segunda-feira, 30 de junho de 2014

Cartazes da Comissão Pro-Monumento e Mausoléu

Mais três belos cartazes criados pela Comissão Pro-Monumento e Mausoléu ao Soldado Paulista de 32, que levantou fundos para a construção do Obelisco do Ibirapuera. Aproveito a deixa e publico abaixo uma foto que certamente vai alegrar aqueles que cultuam a nossa história: As obras de recuperação do Mausoléu e Obelisco estão a todo vapor!

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Túnicas Coronel FP / PM

Hoje trago aos leitores do blog dois modelos de túnicas usadas pela Força Pública de São Paulo e logo após a transição em 1970, pela Polícia Militar. É interessante notar a troca das insígnias - passando do "laço húngaro" para as estrelas usadas até os dias atuais, e das ogivas azuis para as bucaneiras cruzadas que também permanecem em uso. As túnicas, calças e camisas eram ainda no padrão de cor cáqui com gravata azul marinho.

São peças intocadas e bem conservadas nesses últimos quarenta anos, importantes fragmentos da história de São Paulo.

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Abaixo uma túnica com o padrão de insígnias da Polícia Militar, com as estrelas e as pistolas cruzadas.

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Abaixo os barretes da Medalha Valor Militar, Medalha Imperatriz Leopoldina e outas duas medalhas que não identifiquei pelas cores da fita. Quem pode me ajudar a identificá-las?

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Um fato curioso é que na imagem abaixo vemos as insígnias de Coronel e as bucaneiras na gola da camisa - na posição inversa do que são usadas atualmente.

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Um detalhe fantástico: Uma das túnicas veio acondicionada em um plástico do Mappin - uma verdadeira cápsula do tempo!

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O belíssimo quepe de Coronel, extremamente bem feito com esmero em todos os detalhes.

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Na foto abaixo vemos o Cel. Theodoro Cabette, um dos mais brilhantes oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo: Comandante-Geral da Milícia Bandeirante de 28 de abril de 1972 a 30 de abril de 1974, no governo Laudo Natel (a esquerda na foto). Comandou o Batalhão Tobias de Aguiar de 03 de outubro de 1969 a 11 de novembro de 1969. (Fonte: Quartel da Luz Mansão da Rota, Cel. Paulo Adriano L.L. Telhada).

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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Tunel por Menotti Del Picchia

Trago aos leitores um belo texto de Menotti Del Picchia, publicado no prefácio do raro livro "A Resistência do Tunnel" de Guilherme de A. Barros. A capa também é um espetáculo e vai logo abaixo.

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Tunel foi uma epopéa! Tunel mostrou que um ideal tem mais força que todas as armas.
Do outro lado da serra, rebojando em corredeiras, espumando de colera, torrentes de
soldados dictatoriaes se atiravam contra Tunel. Quantos? 5.000? 6.000? 7000?
Tunel resistia...Defendia-o apenas um punhado de bravos. Quantos? Algumas centenas,
não mais.

E as machinas da estrada ferrea arfavam, resfolegavam, rulhavam em todas as articulações
dos vagões carreando mais tropas, mais canhões de montanha, canhões de marinha,
metralhadoras pesadas, tanques erriçados de canos de fuzil como porcos-espinhos...
E o cyclone de metralha batia contra Tunel.

E Tunel resistia...
Uns dias...Uma semana...Um mez...Outro mez...
- Cahiu?
Mas súbito, de um flanco, imprevistos, os soldados da Constituição rompiam numa furiosa
carga de baioneta. E Tunel continuava irreductivel, atalaia aguerrida do pacto constitucional,
esculca do sonho civilizado da lei!

A pequena guarnição de Tunel era a technica, a consciencia, a disciplina. Trincheiras perfeitas.
Escasso material mas racional aproveitamento. Para lá das escarpas da Mantiqueira era a orgia
de todos os excessos: de armas e de homens. Qual o ideal, porem? Bastaria para animar
soldados o desejo de "trucidar paulistas"?

Tunel resistiu. Resistiu contra tudo e contra todos. Foi uma victoria integral.
Uma epopéa. Um reducto que não cahiu e onde, até hoje, invisivel mas triumphante,
illuminando com seus ensolarados reflexos todos os brasileiros, no alto da serra para ficar
mais perto do ceu e para ser visto por todo o Brasil, flutúa ainda uma bandeira, a bandeira
que o heroismo paulista não deixou cahir:
A Bandeira da Constituição!

MENOTTI DEL PICCHIA

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sorteio do livro São Paulo, 1924

Conforme prometido, divulgo hoje o nome dos três leitores do blog que receberão um exemplar do livro São Paulo 1924 de Celso Luiz Pinho. São eles João Marcos Carvalho, Aleksander Toaldo Lacerda e Armando Paolillo Júnior, cujos textos enviados publico abaixo. Agradeço pela participação e peço para que os três entrem em contato por email passando o endereço para postagem dos livros.

Meu obrigado a todos os inúmeros leitores que enviaram seus textos para o blog!! É muito bom saber que tantos paulistas gostam e cultuam a nossa história. Um grande abraço para todos!

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Embora a revolta tenentista de 5 de julho de 1924 seja rica em personagens e personalidades marcantes, entendo que João Cabanas, então 1º tenente da Força Pública paulista, foi uma figura emblemática e heroica daquele episódio sangrento de nossa história recente. Além de destemido e sagaz, Cabanas foi uma liderança nata; um homem que se forjou combatente absoluto no calor da batalha. Foi um soldado na acepção máxima da palavra. Comandou com mãos de ferro pelotões valentes e decididos. Foi o grande responsável por guarnecer, com eficiência, a retirada segura dos rebeldes da cidade de São Paulo rumo ao interior brasileiro, onde as forças rebeladas se transformaram em 1ª Divisão Revolucionária, passando para história com o nome de Coluna Prestes. No comando da Coluna da Morte, que antecedeu a Grande Marcha, Cabanas se tornou legendário. Utilizando-se de ardis que combinavam táticas militares que ele mesmo inventou, somadas à cenas teatrais, ludibriou o inimigo e deu um nó nas forças que o perseguiam. Brilhante e arguto, não tergiversou na manutenção da disciplina: sem constrangimentos, fuzilou saqueadores e subordinados que se desviavam da conduta revolucionária. Por razões que historiografia ainda não apurou devidamente, Cabanas não participou da Grande Marcha da Coluna Prestes, onde, certamente, seria um dos oficias mais destacados. Por tudo isso considerado João Cabanas a grande personalidade do segundo levante tenentista em 1924.
João Marcos Carvalho

Podemos falar de vários personagens, desta epopéia ocorrida dentro da cidade de São Paulo, primeiramente, antes de tomar seu rumo ao interior do  Estado e depois Brasil (pois deu origem a Coluna Miguel Costa, depois batizada ainda que no meu entendimento erroneamente como Coluna Prestes).Temos o próprio Maj Miguel Costa - então do Regimento de Cavalaria, que inicia a revolta com a tomada do Quartel da Luz, pelos seus tuneis, onde houveram escaramuças entre revolucionários e legalistas com golpes de baioneta. Mas sem sombra de dúvidas falarei do Ten Cabanas, ainda que não reconhecido, mas como o Oficial que introduziu os principios da Guerra Psicologica no Brasil. Ten Cabanas, como Oficial de Informações e Inteligencia, foi sem sombra de duvidas o personagem principal desta aventura, pois é graças a sua astucia e perspicácia, que ao passar informações falsas da quantidade de homens que aderiram à revolta, por meio dos telegrafos, às estações no Interior, consegue com que haja a retirada das tropas comandadas por Miguel Costa de São Paulo, e ainda mais, informa que tais tropas seguiam pela Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, mas na verdade tomaram sentido Sorocabana.Um dado curioso: meu avô, então praça do EB, lotado no Reg. de Cavalaria de Porto Alegre, vem pra SP combater os revoltosos, e sua unidade vai seguindo pela Sorocabana a coluna Miguel Costa, havendo escaramuças em Sorocaba e na Cuesta de Botucatu, até a cidade de Óleo, quando então o meu avô é convocado para fazer o curso de Sgt´s no Rio de Janeiro (isto tudo registrado a nanquim em uma cópia de seus assentamentos que está com a familia).
Aleksander Toaldo Lacerda

Tenho o Tenente Cabanas como personagem mais marcante da revolução de 1924 por sua coragem, genialidade militar e sincera dedicação à causa. O Tenente Cabanas, sem ter conhecimento do planejamento da revolução, naquele 5 de julho, ao iniciar seu serviço no Regimento de Cavalaria da então Força Pública, foi “compulsoriamente” impelido a aderir ao movimento pelo Major Miguel Costa, porém, naquele momento sua vontade de mudar a situação do Brasil, de fazer com que a roda fosse colocada no seu eixo verdadeiro, o fez assumir seu papel com todas as suas forças, e, no decorrer da luta, comandou seus homens com a genialidade de um General e a coragem de um verdadeiro líder guerreiro.
Armando Paolillo Júnior

terça-feira, 17 de junho de 2014

Antigo capacete da Academia do Barro Branco

Trago aos estimados leitores do blog um belíssimo exemplar do capacete usado pela Força Pública de São Paulo na tradicional Academia do Barro Branco usado nos anos 60 pelos cadetes da academia. O capacete de cor cinza (diferente dos azuis e brancos usados no período) é de fabricação de Trindade Nelson.

A história da APMBB - Academia de Polícia Militar do Barro Branco, berço da formação dos Oficiais remonta ao ano de 1910, com a implementação do Curso Literário e Científico trazido pela Missão Militar Francesa, que chegou em São Paulo em 28 de março de 1906 contratada pelo então Governador do Estado Jorge Tibiriçá com o propósito de ministrar instrução à tropa da Força Pública. Em 1913 é criado o Corpo Escolar, nos moldes propostos pela Missão Militar Francesa. O Corpo Escolar funcionava nas atuais dependências do 1º Batalhão de Polícia de Choque. Em 1924 o Corpo Escolar passa a denominar-se Centro de Instrução Militar (CIM), nome que manteve até 1950 quando passa a denominar-se Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CFA).

A construção das atuais dependências na Invernada do Jardim Barro Branco se deu entre 1940 e 1944, sendo que ao término o então CIM muda-se para a Zona Norte da cidade de São Paulo, no bairro Jardim Barro Branco. Com a fusão entre Força Pública e Guarda Civil, após reestruturação de currículos passa a denominar-se Academia de Polícia Militar. Mais recentemente, por força do Decreto nº 11.241, de 9 de março de 1978, esta Academia por tradição e por assim já ser conhecida, passou a denominar-se Academia de Polícia Militar do Barro Branco sendo consagrada uma instituição voltada à formação do Oficial em nível superior. (Fonte: Wikipedia)

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Abaixo uma foto de cadetes na Academia do Barro Branco em novembro de 1965 (Foto Roberto Lopes Martinez)

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Rara aliança da campanha do ouro da Casa Castro

Depois de muitos anos de procura, finalmente me deparei com uma aliança da campanha do ouro feita em 1932 pela tradicional Casa Castro. A peça é em prata e tem mais do que o dobro da espessura do anel tradicional e traz a marcação do fabricante. As fotos abaixo ilustram bem a diferença. O anel em prata era feito sob encomenda e era preciso ter o certificado de doação da Associação Comercial de São Paulo.

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sábado, 7 de junho de 2014

Cantis militares paulistas

Hoje apresento imagens de um interessante modelo de cantil militar paulista usado em 1932 com um formato diferente do que encontramos em imagens de época. Parte do lote de um soldado constitucionalista da tradicional família Glicério, este cantil apresenta um formato semelhante ao cantil usado pela Força Pública entre os anos 30 aos anos 70.

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Abaixo o "mess kit" da Força Pública paulista composto por cantil, copo, talheres e panela de campanha.

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

São Paulo, 1924

Muita gente me pergunta qual a diferença entre as revoluções de 1924 e 1932, que torna uma tão esquecida e a outra tão celebrada? A resposta está em quatro letras: POVO. Em 1924 o povo apenas assistiu a uma revolta militar entregue a domicílio na porta de suas casas, sendo duramente bombardeado e massacrado. Já em 1932 o povo teve papel de destaque no levante contra a ditadura e os maus tratos a São Paulo. Em 1924 os revoltosos e a dura repressão legalista causaram a destruição de bairros inteiros de São Paulo, justamente por levar a luta armada a locais densamente habitados - Dias de pavor, segundo Aureliano Leite, ou ainda, A Verdun Paulista segundo Benito Serpa.

É justamente sobre estes tenebrosos dias de julho de 24 que o escritor Celso Luiz Pinho trata em seu novo livro "São Paulo, 1924". Celso, autor de "1932 - O túnel da discórdia", realizou uma pesquisa em diversas fontes disponíveis e escreveu sem tomar partido de nenhum lado dessa história - e é justamente isso que torna seu livro uma leitura interessante e cativante. As marcas da revolução estão até hoje cravadas na cidade e Celso procurou detalhes sobre elas nos bairros onde moramos, trabalhamos e transitamos diariamente e o resultado dessa pesquisa é fascinante para quem gosta de história!! O livro está disponível pela Editora Gregory www.editoragregory.com.br

O blog vai sortear gratuitamente três exemplares aos leitores que nos enviarem um email com um pequeno texto contando qual na sua opinião, é o personagem mais marcante na Revolução de 1924. O sorteio será no dia 20 de junho, assim os contemplados comemorarão o dia cinco lendo o livro!! Participe!! Emails para tudoporsp1932@gmail.com

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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Lembrança da Batalha de Victorino Carmillo

Trago hoje aos leitores do blog uma bela foto que ganhei de presente de um grande amigo, uma foto bastante significativa por conta do que vai escrito atrás dela: "Grupo tirado após o assalto em Victorino Carmillo, em que os paranaenses foram obrigados a retirarem-se. Lembrança do Jorge. Itapetininga 21.08.1932".

A Batalha de Victorino Carmillo, também conhecida como a "Segunda Batalha de Buri" ocorreu entre os dias 15 e 16 de agosto de 1932 e nela tomaram parte aproximadamente 6 mil homens comandados pelo General Waldomiro Lima (8o R.I. de Passo Fundo, 13o B.C. de Ponta Grossa e 13o B.C. de Santa Catarina) contra pouco mais de 1000 paulistas comandados pelo CEL. Christiano Klingenhoefer (6o B.C.R., 2o R.I. 9 de Julho, 9o B.C.R., 1o B.C.R., 7o B.C. e elementos do Esquadrão de Cavalaria Jardim). Após uma barragem de mais de mil tiros de artilharia disparados pelos governistas, o combate segue intenso com ataques e contra-ataques ao longo de infernais 48 horas e a estação ferroviária de Victorino Carmillo muda de donos diversas vezes. No final deste período, uma carga de baionetas dos gaúchos e catarinenses acabou por romper as defesas paulistas que acabaram retirando-se para Ligiana e abandonando a estação após sua heróica defesa.

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Hoje no local onde deveria existir um monumento aos que tombaram naquele combate existe apenas mato - o que é absolutamente normal em um país sem memória como o nosso.

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Trilhos correm ao lado do matagal onde ficava a estação de Victorino Carmillo em direção a Buri.

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