sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sorteio do livro São Paulo, 1924

Conforme prometido, divulgo hoje o nome dos três leitores do blog que receberão um exemplar do livro São Paulo 1924 de Celso Luiz Pinho. São eles João Marcos Carvalho, Aleksander Toaldo Lacerda e Armando Paolillo Júnior, cujos textos enviados publico abaixo. Agradeço pela participação e peço para que os três entrem em contato por email passando o endereço para postagem dos livros.

Meu obrigado a todos os inúmeros leitores que enviaram seus textos para o blog!! É muito bom saber que tantos paulistas gostam e cultuam a nossa história. Um grande abraço para todos!

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Embora a revolta tenentista de 5 de julho de 1924 seja rica em personagens e personalidades marcantes, entendo que João Cabanas, então 1º tenente da Força Pública paulista, foi uma figura emblemática e heroica daquele episódio sangrento de nossa história recente. Além de destemido e sagaz, Cabanas foi uma liderança nata; um homem que se forjou combatente absoluto no calor da batalha. Foi um soldado na acepção máxima da palavra. Comandou com mãos de ferro pelotões valentes e decididos. Foi o grande responsável por guarnecer, com eficiência, a retirada segura dos rebeldes da cidade de São Paulo rumo ao interior brasileiro, onde as forças rebeladas se transformaram em 1ª Divisão Revolucionária, passando para história com o nome de Coluna Prestes. No comando da Coluna da Morte, que antecedeu a Grande Marcha, Cabanas se tornou legendário. Utilizando-se de ardis que combinavam táticas militares que ele mesmo inventou, somadas à cenas teatrais, ludibriou o inimigo e deu um nó nas forças que o perseguiam. Brilhante e arguto, não tergiversou na manutenção da disciplina: sem constrangimentos, fuzilou saqueadores e subordinados que se desviavam da conduta revolucionária. Por razões que historiografia ainda não apurou devidamente, Cabanas não participou da Grande Marcha da Coluna Prestes, onde, certamente, seria um dos oficias mais destacados. Por tudo isso considerado João Cabanas a grande personalidade do segundo levante tenentista em 1924.
João Marcos Carvalho

Podemos falar de vários personagens, desta epopéia ocorrida dentro da cidade de São Paulo, primeiramente, antes de tomar seu rumo ao interior do  Estado e depois Brasil (pois deu origem a Coluna Miguel Costa, depois batizada ainda que no meu entendimento erroneamente como Coluna Prestes).Temos o próprio Maj Miguel Costa - então do Regimento de Cavalaria, que inicia a revolta com a tomada do Quartel da Luz, pelos seus tuneis, onde houveram escaramuças entre revolucionários e legalistas com golpes de baioneta. Mas sem sombra de dúvidas falarei do Ten Cabanas, ainda que não reconhecido, mas como o Oficial que introduziu os principios da Guerra Psicologica no Brasil. Ten Cabanas, como Oficial de Informações e Inteligencia, foi sem sombra de duvidas o personagem principal desta aventura, pois é graças a sua astucia e perspicácia, que ao passar informações falsas da quantidade de homens que aderiram à revolta, por meio dos telegrafos, às estações no Interior, consegue com que haja a retirada das tropas comandadas por Miguel Costa de São Paulo, e ainda mais, informa que tais tropas seguiam pela Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, mas na verdade tomaram sentido Sorocabana.Um dado curioso: meu avô, então praça do EB, lotado no Reg. de Cavalaria de Porto Alegre, vem pra SP combater os revoltosos, e sua unidade vai seguindo pela Sorocabana a coluna Miguel Costa, havendo escaramuças em Sorocaba e na Cuesta de Botucatu, até a cidade de Óleo, quando então o meu avô é convocado para fazer o curso de Sgt´s no Rio de Janeiro (isto tudo registrado a nanquim em uma cópia de seus assentamentos que está com a familia).
Aleksander Toaldo Lacerda

Tenho o Tenente Cabanas como personagem mais marcante da revolução de 1924 por sua coragem, genialidade militar e sincera dedicação à causa. O Tenente Cabanas, sem ter conhecimento do planejamento da revolução, naquele 5 de julho, ao iniciar seu serviço no Regimento de Cavalaria da então Força Pública, foi “compulsoriamente” impelido a aderir ao movimento pelo Major Miguel Costa, porém, naquele momento sua vontade de mudar a situação do Brasil, de fazer com que a roda fosse colocada no seu eixo verdadeiro, o fez assumir seu papel com todas as suas forças, e, no decorrer da luta, comandou seus homens com a genialidade de um General e a coragem de um verdadeiro líder guerreiro.
Armando Paolillo Júnior

Um comentário:

  1. Gostaria de registrar aqui meu agradecimento e satisfação ao terminar de ler o livro "São Paulo, 1924". Excelente obra, de leitura agradável e fascinante! Parabéns ao autor e a todos os colaboradores. Obrigado também ao pessoal do blog, que proporcionou, através do sorteio, a divulgação da obra.
    Trata de um período da história de São Paulo e do Brasil que, infelizmente, é desconhecido do público em geral. Deveria ser objeto de estudos de todas as escolas, para que o público em geral conhecesse quem são os verdadeiros heróis.
    O autor termina suas narrativas da luta em S. Paulo com "... todavia o movimento revolucionário continuaria no interior de São Paulo, expandindo-se até para outros estados.
    Isso já é outra história,,," Então, aguardamos ansiosos por essa "outra história"

    Muitíssimo obrigado

    Armando Paolillo Júnior

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