terça-feira, 9 de setembro de 2014

Medalha Cinquentenário do 7o BPM/M

Trago hoje aos amigos do blog a belíssima medalha comemorativa do Cinquentenário do 7o BPM/M. A medalha foi mandada cunhar pela ABFIP ONU em homenagem ao 7º BPM/M e foi criada e desenhada pelo Sr. Alfredo Duarte - o qual nos brinda com o texto abaixo. Chamo a atenção dos leitores para o trecho que se refere a jornada de 1932, bastante interessante!

Agradeço ao amigo Alfredo Duarte e aos amigos do 7o Batalhão de Polícia Militar pela deferência e pelo apoio ao blog. Fico extremamente feliz de participar desse momento histórico do batalhão - que completa 50 anos servindo a população de São Paulo em uma das áreas mais nevrálgicas da capital.

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Histórico do Batalhão

Em 28 de agosto de 1964 a Guarda Civil do Estado de São Paulo instalou na Avenida Angélica, 1647 o seu “Serviço de Fundos”. Em 08 de abril de 1970 ocorreu a unificação da Guarda Civil de São Paulo com a Força Pública de São Paulo, originando a atual POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Em decorrência dessa fusão o “Serviço de Fundos” (tesouraria) da Guarda Civil foi extinto, passando o prédio da Av. Angélica, 1647 a abrigar efetivo da Polícia Militar renomeado como 25º Batalhão de Polícia Militar, porém, realizando por certo período a folha de pagamento dos inativos da Força Pública e da Guarda Civil.

Em 01 de maio de 1971 foi fixado o primeiro Quadro Operacional do 25º BPM; Unidade que então atuava como um Batalhão de Apoio.  Através do Decreto nº 7.289 de 15 de dezembro de 1975, que reorganizou a PMESP, o 25º BPM foi renomeado como 7º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, subordinado ao Comando de Policiamento de Área Metropolitana UM, permanecendo aquartelado no prédio histórico da Av. Angélica, 1647 – bairro de Higienópolis, tendo como primeiro Comandante o Cel. QOPM Camilo Dias dos Anjos.

O 7º BPM/M é a Unidade Operacional da Polícia Militar encarregada da Preservação da Ordem Pública na parte mais central da cidade de São Paulo, realizando até o ano de 2005 a segurança da Praça da Sé, assim como do Páteo do Colégio.

A Nota de Instrução nº CPM-017/03/86 criou o Policiamento Ostensivo a Pé na região hoteleira, nos locais de maior afluxo de turistas e nos grandes eventos no centro da cidade de São Paulo. Esta modalidade de policiamento foi formada por Policiais bilíngues, sendo implantada oficialmente em 27 de novembro de 1986, e tendo o 7º BPM/M como uma de suas Unidades Operacionais precursoras. Através do Boletim Geral nº 186, publicado em 03 de outubro de 1989, foi aprovado o Símbolo de Atividade de Intérpretes do Policiamento de Apoio ao Turista “POLITUR” da Polícia Militar do Estado de São Paulo, cuja sede era no 7º BPM/M.

Em 01 de dezembro de 1987 o 7º BPM/M foi uma das Unidades implantadoras do Rádio Patrulhamento Padrão (RPP), na cidade de São Paulo. Em 04 de outubro de 1989, visando o aprimoramento das modalidades de Policiamento, implantaram-se na área do 7º BPM/M, cabines policiais, precursoras das atuais Bases Comunitárias.

Por meio da Lei nº 13.506 de 17 de abril de 2009, passou a Unidade a denominar-se 7º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano “1º Tenente PM Roberto Calegari de Lima” (7º BPM/M – 1º Ten. PM Calegari), oficial que, na condição de 2º Tenente comandante de guarnição de Patrulhamento Tático Móvel (atual Força Tática) do 7º BPM/M, tombou heroicamente no cumprimento do dever em 05 de abril de 1983.

Medalha Comemorativa “CINQUENTENÁRIO DO 7º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR METROPOLITANO – 1964-2014”

Mandada cunhar pela ABFIP ONU em homenagem ao 7º BPM/M, tendo em vista os méritos e os relevantes serviços prestados pelo Batalhão a esta Associação, à Sociedade Paulista e para perenizar o seu Cinquentenário de Criação.

O escudo português remete às origens de nossa nacionalidade, além de ser uma tradição heráldica da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O Triângulo equilátero de prata e o campo azul-escuro evocam as insígnias heráldicas do 7º BPM/M, sendo as cores representativas da integridade, firmeza, obediência, lealdade e justiça de seus componentes. A Cruz da Ordem de Cristo, primeiro símbolo de nossa nação, evoca a cidade de São Paulo, e mais especificamente parte de seu “Centro Velho”, área de atuação da OPM. A cor amarelo-ouro do chefe evoca a nobreza da atividade policial.

O Capacete de Aço modelo Paulista remete à Epopéia Constitucionalista de 1932; efeméride cuja memória e tradições a Polícia Militar é a grande guardiã, destacando que o 7º BPM/M tem sob sua responsabilidade a preservação da Ordem Pública no histórico endereço da Rua Sergipe nº 37, local onde em 9 de Julho de 1932 os líderes constitucionalistas montaram o quartel-general do Coronel Euclides Figueiredo, líder militar das forças paulistas, aí incluída a Força Pública, e dali partiram as ordens que deram início à Revolução Constitucionalista. Esse endereço foi transformado em senha e contrassenha para as comunicações entre os revolucionários. Um dizia: “Sergipe”; o outro respondia: “37”.

Os troféus militares – a espada e as pistolas cruzadas – evocam os princípios constitucionais de JUSTIÇA, AUTORIDADE e FORÇA. O fitão de cor vermelha remete à ousadia e à fortaleza dos Policiais Militares cujo sangue foi derramado em defesa da Sociedade Paulista. As quatro estrelas de ouro representam os pontos cardeiais; recordando-nos que os Policiais Miliatres estão prontos a manter a Lei em todos os locais e situações. Os numerais 1964 e 2014 evocam o Cinquentenário da OPM. O pavilhão, assim como a fita, formados por treze listras verticais nas cores preta e branca evocam a bandeira do Estado de São Paulo que os Policiais Militares envergam em seus uniformes, e também nos lembram o trabalho diuturno da missão Polícial Militar de servir e proteger.


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Em 28 de agosto de 2014 completou o 7º BPM/M seu cinquentenário de criação, cumprindo nesses 50 anos de existência os mais relevantes e meritórios aspectos de sua atividade de policiamento, preservação da ordem pública e cumprimento de sua missão constitucional.

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