças federais operando a partir de Lorena e Cruzeiro, no Vale do Paraiba. Um audacioso ataque noturno contra a base de aviação federal em Resende não foi bem sucedido pois as bombas paulistas caíram longe do alvo. A aviação federal intensifica sua presença na região e consegue destruir no solo o Potez do Major Lysias. A superioridade de recursos federais força uma nova mudança e a aviação constitucionalista passa a operar da capital paulista e da cidade de Mogi‐Mirim no setor leste da luta, sendo neste local combatida ferozmente pela aviação inimiga deslocada para este setor. Em 18 de setembro, o Potez paulista pilotado pelo Major Lysias e tendo como observador o 1º Tenente Mario Machado Bittencourt é surpreendido por uma patrulha inimiga com três aeronaves e após troca de tiros e com a munição esgotada, Lysias se lança diretamente contra um dos aviões inimigos – que compreendendo a manobra consegue se evadir e prefere voltar para sua base, longe daquele piloto temerário.

Rapidamente os recursos paulistas vão acabando e as operações aéreas escasseando, por outro lado a aviação federal fecha o cerco contra o Estado de São Paulo e inicia uma campanha de bombardeio contra a cidade de Campinas. Muito embora visassesm apenas alvos militares ou estratégicos causaram pânico e morte de civis – criando uma enorme comoção na imprensa. Apesar de cada dia mais enfraquecida, a aviação paulista faz um enorme estrago ao realizar um ataque surpresa no campo de Mogi Mirim, destruíndo no solo dois Wacos novos em folha no dia 21 de setembro . Essa bem sucedida ação gerou ânimo para uma missão mais ambiciosa, mas que teria um desfecho fatal para os valentes aviadores constitucionalistas.

Mario Machado Bittencourt, era considerado o melhor observador das Forças Aéreas Paulistas. Civil, em pouco tempo obteve comissionamento no posto de 2o Tenente. Logo depois foi promovido, após combate com aviões adversários, a 1o Tenente. Foi elogiado repetidamente em boletins do QG da Capital. Operou juntamente com os Gaviões de Penacho, na maioria das vezes com o piloto José Angelo Gomes Ribeiro, em todos os setores da luta: Faxina, Buri, Itapetininga, Campinas, Lorena, Uberaba, Barão de Ataliba...Em Mogi‐Mirim participaram dos raids que destruíram cinco aviões governistas, além de diversos embates aéreos nos moldes da 1a Guerra Mundial. Ambos cariocas, aderiram ao movimento constitucionalista e vieram clandestinamente para São Paulo para lutar pela causa que acreditavam.

Na manhã do dia 24 de Setembro, um sábado (como não poderia deixar de ser, o dia da semana que sempre foi fatídico para os paulistas) Mario Machado Bittencourt e José Angelo Gomes Ribeiro se apresentam no hangar "Capitão Chantre" no Campo de Marte para mais uma missão. Ao meio dia e quinze minutos o Major Ivo ordena a partida da esquadrilha. Pilotando o avião modelo Curtiss O1‐E Falcon, batizado de KAVURÉ‐I, Machado Bittencourt e Gomes Ribeiro partem em direção ao Porto de Santos, na penosa missão de bombardear a esquadra ali estacionada numa tentativa de romper o bloqueio que impossibilitava as nossas forças de obter armamentos e suprimentos de guerra. Junto deles decolam Lysias Rodrigues e Abilio Pereira de Almeida no "Kyri‐Kyri" e Motta Lima junto com Hugo Neves no "Waco Verde". Fariam o primeiro bombardeio e aterrariam no Campo da Praia Grande onde se reabasteceriam com bombas para novas investidas. Não se sabe ao certo qual foi o motivo (fogo anti‐aéreo ou um incêndio provocado por uma válvula), mas ao realizar o "piqué" para bombardear o Cruzador Rio Grande do Sul, o avião de Gomes Ribeiro e Bittencourt se tranformou em uma enorme bola de fogo e se espatifou ao lado da Ilha da Moela, em frente ao Guarujá. Estavam mortos os dois aviadores constitucionalistas. O Cruzador não foi atingido. Os corpos dos aviadores jamais foram encontrados e os destroços do avião fazem parte de um enorme mistério. Essa seria a última operação de vulto da aviação paulista em 1932. O Governador Pedro de Toledo que teve conhecimento do desastre de aviação em que pereceram Gomes Ribeiro e Machado Bittencourt, dirigiu ao General Klinger e ao Commandante Ivo Borges os seguintes telegramas de condolências:
"General Bertoldo Klinger chefe das Forças Constitucionalistas ‐ Envio a v. exa., em meu nome e do governo do Estado de São Paulo, a expressão do mais profundo pesar pelo tragico desapparecimento dos gloriosos aviadores José Antonio Gomes Ribeiro e Mario Machado Bittencourt, exemplos admiraveis de devotamento á causa nacional da Constituição (a) Pedro de Toledo, Governador do Estado".
"Major Ivo Borges, commandante da Aviação Constitucionalista ‐ Queria acceitar e transmittir aos seus denodados companheiros de aviação constitucionalista a expressão do mais sentimento de pesar pelo tragico desapparecimento de José Angelo Gomes Ribeiro e Mario Machado Bittencourt, gloriosos defensores da civilização brasileira a cuja grande causa prestaram o inexcedivel concurso das suas azas immortaes, em exemplos de fulgurante civismo. Em meu nome pessoal e do governo do Estado de S. Paulo lamento a irreparavel perda, que enriquece o thesouro dos nossos sacrificios como tambem augmenta a divida de gratidão da patria para com aquelles que tão heroicamente e defendem, no campo da honra.
Pedro de Toledo, Governador do Estado.
PARA SABER MAIS:

Aeronaves usadas pela Aviação Paulista em 1932
Mario Machado Bittencourt - O Herói da Ilha da Moela no Guarujá
78 anos da morte de Mario Machado Bittencourt e José Angelo Gomes Ribeiro

“Gaviões de Penacho, a lucta aérea na Guerra Paulista de 32” – Lysias Augusto Rodrigues
“Polícia Militar, asas e glórias de São Paulo” – José Canavó Filho e Edilberto de Oliveira Melo
“Um Céu Cinzento – A história da aviação na Revolução de 1932” ‐ Carlos Carvalho Daróz

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O mapa de uma revolução

Reproduzo abaixo uma matéria que recebi da amiga Marlene Laky, da Casa Guilherme de Almeida. É uma baita descoberta para aqueles que se interessam sobre a história do famoso mapa de Wasth Rodrigues. A matéria datada de 1977, é de autoria da escritora Stella Carr (1932-2008).

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O MAPA DE UMA REVOLUÇÃO

A história de um mapa clandestino, que quase leva à prisão seu impressor e à destruição uma gráfica. Em 1932, quem ousasse imprimir um mapa de São Paulo Constitucionalista, estava se expondo até à pena de morte. 45 anos depois uma verdadeira jóia litográfica é encontrada por detrás do forro de um teto, onde seu assustado impressor a deve ter ocultado. No original em 6 cores, vêem-se claramente desenhados os exércitos de São Paulo e do resto do Brasil, com suas bandeiras, e os famosos aviõezinhos que ameaçavam bombardear a cidade. No canto à esquerda, os dizeres “Esta he a carta verdadeira da revolução que houve no Estado de São Paulo no anno de MCMXXXII”.

Em 1972 a Gráfica Editora Hamburg, adquiria o controle WEISS e Cia Ltda, gráfica das mais antigas do Brasil, localizada na Rua dos Apeninos desde 1928, no bairro da Aclimação. Prédio muito velho, fazia-se necessária uma reforma. Ao ser derrubado o antigo forro, foi encontrado entre os escombros um rolo de papéis. Alguns funcionários com mais de 37 anos de casa reconheceram logo pelas letras JWR escritas no canto direito as iniciais de José Wasth Rodrigues , um dos maiores gravadores do Brasil e primeiro ilustrador de Monteiro Lobato.

Contaram que, acabada a revolução, soldados vieram revistar a gráfica por que o dono fora denunciado por ser impressor de um mapa ”separatista”.

Um coronel do Recife, porém achou que como estrangeiro, Weiss tinha se envolvido involuntariamente e concordou em deixa-lo em paz, se os mapas fossem destruídos e as matrizes quebradas. As matrizes, pedras pesadíssimas, de 30 a 40 kilos, foram quebradas ali mesmo. Mas alguns mapas, verdadeiras obras de arte impressas em 6 cores (hoje usam-se no máximo 4 ) foram preservados e escondidos.

Explica-nos Wilson Savieri, um dos atuais donos da empresa, que encontrou ao chegar, um arquivo organizadíssimo de matrizes de pedras e a máquina “ Planeta Cleinod “, verdadeira peça de museu, onde supõe terem sido impressos os mapas. E descreve seu processo de impressão: “ Nesse mapa, foram usadas 6 dessas pedras, uma para cada cor. São chamadas ‘pelure’, e encontradas somente numa região vulcânica da Itália e Alemanha. O desenho é passado em papel de seda para cada uma das pedras separadamente e a gravação é feita totalmente à mão. Cada pedra substitui um dos filmes que atualmente são usados para este fim. E é por isso que o ‘off set’ até hoje é chamado litografia, de litus-pedra. O gravador tinha que ser um autêntico artista, como JWR, que passava o desenho da pedra à chapa de metal, que só então ia para a máquina imprimir. Jóias como esta - lamenta Savieri - não existem mais!

(trecho de uma matéria publicada na revista “SIMBOLO” de junho de 1977-pg 8 escrita por Stella Carr ).

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Medalha do Centenário da Aviação da PMESP

Trago em primeira mão aos amigos leitores do blog, a Medalha do Centenário da Aviação da Polícia Militar do Estado de São Paulo - que terá a sua primeira entrega hoje a noite em cerimônia alusiva ao centenário da aviação paulista.

O desenho desta medalha, que é sem nenhuma dúvida uma das mais belas condecorações paulistas, é de autoria do Ten Cel PM Galdino Vieira da Silva Neto, Subcomanandante do Grupamento Aéreo - As partes que constituem a medalha abrangem todas as épocas da aviação em suas diversas fases: O Campo do Guapira com seus hangares; uma representação do avião usado pela Força Pública durante a Revolução de 32, o Curtiss Falcon; a águia que era uma das insígnias da aviação nas décadas de 20 e 30 e os prédios da cidade de São Paulo ao redor da medalha.

A medalha foi criada pelo Decreto 59.852 de 28 de novembro de 2013 com o objetivo de galardoar as personalidades civis e militares, bem como instituições públicas e privadas, que tenham contribuído para o maior brilho do GRPAe ou, de algum modo, prestado relevantes serviços ao Estado de São Paulo relacionados à aviação, e à população paulista, atuando direta ou indiretamente para a elevação do nome da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

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O desenho do diploma oficial da medalha é de autoria do autor deste blog.

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A história da civilização paulista

Anúncio circulado na Folha da Manhã de 9 de Julho de 1954. Em breve vou publicar uma resenha desta importante publicação de Aureliano Leite. Aguardem!

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Quepes paulistas dos anos 60

Hoje trago dois quepes paulistas usados pela Força Pública e pela Guarda Civil durante a década de 60. São peças históricas que fazem parte da iconografia de São Paulo. Além das fotos das peças, mostro imagens das mesmas em uso.

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Major Paulo Pinto Auto Rangel (1844-1931)

De vez em quando temos a oportunidade de nos deparar com excelentes surpresas em feiras de antiguidade. É o caso deste pequeno lote de fotos da tradicional família Rangel, duas delas são do Major Paulo Pinto Auto Rangel - um dos heróis da Retirada de Laguna, um dos mais célebres e dramáticos episódios da Guerra do Paraguai.

Paulo Pinto Auto Rangel (1844-1931) foi para a Guerra do Paraguai como Alferes, alistado no 17o Batalhão de Voluntários da Pátria. Retornou do combate e fixou-se com a família na Vila do Rio Novo em 1885. Homem estudioso, apreciava o jornalismo. Celebrizou-se com a patente de major e seus apontamentos, incluindo uma planta geográfica, que descreve a cidade de Avaré no fim do regime monárquico. Seu nome consta na lista de heróis da Retirada de Laguna imortalizado na literatura pelo Visconde de Taunay e que teve a participação do Corpo Policial paulista.

Em abril de 1865, uma coluna partiu do Rio de Janeiro, sob o comando do Coronel Manuel Pedro Drago percorrendo mais de dois mil quilômetros por terra até alcançar Coxim, na Província do Mato Grosso, em dezembro desse mesmo ano, que encontrou abandonada.

Em janeiro de 1867, o coronel Carlos de Morais Camisão assumiu o comando da coluna reduzida a 1.680 homens e decidiu invadir o território paraguaio, penetrando até Laguna, em abril. Longe demais das linhas brasileiras, e sem víveres para o sustento da tropa, afetada pela cólera, o tifo, e pelo beribéri, a coluna do Exército Brasileiro foi forçada a retirar sob os constantes ataques da cavalaria paraguaia, que utilizou táticas de guerrilha, infligindo perdas severas aos brasileiros. Do efetivo de cerca de 3.000 homens, retornaram às linhas brasileiras em Coxim, em junho de 1868 apenas 700 homens, alquebrados pela doença e pela fome.

Nas fotos abaixo vemos o Major Paulo Pinto Auto Rangel e um militar não identificado. As fotos são datadas de 1885, 1925 e 1926.

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Na excelente imagem abaixo, podemos identificar claramente todas as medalhas e ordens recebidas pelo Major Rangel. Elas seguem descritas abaixo.

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Medalha de Bravura.

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Medalha Al Valor y a la Constancia da República Argentina.

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Medalha A las Virtudes Militares da República Oriental del Uruguay.

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Medalha Constância e Valor 1867.

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Ordem da Rosa, Ordem de Cristo e Ordem do Cruzeiro.

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Medalha de Campanha 1870.

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