terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Visita a Frente Norte

Os temas ligados a Revolução de 1932 são muitos e em quatro anos de blog eu ainda não tinha conseguido postar uma matéria sobre os locais onde ocorreram as maiores batalhas na Frente Norte. Finalmente posso corrigir essa terrível falha e trago hoje aos leitores fiéis do blog uma matéria recheada de fotos das localidades mais importantes da Epopéia Paulista no Vale do Paraíba.

Para visitar tantos lugares diferentes foi preciso planejar o passeio com uma certa antecedência, pois o tempo era curto e eu fiz questão de seguir a trilha das batalhas desde os postos avançados em Queluz, quase na fronteira com o Rio de Janeiro até a cidade de Cruzeiro e o célebre Túnel da Mantiqueira. Essa viagem não teria sido possível e certamente não tão agradável sem a companhia dos amigos Marcus Carmo e Erico Storto Padilha, ambos professores de História e apaixonados pelo tema. Em Cruzeiro nosso guia foi o também professor Carlos Felipe do Nascimento, uma figura ímpar e que estuda a região há décadas.

Com o time pronto e embarcado, rumamos em direção a Cruzeiro. A placa abaixo, perfurada de balas de todos os calibres não deixa dúvidas que aquele recanto do Vale guarda uma certa intimidade com a guerra.

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A estação de Cruzeiro (em lamentável estado de abandono) foi ponto chave para as tropas paulistas em 1932. De lá saíam os trens blindados em direção aos postos avançados em Bianor na fronteira com o Rio de Janeiro, chegavam trens com voluntários de todas as cidades do Estado de São Paulo e ali por um grande período de tempo ficou estacionada a locomotiva usada como Q.G. pelo Coronel Euclydes Figueiredo.

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Na foto abaixo vemos o colégio onde foi assinado o Protocolo de Cruzeiro em 2 de outubro de 1932, pondo fim nas hostilidades entre as tropas paulistas e as tropas ditatoriais.

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Com um enorme quarteirão de extensão, os gigantescos galpões industriais abaixo eram a sede das Oficinas Bélicas de Cruzeiro - que produziram boa parte do armamento paulista usado em 32. Hoje o prédio está aparentemente abandonado.

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Do mirante no alto da cidade é possível contemplar a bela cidade aos pés da Serra da Mantiqueira. A cidade possui o pomposo título de "Capital da Revolução de 1932", mas infelizmente o descaso com a história é gritante em todos os pontos de interesse na cidade - uma pena, pois com algum investimento em restauração e propaganda, a cidade poderia receber hordas de turistas interessados neste tema. É o famoso descaso da maioria dos governantes brasileiros com a nossa própria história. Após Cruzeiro a nossa próxima parada é o célebre Túnel da Mantiqueira.

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Próximo a entrada para a boca do Túnel da Mantiqueira temos alguns interessantes monumentos aos que tombaram naquela região. "VÊ OS MORTOS GLORIOSOS TE FITAM ENTRE AS BRUMAS DAS NOSSAS MONTANHAS".
A partir deste ponto, qualquer um que conhece a história de 32 segue o percurso com os pelos dos braços constantemente arrepiados e com uma sensação mágica de estar caminhando numa linha tênue entre o presente e o passado: Nestas montanhas a fé dos soldados constitucionalistas foi duramente testada. Estas montanhas são testemunhas silenciosas dos atos de bravura de quem lutou por um ideal e dos dramas pessoais daqueles que encontraram a morte ou voltaram para casa terrivelmente feridos e mutilados. Heróicos soldados brasileiros.

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A linda vista da Garganta do Embaú, caminho dos Bandeirantes e caminho das tropas constitucionalistas - Desde sempre, rota da brava gente paulista rumo às suas maiores aspirações.

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Nossa pequena expedição descendo a caminho do Túnel.

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Posso afirmar que encarar a famosa boca do Túnel de frente é uma experiência extraordinária, como se você estivesse entrando em uma figura de um livro. Deste ponto os paulistas chegaram até a cidade mineira de Passa Quatro, depois retraíram a linha de volta para território paulista - mas mantiveram intransigentes a posição no túnel até a manhã de 13 de setembro, quando a frente foi novamente recuada. Duas semanas depois foi assinado o fim da luta armada.

Pelas fotos abaixo é possível fazer a comparação entre a altura atual do túnel e a que havia em 1932 antes do alargamento para composições mais altas.

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Tropas paulistas defendendo o limite do estado em 1932.

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Tropas mineiras posando para foto após atravessarem o túnel. É importante lembrar que só chegaram até aí quando os paulistas decidiram recuar.

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Uma rara imagem da solitária máquina 51 usada para bloquear o lado paulista.

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Nosso guia posando ao lado de uma bandeira paulista da época, que levamos para marcar nossa posição!

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Na famosa foto abaixo é possível ver as três casinhas que ficavam do lado esquerdo da boca do túnel - foram usadas pelos paulistas como Q.G. avançado. Hoje restam apenas ruínas no local. O descaso com a história colocou abaixo não uma, mas TRÊS "Casas do Grito". É muito triste.

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Essa é a visão que quem segue adiante pelo lado paulista rumo a Passa Quatro em Minas Gerais. Recentemente o túnel foi invadido por "caça-fantasmas" por conta de uma reportagem exibida na televisão. O único espírito que você vai encontrar aqui é o Espírito Paulista. E é exatamente por este que nossa expedição procurava.

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Uma bela foto do bloqueio paulista dentro do túnel. Algumas metralhadoras pesadas davam as boas vindas a quem ousasse seguir rumo a São Paulo. As metralhadoras só calaram quando nós assim determinamos.

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Fazendo uma pequena garimpagem por entre as pedras do túnel. Se você tiver sorte pode acabar encontrando alguns vestígios do passado.

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Essa é a vista da saída do lado mineiro, eternizada pelo instantâneo abaixo.

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Já quem avançasse em direção a São Paulo (e não fosse metralhado), veria algo parecido com isso: O vulto da máquina 51 visto de frente.

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A boca do lado mineiro. Sol em São Paulo, chuva em Minas Gerais.

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Pausa para uma água pura das montanhas.

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A famosa Estação Túnel que mudou de nome durante a revolução, em homenagem ao Coronel Fulgêncio de Souza Santos da Força Pública de Minas Gerais, morto em combate naquele local, no dia 30 de julho de 1932.

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Uma pequena sobreposição de imagens une o passado e o presente.

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Criada em 1983, a Medalha Coronel Fulgêncio da Polícia Militar de Minas Gerais. Acervo do Sr. Marcelo Tibúrcio.

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Duas imagens do Pico do Itaguaré, na região do Túnel.

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Seguindo adiante chegamos a simpática Passa Quatro, local de reunião de tropas ditatoriais em operação contra a sublevação de São Paulo.

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Neste Hotel em frente a estação funcionava o Q.G. da Força Pública mineira.

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Um belo final de tarde em Passa Quatro.

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Após a experiência do túnel e região, seguimos adiante de Cruzeiro em direção ao Rio de Janeiro. A primeira cidade que encontramos foi Lavrinhas, palco de intensos combates quando a frente recuou de Vila Queimada. O Brasão de Armas da cidade ainda guarda esta história.

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Abaixo vemos a ponte ferroviária erguida no mesmo local da dinamitada pelos paulistas em 1932. É possível ver partes da estrutura da antiga ponte. Adiante da ponte em direção ao Rio de Janeiro, o vilarejo de Vila Queimada as margens da Dutra - que hoje não existe mais, afundada pelas águas de uma pequena central hidrelétrica.

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"...Mas a guerra civil deslocou para Vila Queimada a sua roupa espaventosa com indiferença de Bonaparte instalando um Q.G. no convento de Nossa Senhora das Graças. Em vez da fazenda tranquila, um campo de batalha.
...
A saudade enfeitada na canção dos campeiros calou-se abafada por sons esquisitos, guturais, Schneider, Krupp, Hotchkiss e toda a terminologia da destruição, que estalava naquelas montanhas como bofetadas em um rosto feminino."
(Paulo Duarte, Palmares pelo Avesso)

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"O soldado paulista começou a reproduzir nas escarpas da Mantiqueira o esforço egípcio construindo monumentos. Mas no Egito as bestas do trabalho eram escravos. Na Mantiqueira, homens defendendo a liberdade. Muitos nem homens eram. Meninos do Piratininga, ao sol, lá iam, suarentos, garimpando os penhascos, ao ombro cunhetes pesados como monolitos que arriavam exaustos, insolados à beira da vala onde queria se erigir a pirâmide de uma mentalidade nova.  Muitos logo deixavam de ser meninos.
...
Foi assim que nas encostas de Vila Queimada, começaram a lapidar um povo."

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Seguindo adiante encontramos Queluz, última cidade paulista antes do Rio de Janeiro que em 10 de agosto de 1932 começou a ser fustigada pelas tropas ditatoriais de forma violenta. A ponte da estrada de rodagem foi então dinamitada e os soldados paulistas recuaram para Vila Queimada.

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Na antiga placa da Estação de Queluz a indicação para Engenheiro Passos (primeira estação carioca após a última parada em território paulista, em Engenheiro Bianor) a esquerda, e Vila Queimada a direita. Esta é a última placa que mostra a existência do lugarejo. Em mais alguns meses a ferrugem vai terminar de corroer a placa e Vila Queimada será de vez, apagada do mapa.

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Linha ferroviária em direção a Vila Queimada.

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Linha ferroviária em direção a Engenheiro Bianor. A frente de Engenheiro Bianor apenas o vazio da ditadura Vargas.

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Após a visita as linhas do Vale do Paraíba, pude finalmente entender o desenho de um dos famosos cartões postais do Correio Militar do M.M.D.C.

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Recomendo para todos uma visita ao Túnel e região. Nossa história merece ser cultuada.
Quem quiser fazer uma visita guiada pode conversar com o Carlos Felipe, da cidade de Cruzeiro (12) 91559113.

27 comentários:

  1. Pessoal, parabéns pela reportagem! Fantásticas as imagens. Uma verdadeira homenagem.

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  2. E lá, quem quiser, encontra o Espírito de 32.

    Saudade daquele Túnel...

    Viagem histórica, nobre amigo! Um privilégio!
    Abração, muito obrigado e até a próxima!

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  3. Ola Ricardo parabéns pelas fotos e comentários,este lugar ,é imprecionante,e uma pena que está TUDO ABANDONADO
    Grande abraço Gonçalo

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  4. acho que o descaso é proposital, nenhum governo quer alimentar esse espirito.

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  5. Ola Ricardo, Aqui é o Sandro, Foi um grande prazer conhece-lo pessoalmente. Quando quiser retornar é só falar com a gente. Meu sogro disse que o convite ao Itaguaré está de pé! Meu telefone é 12-98879-6275. Quando o trecho com o trole estiver pronto eu te aviso. Abraço.

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  6. Caro Ricardo, PARABÉNS pela excelente matéria. FANTÁSTICO!
    Um abraço.
    José L. Ricci

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  7. Magnífico ! Obrigado por compartilhar. História e conhecimento é um bem precioso.

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  8. Boa matéria, uma pena que na hora H quem tinha que lutar junto mudou de lado...

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  9. Ola interessante a reportagem gostaria de saber se ha alguma excursão para o Túnel e quanto custa

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  10. João Marcos Carvalho12 de fevereiro de 2014 20:55

    Parabéns pela providencial e espetacular excursão pelos campos de batalha da bela Mantiqueira. Há uns 15 anos vivi emoção semelhante, por isso compreendo o seu entusiasmo e dos companheiros que te acompanharam.
    Aproveitando o contexto, quero tocar num assunto que precisa ser esclarecido: o porquê de os constitucionalista chamarem a região de “Frente Norte”, já que a mesma fica no leste do estado de São Paulo. A única explicação que encontro é que até 1889 a Estrada de Ferro Central do Brasil, que corta o Vale, se chamava Estrada de Ferro do Norte.
    Desta forma, acredito que quando os paulistas de 32 falavam em “Frente Norte” estavam se referindo à frente de combate localizada ao longo da referida ferrovia (do Norte). Deixo claro que isto é apenas uma conjectura de minha parte já que, até agora, não consegui explicação melhor.
    É importante lembrar ainda que, em 32, a tropa ditatorial em operação no Vale do Paraíba se chamava “Exercito de Leste”, isto porque lutava contra SP no leste paulista.
    Contudo, não me perguntem a razão desta ferrovia se chamar “Do Norte”, já que fica no leste e sequer ia ou vinha do norte, seja do estado ou da região.
    Fica então o desafio aos fãs do blog para que o “mistério” da denominação Frente Norte seja esclarecido.
    Abraços.

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  11. Ótima reportagem, com fotos incríveis. Adorei. Parabéns aos realizadores.

    Sou cruzeirense, mas não moro na cidade há mais de 30 anos, apesar de visitar meus familiares pelo menos uma vez por ano.

    Fiquei triste de ver o descaso das autoridades com os monumentos históricos. Morei em Itapira e agora moro em Amparo (ambas cidades palco de batalhas importante) e nas duas encontramos um cuidado muito maior com a nossa história. Cruzeirenses, cobrem as autoridades!

    Abraços, Juliana

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  12. Muito interessante seu relato e as imagens. Conheço bem a região, pois minha mãe era natural de Queluz/ SP. Minha avó comentava que se lembrava da cidade vazia, pois a maioria dos moradores se refugiaram nas fazendas da região. As fundações da antiga ponte de Queluz apareceu em uma das fotos. A "nova" é a que aparece à direita na imagem. Realmente o descaso com a história local é absurdo. Tantos marcos históricos foram perdidos no tempo e o poder público se preocupou muito mais em descaracterizar o pouco que restou, do que preservar ou recuperar de fato. É uma pena, mas é o que décadas de "deseducação" de gerações promove em países que não respeitam e zelam pela própria história. Lamentável.

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  13. Orgulho de ser paulista, sempre!!! Belíssima reportagem!!!

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  14. Parabéns pela reportagem, pena que nosso governo não mantém estes lugares históricos com certeza lugares assim são muito ricos. Investimento se faz uma única vez depois abrindo para visitação publica cobrando o projeto acaba se pagando mas infelizmente não da votos.
    Obrigado
    Grande Abraço
    Samuka

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  15. Linda Historia
    Deus Salve nosso Estado de São Paulo

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  16. A matéria que eu sempre sonhei ver aqui!!!Conheço todas as cidades citadas nessa matéria,Cruzeiro,Queluz,Passa Quatro,Eng.Bianor...só uma pena eu ñ ter conhecido Vila Queimada antes.Parabéns Ricardo,vc é um verdadeiro guerreiro.Sua luta é também a NOSSA luta,para que JAMAIS a epopéia de 1932 caia no esquecimento.

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  17. Viagem no dois sentidos. Passeio por um pedaço de nosso Brasil, e viagem no tempo, através de nossa história, tão pouco valorizada!

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  18. Ah,Ricardo,esqueci de te dizer uma coisa!!!Se vc acha que a estação de Cruzeiro está em lamentável estado de abandono,provavelmente vc não terá palavras prá definir o estado em que se encontra a centenária estação de Cachoeira Paulista quando vc vê-la com seus próprios olhos!!!Não sei como ela ainda não veio por terra meu amigo,ela está praticamente em ruínas.É de cortar o coração ver um patrimônio histórico como aquele(inclusive tombado pelo CONDEPHAAT) caindo aos pedaços.

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    1. Eis aí a velha senhora de Cachoeira Paulista Ricardo
      http://www.estacoesferroviarias.com.br/c/fotos/cachoeira1.jpg

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    2. Eis aqui uma foto mais detalhada do abandono da centenária estação de Cachoeira Paulista
      OBS:fotos retiradas do blog de um dos maiores estudiosos em ferrovias do Brasil e tb seguidor desse blog,Ralph Menucci Giesbretsch
      http://www.estacoesferroviarias.com.br/c/fotos/cachoeira031.jpg

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  19. Beleza! Beleza! Beleza! A reportagem! Quanto descaso de nossas "otoridadis" com histórias de quem lutou por liberdade! Parabéns por nos mostrar belas fotos e recordações que nos orgulham!!!

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  20. detectei metais por essas bandas, rendeu muitos achados :)

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  21. Rapaz,,,fotos e histórias como essa, me fazem ter mais vontade de lutar pela minha Pátria Paulista e cada vez mais me orgulha. Por outro lado, me dói também ver que esta nação é violada pelo Brasil. Tanta luta, sangue e glória, usurpados por Canalhas... Tristeza.
    PRO SAO PAULO FIANT EXIMIA!

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  22. Fausto Ricardo da Silva Oliveira8 de julho de 2015 09:27

    Excelente a matéria, vocês poderiam vir a cidade de Cunha e fazer uma matéria sobre a cidade também com muitas marcas da guerra e sobre Paulo Vírginio, um importante herói Paulista.

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  23. Maravilhosa materia. Belissima homenagem aos nossos heróis, parabens pela riqueza de detalhes e imagens da nossa história tão pouco valorizada e contada.

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